O modo privado do LinkedIn deixa você visitar perfis sem que a outra pessoa veja o seu nome. Para quem procura emprego, a regra é simples: deixe o seu nome visível na maior parte do tempo. O modo privado protege a sua curiosidade, não a sua candidatura, e ainda tira de você a lista de quem passou pelo seu perfil.

O que o modo privado muda, e o que ele não muda

Toda vez que você abre o perfil de alguém, o LinkedIn registra a visita. Por padrão, a pessoa visitada vê o seu nome e a sua headline. Nas configurações de visibilidade você escolhe o que os outros veem quando você entra. Os nomes exatos das opções mudam de uma versão para outra, mas a lógica é quase sempre a mesma:

OpçãoO que a pessoa visitada vêQuando faz sentido
Seu nome e headlineSeu nome, sua headline e sua fotoQuase sempre, sobretudo na busca de emprego
Anônimo parcialSó um rótulo genérico, como o setor ou o cargo amplo, sem nomeQuando quer se informar sem se apresentar
Modo privado ou anônimo totalAlgo como “Alguém no LinkedIn”, sem nenhum dado seuVer perfis de entrevistador, fornecedor ou concorrente

O modo privado não muda o que você mostra no seu próprio perfil. Cargos, Sobre, competências e a foto continuam iguais. O que muda é a informação que vai junto da visita.

Como ligar e desligar

  1. No computador, clique na sua foto no topo e abra Configurações e privacidade.
  2. Entre em Visibilidade e procure a opção sobre o que os outros veem quando você visita o perfil deles.
  3. Escolha o nível e volte. A mudança vale para as próximas visitas, não para as que já aconteceram.
  4. No aplicativo, o caminho é parecido: toque na sua foto, depois em configurações, visibilidade, e a mesma opção.

Os nomes dos menus mudam com frequência. Se não achar, procure pela palavra “visita” ou “visualização” dentro de visibilidade. O LinkedIn muda esses recursos com frequência; confira no seu perfil.

O que você perde com o modo privado

  • A lista de quem visitou o seu perfil.Com o modo anônimo, a lista mostra “alguém” no lugar do nome, e você deixa de ver quem passou por lá.
  • A visita como contato. Um recrutador que entra no seu perfil e vê um nome conhecido pode mandar mensagem. Sem nome, ele segue para o próximo perfil da lista.
  • A reciprocidade. Quem navega sem se identificar costuma não ver os nomes de quem visitou o seu perfil. A troca é recíproca, e a regra pode depender do plano; o LinkedIn muda isso com frequência, então confira no seu perfil.

O custo é baixo para quem está empregado e não quer que o chefe veja a busca de vagas. Para quem está procurando, o custo é a conversa que nunca começou.

Quando usar, e quando não usar

  1. Antes de uma entrevista. Ver o perfil do entrevistador não precisa de modo privado. Entrar sem se identificar costuma parecer estranho quando ele já viu o seu nome na candidatura.
  2. Ao estudar uma empresa ou concorrente. Aqui o anônimo faz sentido: você quer saber como a equipe se apresenta sem deixar rastro.
  3. Ao olhar perfis de fornecedores ou clientes. Vale quando a conversa comercial ainda não começou e você não quer que o outro lado note o interesse.
  4. Na maior parte do tempo, nunca. Se a sua rotina no LinkedIn é procurar vagas, mandar convites e responder recrutadores, deixe o nome visível.

Modo privado não é o mesmo que esconder a busca

O modo privado controla o que os outros veem quando você entra. Ele não controla o que os outros encontram quando procuram. Seu perfil continua na busca por cargo, nas palavras da headline e nas competências, do mesmo jeito que o recrutador encontra qualquer perfil, como explica como o recrutador busca no LinkedIn.

Se o que você quer é controlar quem sabe que está disponível, o instrumento certo é o Open to Work, com a opção de ser visto só por recrutadores. Esse assunto está em Open to Work faz mal ou ajuda?. A visita anônima e o Open to Work resolvem problemas diferentes, e misturar os dois é a confusão mais comum.

