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description: "Sobre do LinkedIn para quem tem negócio próprio: o que o negócio faz, para quem, e como escrever se você busca clientes ou uma vaga. Com exemplos prontos."
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# Sobre do LinkedIn Para Empreendedor: Cliente ou Vaga?

Sobre do LinkedIn para quem tem negócio próprio: o que o negócio faz, para quem, e como escrever se você busca clientes ou uma vaga. Com exemplos prontos.

30 de outubro de 2026 · 8 min de leitura

**O Sobre de quem tem negócio próprio diz o que o negócio faz, para quem, e qual passo você quer que o leitor dê: falar com você ou aceitar uma conversa sobre vaga.** Se o objetivo é cliente, o texto fala com quem compra. Se é vaga, ele mostra o que você fez à frente do negócio.

## Cliente ou vaga: escolha antes de escrever

Quem tem negócio costuma começar o Sobre pela história da empresa, e aí o texto vira um folheto. Quem lê o perfil não procura folheto. Ele quer saber se o que você faz serve para ele agora. Por isso, o primeiro passo é decidir quem deve ler e o que deve fazer depois. Um confeiteiro que quer encomendas de festa e um gerente de operações que quer voltar a trabalhar com carteira assinada têm textos diferentes, mesmo com a mesma bagagem por trás.

A escolha aparece em três lugares: a primeira frase, o penúltimo parágrafo e a chamada final. Se o objetivo é cliente, a chamada convida para uma conversa ou um orçamento. Se é vaga, ela pede uma conversa sobre a função. As duas coisas não cabem bem no mesmo parágrafo, e a tentativa de cobrir as duas costuma deixar as duas sem resposta. Quem ainda está em dúvida entre as duas pode começar pela [headline para empreendedor](/blog/headline-linkedin-empreendedor), que faz essa mesma escolha na linha de cima do perfil.

## A primeira frase: o que o negócio faz, em uma linha

Antes de qualquer história, escreva uma frase que diga o serviço ou o produto, o público e o resultado que você entrega. Essa frase sozinha já responde ao que o cliente ou o recrutador procura. As outras linhas do Sobre só ampliam o que ela promete. Ela deve ter quatro partes, nesta ordem:

-   O que você faz, com um verbo de ação: fabrico, ensino, organizo, vendo, instalo.
-   Para quem: o tipo de cliente ou de empresa, sem uma lista com todos os públicos possíveis.
-   Qual problema sai resolvido: a festa que chega no prazo, a planilha que fecha no dia.
-   Onde você atende: cidade, região ou modelo remoto, em uma linha.

Uma frase com essas quatro partes aparece inteira na prévia do perfil, antes de o leitor abrir o texto completo. Se ela não cabe nelas, o problema costuma ser de foco, e não de tamanho.

## Exemplo para cliente: a confeitaria que fecha encomendas

Imagine uma confeiteira chamada Helena Prado, dona de um pequeno ateliê de bolos e doces para festas em Curitiba. Ela quer que o perfil traga encomendas de casamento e de aniversário. Este é um Sobre possível para ela (ilustrativo, a pessoa e o negócio são inventados):

> Faço bolos e doces para festas em Curitiba há seis anos. Trabalho com encomendas de aniversário, casamento e eventos corporativos, com entrega no prazo e degustação antes do pedido. Se você está organizando uma festa e quer um bolo que chegue inteiro e tenha o sabor do convite, me mande uma mensagem. Respondo no mesmo dia útil e passo o orçamento com o prazo de produção.

O texto diz o serviço, a cidade, o tipo de pedido e o que acontece depois da mensagem. Não tem lista de qualidades nem a frase sobre paixão por doces, que quase todo mundo escreve e ninguém prova. Ele também não tenta vender consultoria para quem quer bolo, porque o leitor certo já sabe o que procura.

## Exemplo para vaga: quem fechou o negócio e volta ao mercado

Agora um caso de vaga. Rodrigo Teixeira teve uma loja de materiais de construção numa cidade do interior, com quatro funcionários, e cuidava pessoalmente das compras (ilustrativo, o caso é inventado). Depois de fechar a loja, quer trabalhar como analista de compras. O Sobre dele precisa mostrar que a experiência de compra e de fornecedor não desapareceu junto com o negócio.

> Por nove anos fui dono de uma loja de materiais de construção, responsável por compras, estoque e relacionamento com fornecedores. Negociei prazos e condições com mais de vinte fornecedores e aprendi a ler uma tabela de custo antes de fechar o pedido. Hoje busco uma vaga de analista de compras, de preferência em indústria ou distribuição. Se a sua equipe contrata nessa área, eu gostaria de conversar.

Repare no que o texto não faz. Não anuncia que a loja fechou, não pede desculpa e não diz que está aberto a qualquer oportunidade. O fechamento aparece na experiência, com as datas. O Sobre fala do que ele sabe fazer e do lugar para onde quer ir.

