A seção de interesses mostra as empresas, escolas, grupos e pessoas que você acompanha no LinkedIn, e isso comunica direção de carreira. Quem abre o seu perfil vê essa lista como um sinal do que te interessa. Ela não é uma competência nem uma experiência, mas complementa as duas quando a lista é escolhida com cuidado.
O que a seção mostra e quem vê
Dependendo da versão do app, a seção de interesses reúne empresas, escolas, grupos, newsletters e pessoas que você segue ou acompanha. Os nomes das abas e a ordem mudam, e o que aparece depende do que você já seguiu. Essa lista é pública para quem visita o seu perfil, a não ser que as configurações de visibilidade a escondam.
- Empresas que você segue ou nas quais tem interesse declarado
- Escolas e instituições de formação que você acompanha
- Grupos profissionais em que você participa ou que segue
- Pessoas e criadores de conteúdo que você acompanha
Os menus mudam entre o app e o computador, e a seção pode estar em lugares diferentes no perfil. Procure a aba de interesses no seu perfil e confira no computador antes de fazer ajustes. Não há regra fixa de quantidade, mas há uma regra de coerência: cada item deve combinar com o que você quer fazer.
Por que a seção comunica mais do que parece
O recrutador que busca um analista de logística e encontra, no seu perfil, páginas de transporte e de cadeia de suprimentos entende a direção em segundos. Essa leitura não substitui a headline, mas reforça que o cargo não é um acaso. Quando a seção conta uma história diferente da headline, o recrutador fica em dúvida sobre qual é a sua área.
A seção também responde a uma pergunta que o recrutador faz sem dizer: essa pessoa acompanha o que acontece no setor? Você não precisa publicar nada para responder. Basta que a lista mostre o interesse real. Para o papel da atividade no perfil, leia a seção Atividade do LinkedIn, que aparece em outro lugar e tem outra função.
Como escolher o que seguir durante a busca
Durante a busca de vaga, a lista precisa ter um critério. Escolha quatro grupos de itens e preencha cada um com poucos nomes. O quadro abaixo serve como modelo. Os exemplos são genéricos e não indicam empresas reais.
| Critério | O que seguir |
|---|---|
| Empresas-alvo | As empresas que contratam o cargo que você busca, em lista de cinco a dez |
| Área e cargo | Grupos e pessoas que falam da sua profissão, sem exagero de número |
| Formação | A escola ou o curso, se você está começando e ele ainda aparece na vaga |
| Assuntos de estudo | Criadores de conteúdo que você realmente lê e pode citar numa conversa |
A ordem importa menos do que a clareza. Se você quer mudar de área, siga primeiro o que fala da área nova, e revise o restante depois. Uma lista que acompanha o seu objetivo atual funciona melhor do que uma que resume tudo o que você já fez.
Exemplo: a mesma pessoa, duas listas (ilustrativo)
Um analista de operações (ilustrativo) estava procurando vaga em logística. A primeira lista tinha marcas de varejo, uma escola de idiomas e três criadores de moda, sem relação com o cargo. A segunda manteve duas empresas de transporte que contratam a função, um grupo de cadeia de suprimentos e uma pessoa que escreve sobre planejamento. A mudança não aumentou o número de itens. Ela deixou claro o que a pessoa procurava.
Antes: 40 itens sem relação entre si. Depois: 8 itens ligados a logística e planejamento, cada um com um motivo que a pessoa conseguia explicar numa conversa (ilustrativo).
A lista nova não foi a única mudança. A headline passou a dizer analista de planejamento de operações, e a experiência passou a mostrar os resultados da área. Os três ajustes juntos deram ao recrutador uma história coerente.
Erros que enfraquecem a seção
Os erros abaixo acontecem quando a seção é tratada como enfeite. Ela tem pouco peso sozinha, mas pode atrapalhar um perfil que já está bem. Corrigir esses pontos leva poucos minutos.
- Seguir cem empresas sem relação com o cargo que você quer, o que parece busca aleatória
- Deixar a seção vazia num perfil que pede atenção do recrutador, sem nenhum sinal de direção
- Seguir só celebridades ou marcas de consumo, que não dizem nada sobre o seu trabalho
- Não revisar a lista depois de mudar de área, e manter interesses antigos na frente
- Achar que a seção substitui a competência, a experiência e o Sobre
Para entender o efeito de seguir e de conectar, a diferença está em seguir ou conectar no LinkedIn. Seguir é um sinal de interesse, e conectar é um pedido de relação. Os dois não substituem a mensagem curta.
Grupos, escolas e pessoas: como usar cada item
Grupos ajudam quando a sua área tem uma comunidade ativa, e a participação pode ser só leitura. Veja o que vale a pena antes de entrar em grupos do LinkedIn. Escolas aparecem melhor para quem está começando, porque sinalizam a formação. Pessoas da área são o item mais útil, desde que você as acompanhe com um motivo.
Para transformar o interesse em conversa, a regra é a mesma do networking: primeiro um sinal, depois uma mensagem específica, sem pedir nada no primeiro contato. Veja o caminho em networking no LinkedIn sem parecer interesseiro.
Checklist para revisar a seção
- Você segue as empresas que contratam o cargo que busca, e não apenas as que admira
- A lista reflete a área atual, e não uma fase antiga da carreira
- Há pelo menos uma escola, grupo ou criador ligado ao seu trabalho, quando isso faz sentido
- As configurações de visibilidade foram conferidas, para não expor o que você prefere manter
- Você conseguiria justificar cada item numa conversa com o recrutador
Revise a lista a cada troca de área ou de objetivo. Ela envelhece mais rápido do que a headline, e um interesse antigo na frente é o sinal de que o perfil não foi atualizado.
Pra fechar: o perfil inteiro, da headline à seção de interesses
A seção de interesses funciona melhor quando o resto do perfil já diz o mesmo. Se a headline, o Sobre e as experiências ainda não mostram o cargo que você quer, o pacote do AjustaLinkedIn escreve esses campos e as 50 competências por R$ 9,90, em pagamento único e sem assinatura. A análise grátis mostra a nota atual do perfil em cinco categorias, sem cadastro, e aponta onde a busca do recrutador está perdendo você.
Perguntas frequentes
A seção de interesses aparece para o recrutador?
Aparece para quem visita o seu perfil, a não ser que as configurações de visibilidade a escondam. O recrutador que chega pela busca ou pela sua atividade pode ver a seção ao abrir o perfil. Por isso ela entra na revisão do perfil, junto com a headline e o Sobre.
Preciso seguir muitas empresas para a seção ficar boa?
Não. Siga as empresas em que você tem interesse real e que contratam na sua área. Uma lista longa e sem critério não comunica nada e parece ruído. Dez a quinze páginas bem escolhidas dizem mais do que uma lista de cem que você nunca acompanha.
Seguir uma empresa conta como candidatura?
Não. Seguir é um sinal de interesse e de acompanhamento. A candidatura acontece na vaga, pelo site da empresa ou pelo LinkedIn, e a mensagem para o recrutador é outra etapa. Use a seção para mostrar o que você acompanha, e a vaga para se candidatar.
Vale a pena seguir o recrutador da empresa?
Vale, quando o recrutador publica sobre a área ou sobre a empresa e você quer acompanhar o que ele escreve. Seguir não substitui a mensagem. Se você quer conversar, mande um pedido curto e específico, e não deixe a conversa depender só de ter seguido a pessoa.
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