Um mesmo perfil, duas visitas

Imagine que você visitou o perfil de uma gerente de RH antes de uma entrevista. Com o seu nome visível, ela pode ver que você esteve lá e ler isso como interesse. Com o modo anônimo, ela vê só que alguém passou pelo perfil dela. Nenhuma das duas situações é ruim por si só. O que importa é o que você quer que ela pense da visita.

O mesmo vale do outro lado. Um recrutador que abre o perfil de um candidato e recebe uma visita sem nome perde o contexto de quem entrou, e a conversa fica menos provável. A visita identificada é, muitas vezes, o começo de uma mensagem.

Como ficar discreto sem ficar invisível

  • Deixe o seu nome visível como padrão. Ligue o modo anônimo só para a visita específica, por exemplo quando for estudar um concorrente.
  • Lembre de desligar. A maior parte dos esquecimentos acontece porque a configuração continua ligada depois do motivo que a fez ligar.
  • Cuide do que aparece antes da visita. Headline, cargo e competências são o que o recrutador lê na busca, antes de qualquer visita sua a outro perfil.
  • Trate o problema certo. Se o receio é que o chefe perceba a busca por vagas, o sinal está nos avisos de perfil e na headline, não na visita. O assunto tem texto próprio: como procurar emprego no LinkedIn sem a empresa saber.

Um checklist de dez segundos

  1. Antes de abrir um perfil, pergunte para que é a visita.
  2. Se for para entrevista ou negociação, deixe o nome visível.
  3. Se for para estudar uma empresa ou um concorrente, use o anônimo e desligue depois.
  4. Ao terminar, confira se a configuração voltou ao padrão.

O checklist não substitui a configuração certa. Ele evita o hábito de deixar o modo anônimo ligado por semanas sem motivo, que é o jeito mais comum de perder conversas sem perceber.

O que fazer para o perfil continuar encontrável

Como o modo privado não atrapalha a busca, o que de fato te coloca em lista é o conteúdo. Uma headline com o cargo que você quer, um Sobre que nomeia a área, bullets com resultado em cada experiência e competências preenchidas. Se a sua headline ainda diz só “em busca de oportunidades”, o modo privado não é o problema. O problema é o texto.

Esse é o trabalho do pacote de perfil do AjustaLinkedIn: três headlines dentro de 220 caracteres, o Sobre em primeira pessoa, as experiências em bullets e as 50 competências, tudo a partir do seu currículo ou do PDF do LinkedIn. A análise grátis mostra a nota atual do seu perfil em cinco categorias, sem cadastro, antes de você decidir o que mudar.


Perguntas frequentes

Com modo privado no LinkedIn, o recrutador sabe que eu vi o perfil dele?

Não, se você estiver em modo anônimo ou privado. A pessoa vê que alguém visitou o perfil dela, sem nome nem headline. Quem navega sem se identificar costuma também não ver o nome de quem passa pelo próprio perfil, e essa regra pode depender do plano. As opções ficam nas configurações de visibilidade e os nomes mudam com frequência; confira no seu perfil.

Se eu ligar o modo privado, perco a lista de quem visitou meu perfil?

Na prática, sim. A troca costuma ser recíproca: para ver os nomes de quem entrou no seu perfil, o LinkedIn exige que você também se identifique ao visitar outros. Antes de desligar o modo privado, decida se a lista de visitas importa mais agora do que a discrição.

Vale a pena usar modo privado enquanto procuro emprego?

Em geral não. O recrutador que visita o seu perfil e não vê nome nenhum perde a chance de te encontrar, e a visita costuma ser o primeiro contato silencioso. Use o modo privado só nas visitas em que você não quer ser notado, como entrevistadores e concorrentes, e volte ao normal logo depois.

Posso ficar invisível para a busca de recrutadores?

Não com essa configuração. O modo privado mexe no que aparece quando você visita um perfil. Seu perfil continua aparecendo na busca por cargo, nas palavras da headline e nas competências. Para controlar a disponibilidade, use o Open to Work, com o modo que aparece só para recrutadores.

Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?

O AjustaLinkedIn devolve headline, Sobre, experiências e competências prontos pra colar, com sua nota antes e depois.

AJUSTAR MEU LINKEDIN — R$9,90