## Tabela: o que muda entre cliente e vaga

<table><thead><tr><th>Critério</th><th>Se o objetivo é cliente</th><th>Se o objetivo é vaga</th></tr></thead><tbody><tr><td>Primeira frase</td><td>O serviço, o público e a cidade</td><td>A área ou o cargo que você busca</td></tr><tr><td>Prova</td><td>Tipo de entrega e clientes atendidos</td><td>Responsabilidades e resultados do negócio</td></tr><tr><td>Chamada final</td><td>Pedir o orçamento ou a mensagem</td><td>Pedir uma conversa sobre a função</td></tr><tr><td>Palavras que a busca usa</td><td>O que o cliente digita, como bolo para festa</td><td>O que o recrutador digita, como analista de compras</td></tr></tbody></table>

A tabela não é uma regra fixa. Ela serve para checar se o texto responde ao leitor certo. Se a chamada final fala com cliente e a primeira frase fala com recrutador, o texto não fecha e precisa ser revisto antes de publicar.

## Erros comuns de quem tem negócio próprio

Os erros mais frequentes não vêm de falta de conteúdo. Eles vêm de excesso de cuidado com a empresa e de pouco cuidado com o leitor. Estes são os que mais aparecem quando alguém reescreve o próprio Sobre:

-   Começar pela fundação da empresa, com ano e história, antes de dizer qual serviço ela presta.
-   Listar todos os produtos num parágrafo só, sem dizer qual é o principal.
-   Usar frases como “o melhor do mercado”, que o leitor não consegue checar em lugar nenhum.
-   Pedir cliente e vaga na mesma frase, deixando o leitor sem saber qual é o convite.
-   Terminar sem chamada, como se o perfil fosse um cartão de visita guardado na gaveta.

Um teste simples ajuda a identificar o problema: leia o Sobre e pergunte qual é a primeira coisa que o leitor pode fazer depois de terminar. Se a resposta for “nada”, o texto ainda está escrito para você.

## Como o negócio entra na experiência do perfil

Se o negócio ainda está aberto, ele entra como experiência atual, com o cargo de dono ou sócio e uma descrição do que você faz no dia a dia. Se já fechou, o período precisa ter fim, e o texto da experiência conta o que foi entregue enquanto ele existia. O guia sobre [empresa que fechou no LinkedIn](/blog/empresa-que-fechou-linkedin) mostra como manter a experiência sem esconder o período. Para escrever cada bullet, o modelo de [como descrever experiências](/blog/como-descrever-experiencia-no-linkedin) ajuda a sair da lista de tarefas e chegar ao resultado.

No Sobre, a frase sobre o presente é a que importa. Diga o que você faz agora, mesmo que seja um projeto, um freelance ou a própria busca. Um texto que fala só do passado deixa o leitor tentando adivinhar o que ele pode fazer hoje.

## Checklist antes de publicar o Sobre

1.  A primeira frase diz o que você faz, para quem e onde.
2.  O objetivo, cliente ou vaga, aparece no primeiro parágrafo.
3.  Há uma prova concreta: um tipo de cliente, um volume ou uma responsabilidade.
4.  Todo número inventado tem a marca de ilustrativo na mesma seção.
5.  O texto cabe no limite de 2.600 caracteres do Sobre e termina com uma chamada.
6.  A experiência do negócio tem nome, período e descrição alinhados ao Sobre.
7.  Você leu em voz alta e não encontrou frase de efeito que não diz nada.

Para comparar com outros textos, os exemplos do guia de [Sobre do LinkedIn com doze exemplos prontos por área](/blog/sobre-linkedin-exemplos) servem de referência, desde que você troque cada frase pela sua. Os menus do LinkedIn mudam entre o aplicativo e o computador, então o caminho até o campo Sobre pode variar um pouco de um aparelho para outro.

## Pra fechar: o pacote e a análise

Se o seu Sobre ainda não diz o que o negócio faz, o [pacote do AjustaLinkedIn](/checkout) escreve o Sobre em primeira pessoa, junto com três headlines, as experiências em bullets e 50 competências, por R$ 9,90, pagamento único e sem assinatura. Você cola cada campo no seu perfil, em uns dez minutos. Antes disso, a [análise grátis](/analise) mostra a nota atual em cinco categorias, sem cadastro, e diz o que melhorar primeiro.

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## Perguntas frequentes

### Dono de negócio pode escrever o Sobre na primeira pessoa?

Pode, e costuma ser o mais claro. Na primeira pessoa você diz o que faz e por que se importa com isso, sem soar como página institucional. A terceira pessoa só faz sentido quando o texto é de uso de uma empresa grande, com porta-voz definido. Em qualquer caso, o leitor precisa entender em duas frases o que o negócio resolve.

### Devo colocar o nome da minha empresa no Sobre?

Coloque se ela é a marca que o cliente ou o recrutador já conhece. Se você ainda não tem uma marca forte ou prefere manter a empresa fora da busca, descreva o serviço e a cidade e deixe o nome para a seção de experiência, onde ele aparece com datas. O que não funciona é repetir o nome em todas as linhas do texto.

### Como mostrar que o negócio fechou sem parecer desempregado?

Na experiência, marque o negócio como encerrado, com o período real, e conte o que ele entregou enquanto existiu. No Sobre, fale do que você faz agora ou do que está buscando. Quem lê quer saber o que você sabe fazer hoje, e um negócio que terminou também é prova disso.

### Vale usar o Sobre para oferecer serviço e também para buscar vaga?

Só se o texto tiver uma ordem clara. Escolha o objetivo principal no primeiro parágrafo e deixe o outro como uma frase no fim. Um Sobre que tenta vender e pedir emprego ao mesmo tempo confunde os dois públicos, e cliente e recrutador saem do texto sem saber o que fazer.

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