Formação incompleta entra na seção Formação, com instituição, curso e período. O que muda é a data de término. Curso em andamento vai com o ano de início e a previsão de conclusão. Trancado ou abandonado vai com o período cursado, sem título. Diploma que você não tem não entra em campo nenhum, porque a entrevista costuma confirmar a formação.
Por que essa seção importa mais do que parece
Quem abre o seu perfil confere o cargo, lê o Sobre e olha a formação. Se a linha diz “Bacharelado em Administração” e você trancou no terceiro ano, a contradição aparece antes de qualquer conversa sobre salário. Por outro lado, a formação incompleta bem escrita não tira ninguém de jogo: ela mostra o que você estudou e até onde foi, o que é um dado real e útil.
O mesmo dado vai pro currículo. Se o seu currículo diz uma coisa e o perfil diz outra, o recrutador percebe a diferença e pergunta. Por isso a regra é uma só, nos dois lugares.
Curso em andamento
Escreva o nome do curso com a indicação de que está em andamento, e a previsão de conclusão no lugar do ano de formatura. Um exemplo ilustrativo, troque pelos seus dados:
- Antes:“Administração, Faculdade Horizonte, 2023” (sem indicar se terminou, e o recrutador supõe que sim)
- Depois:“Bacharelado em Administração (em andamento), Faculdade Horizonte, 2023 a 2027 (previsão)”
Na descrição, uma ou duas linhas dizem o que você fez no curso: trabalho de conclusão, monitoria, projeto de extensão, prêmio. Isso diz mais sobre você do que o nome do curso.
Trancado ou abandonado
Os dois casos têm a mesma regra: não escreva título, escreva o período. Se o curso ajuda a vaga, a linha pode dizer “cursou até o quarto semestre”, com a instituição e as datas reais. Se o curso não tem relação com o cargo que você quer, deixe de fora. A seção não precisa estar completa para ser honesta.
Se a vaga exige diploma, a conversa tem que acontecer antes da contratação, não no perfil. O que você escreve no LinkedIn não resolve essa exigência, e tentar resolver com uma linha inventada cria um problema maior do que a exigência.
Tabela: cada situação e como colocar
| Situação | Como colocar | Cuidado |
|---|---|---|
| Em andamento | Curso com “(em andamento)” e previsão de conclusão | Não use um ano de formatura que ainda não existe |
| Trancado | Curso e período cursado | Não escreva o título |
| Abandonado | Só se ajudar a vaga, com o período real | Se o diploma for exigência, trate na entrevista |
| Curso técnico | Nome do técnico e a escola | Mesmo rigor de datas do superior |
| Curso livre | Na seção de certificados | Não apresente como graduação |
Passo a passo no LinkedIn
Os nomes dos campos mudam conforme o idioma da sua conta e as versões do site. A lógica é a mesma:
- Abra o seu perfil e use o botão de editar na seção Formação, ou adicione a seção se ela não existir.
- Preencha a instituição e digite o curso como aparece na matrícula ou no diploma.
- No campo de datas, coloque o ano de início. Para curso em andamento, deixe o término vazio ou marque a opção de cursando, se a sua versão oferecer.
- Na descrição, escreva uma ou duas linhas sobre o que você fez no curso.
- Salve e confira o resultado no PDF do LinkedIn (perfil, Mais, Salvar como PDF, no computador). O PDF mostra o conteúdo que a visita sem login não mostra.
O que escrever na descrição
A descrição é o espaço que a linha não tem. Três tipos de frase funcionam, todas com dados que você consegue confirmar:
- Trabalho de conclusão sobre um tema da vaga, com o orientador e o semestre.
- Monitoria de uma disciplina por dois semestres, com o número de alunos atendidos, se você souber.
- Projeto de extensão ou prêmio acadêmico, com o que foi entregue.
Números ilustrativos, use os seus. Se você não lembra o número, escreva sem número: “atendi a turma de primeiro ano por dois semestres” já informa mais que um número chutado.
