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title: "Lattes ou LinkedIn Para Pesquisador: Como Traduzir Um no Outro"
url: https://ajustalinkedin.com/blog/linkedin-ou-lattes
description: "O Lattes é o currículo completo do pesquisador; o LinkedIn é o perfil curto que a indústria busca. Veja quem lê cada um, como traduzir a produção em projeto e um exemplo prático."
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# Lattes ou LinkedIn Para Pesquisador: Como Traduzir Um no Outro

O Lattes é o currículo completo do pesquisador; o LinkedIn é o perfil curto que a indústria busca. Veja quem lê cada um, como traduzir a produção em projeto e um exemplo prático.

2 de novembro de 2026 · 6 min de leitura

**O Lattes é o currículo completo do pesquisador, com toda a produção acadêmica. O LinkedIn é o perfil curto que empresas e outras instituições procuram por palavras. Não é preciso escolher um: é preciso traduzir o histórico de um para o outro.** O mesmo histórico vira um Sobre de cinco linhas, uma seção de projetos e três publicações em destaque.

## Dois leitores diferentes para a mesma pessoa

A plataforma Lattes é mantida pelo CNPq e é o formato que editais e programas de pós-graduação costumam pedir. O LinkedIn é uma rede profissional aberta a qualquer empresa. Por isso, o erro mais comum é copiar o Lattes para o perfil: a lista inteira de produção, sem nenhuma frase que diga o que você faz fora da universidade.

<table><thead><tr><th>Critério</th><th>Lattes</th><th>LinkedIn</th></tr></thead><tbody><tr><td>Quem lê</td><td>Bancas, comitês de editais, programas de pós-graduação e pares da área</td><td>Recrutador de indústria, gestor, empresa de tecnologia e cliente</td></tr><tr><td>Tamanho</td><td>Longo, com toda a produção, orientações e participação em bancas</td><td>Curto, com headline, Sobre e experiências em poucas telas</td></tr><tr><td>Linguagem</td><td>Formal, com títulos de produção no padrão acadêmico</td><td>Direta, com o que você resolve e para quem</td></tr><tr><td>Como é encontrado</td><td>Pelo nome e pela área de pesquisa</td><td>Pelas palavras do cargo, da competência e do setor</td></tr></tbody></table>

## O que o Lattes guarda e o LinkedIn não precisa

O Lattes registra tudo: cada artigo, capítulo, orientação concluída, banca, projeto e prêmio. Essa é a função dele. No LinkedIn, esse volume atrapalha a leitura de quem tem poucos segundos para decidir. Cinco tipos de item fazem o trabalho de cinquenta quando são traduzidos:

-   Orientações e bancas: viram uma linha de experiência com o tema e a frequência, e não a lista inteira.
-   Artigos: viram três publicações em destaque, escolhidas pela relevância para o cargo.
-   Títulos acadêmicos: entram na formação, com o ano e a instituição.
-   Projetos financiados: viram projeto com o seu papel, o prazo e o resultado, sem a sigla do edital.
-   Idiomas e bolsas: ficam em seções próprias, quando a vaga pede.

## O que o LinkedIn pede e o Lattes não diz

O LinkedIn precisa de três coisas que o Lattes não tem: uma headline com o cargo que você busca, um Sobre em primeira pessoa e competências que o recrutador consegue filtrar. Sem elas, o perfil some na busca, mesmo com produção de primeira linha. A headline segue a fórmula de cargo, área e prova, em até 220 caracteres. As frases que mais enfraquecem esse texto, como as de sempre “apaixonado por inovação”, estão listadas em [clichês no perfil do LinkedIn](/blog/cliches-no-perfil-linkedin).

## Como traduzir: da produção para o projeto

1.  Escolha a vaga-alvo e leia dez anúncios, anotando as palavras que se repetem.
2.  Escreva em uma frase o problema que a sua linha de pesquisa resolve, sem o jargão do edital.
3.  Transforme cada projeto em uma linha com o seu papel, o método e o resultado.
4.  Escolha três publicações que conversam com o cargo e deixe as outras no Lattes.
5.  Reescreva o Sobre em primeira pessoa, com o que você faz hoje e o que busca.

O ponto de partida costuma ser a sua linha de pesquisa, porque ela já tem um problema e um método. Basta trocar a pergunta do edital pela pergunta da empresa.

## Exemplo: de pesquisadora para desenvolvimento de produto (ilustrativo)

Uma pesquisadora de química de alimentos (exemplo ilustrativo: nome, instituição e números são inventados) quer uma vaga de desenvolvimento de produto numa indústria. No Lattes, a produção está completa, com artigos em periódicos e capítulos. No LinkedIn, ela escreve o que a indústria entende:

> Desenvolvi uma formulação de bebida vegetal com estabilidade testada em três ciclos de produção, em parceria com um laboratório de processos (ilustrativo).
> 
> Ela manteve a produção científica no Lattes e colocou no perfil só o que fala com a indústria: o método, o teste de estabilidade e a parceria.

## Headline e Sobre para quem vem da academia

Muitos pesquisadores começam o perfil pelo título, e é aí que a busca perde o leitor. Quem contrata para indústria procura o cargo e a aplicação, não a trajetória. Se você quer ser encontrado como analista ou desenvolvedor, a primeira palavra da headline precisa ser o cargo que a vaga usa, e não a formação.

A headline tem cargo, área e prova. Um modelo ilustrativo: “Pesquisadora em química de alimentos | Formulação e testes de estabilidade | Três projetos aplicados com a indústria”. O Sobre diz o que você faz, o método que usa e o que busca. Para a mudança completa, o guia de [LinkedIn pra sair da academia](/blog/linkedin-pesquisador-academia-industria) explica o passo a passo, e os exemplos de Sobre estão em [Sobre do LinkedIn com exemplos prontos](/blog/sobre-linkedin-exemplos).

## Manter os dois alinhados sem copiar

Lattes e LinkedIn podem contar a mesma história com ênfases diferentes, mas não podem se contradizer. Cargo, datas, instituição e título precisam bater nos dois. Se a vaga pede currículo de uma página, o [AjustaCV monta essa versão](https://ajustacv.com/montar-curriculo) a partir do que você já escreveu. Para ver como os dois documentos se encaixam na mesma candidatura, leia [currículo e LinkedIn para a mesma vaga](/blog/curriculo-e-linkedin-mesma-vaga).

## Checklist antes de publicar o perfil

-   Headline com o cargo que a vaga pede, em até 220 caracteres.
-   Sobre em primeira pessoa, com o que você faz e o que busca.
-   Três publicações em destaque, escolhidas pelo cargo.
-   Projetos com papel, método e resultado, sem sigla de edital.
-   Datas, instituição e título iguais aos do Lattes.

## Pra fechar: o perfil de pesquisador que a busca encontra

Se o seu perfil ainda é só o Lattes em texto corrido, comece pela headline e pelo Sobre. O [pacote do AjustaLinkedIn](/checkout) entrega três headlines, o Sobre em primeira pessoa, as experiências em bullets e 50 competências por R$ 9,90, em pagamento único, para você colar campo por campo. A [análise grátis](/analise) mostra a nota atual em cinco categorias, sem cadastro, e aponta o que melhorar primeiro.

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## Perguntas frequentes

### Preciso tirar as publicações do Lattes para colocar no LinkedIn?

Não. Deixe a lista completa no Lattes, que é a fonte que o meio acadêmico consulta. No LinkedIn, mostre três ou quatro publicações que conversam com a vaga, com título, ano e veículo. O restante continua no Lattes, e você pode citá-lo no perfil quando fizer sentido.

### O Lattes serve como currículo para empresa?

Pode servir de base, mas raramente funciona sozinho. Ele é longo e formal, e o recrutador de indústria procura o que você resolveu. Monte uma versão de uma a duas páginas, com as experiências fora da academia e os projetos aplicados em primeiro lugar.

### Doutorado entra na headline?

Entra quando o cargo pede pesquisa ou desenvolvimento e o título é valorizado. Para as demais vagas, ele fica na formação, com o ano e a instituição. Uma headline que começa pelo título pode afastar quem contrata para funções operacionais ou de gestão.

### Quantas competências cadastrar sendo pesquisador?

Até 50, que é o limite do LinkedIn. Escolha as que aparecem nas vagas que você quer, como métodos analíticos, gestão de projetos, redação técnica e o software que você usa de fato. Coloque as três mais fortes no topo da lista.

Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?

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