Quando o diploma é exigência da vaga
Algumas vagas pedem formação como requisito de corte. Se você está no meio do curso, o que dá resultado é escrever o curso em andamento com a previsão e falar da situação no primeiro contato. Recrutador que sabe o que está lendo decide sozinho se vale a pena esperar. Quem esconde a situação corre o risco de ser descartado depois de já ter tomado tempo de todo mundo.
Se o curso não aparece no perfil, o cargo alvo e as experiências continuam valendo. Para quem é de nível técnico ou tem experiência sólida, a formação pesa menos que o histórico que a vaga pede. A guia de LinkedIn pro primeiro emprego trata desse caso com mais detalhe.
Formação de fora do Brasil ou sem reconhecimento
Quem estudou fora pode ter um diploma que o Brasil reconhece por revalidação, ou que ainda não passou por revalidação nenhuma. No LinkedIn, escreva a instituição com o nome que ela tem, o país e o período. Se o diploma depende de revalidação e você ainda não fez, diga isso na descrição, em uma linha: “Diploma em Engenharia Elétrica, em processo de revalidação”. O recrutador sabe que a revalidação existe. O que ele espera ver é que você não esconde a situação.
O mesmo vale para quem fez curso técnico ou profissionalizante no exterior, ou um curso de certificação reconhecido internacionalmente. Nomeie a instituição e o programa, e deixe que a seção de certificados cuide do que for certificação.
Quando a formação não conversa com o cargo
Muita gente tem uma graduação que não tem nada a ver com o cargo que quer, ou trocou de área no meio do caminho. A formação não precisa acompanhar a vaga; ela explica o caminho. Uma linha como “Licenciatura em História” ao lado de experiências em análise de dados é compreensível quando o Sobre diz, em uma frase, como você chegou lá. Sem essa frase, a formação fica como um dado solto, e o recrutador tende a preencher a lacuna sozinho. Para a mudança de área em si, a guia de transição de carreira no LinkedIn cobre o caminho inteiro.
O caminho contrário também funciona: se você fez uma segunda graduação ou pós-graduação na área que quer, ela entra como formação, com o mesmo formato de qualquer outra linha, e a descrição diz o que você aprendeu que se aplica ao cargo.
O mesmo dado no currículo
O recrutador compara o currículo com o perfil. Monte os dois com a mesma linha. Se você monta o currículo no montar currículo do AjustaCV, a formação sai no mesmo formato que você escreveu aqui. Para o que já está pronto, o análise ATS grátis do AjustaCV mostra se o currículo lê a formação como você quer.
A formação no perfil, escrita certo
O pacote de perfil do AjustaLinkedIn organiza a seção de formação junto com headline, Sobre e experiências, e mantém a situação real em cada linha. A análise grátis mostra a nota atual do seu perfil em cinco categorias, sem cadastro, e aponta o que falta no conjunto. A formação é uma parte dele, não o perfil inteiro.
Perguntas frequentes
Posso colocar curso em andamento como se já tivesse terminado?
Não. Coloque com a indicação de em andamento e a previsão de conclusão. A diferença aparece na primeira conversa, e a pergunta sobre o diploma é desconfortável pra quem inflou a linha. Sinalizar a situação real custa pouco e não tira você de nenhuma vaga que você possa ocupar hoje.
Vale colocar faculdade trancada ou abandonada?
Vale se o curso ajuda a vaga, e com o período real, por exemplo "cursou até o 4º semestre". Se o curso não tem relação com o cargo e você não tem nada a provar nele, pode deixar de fora. Não existe regra de que a seção precise estar completa.
Preciso colocar o ano de formatura?
Se você já concluiu, sim: o ano confirma a formação. Se ainda não concluiu, use a previsão e atualize quando ela mudar. Um ano de formatura que não corresponde a nenhum curso concluído levanta mais dúvida do que ajuda.
Curso técnico entra na seção de formação?
Entra, com o nome do curso técnico e a escola. É formação de nível médio e não precisa virar graduação. Curso livre de atualização vai na seção de certificados, não aqui.
Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?
O AjustaLinkedIn devolve headline, Sobre, experiências e competências prontos pra colar, com sua nota antes e depois.
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