O Sobre do LinkedIn é o seu texto de longo prazo: quem te encontra na busca lê ali o que você faz. A carta de apresentação é curta e escrita pra uma vaga só. O Sobre fala de você pra qualquer recrutador; a carta fala da vaga pra um recrutador só.
Onde cada um aparece
| Sobre do LinkedIn | Carta de apresentação | |
|---|---|---|
| Onde fica | Na seção Sobre do seu perfil | Anexo, campo da candidatura ou corpo do e-mail |
| Quem lê | Qualquer pessoa que abra o seu perfil, inclusive quem está buscando | Quem analisa aquela vaga |
| Tamanho | Até 2.600 caracteres; só as primeiras linhas aparecem antes do “ver mais” | Costuma caber numa página; siga o limite pedido na vaga, se houver |
| Foco | Quem você é e o que faz, em geral | Por que você pra esta vaga, nesta empresa |
| Vida útil | Até você editar | Vale pra aquela candidatura |
O que o Sobre precisa ter e a carta não precisa
O Sobre é lido por quem chega ao seu perfil pela busca, então ele precisa se sustentar sem nenhum contexto. Por isso ele traz as palavras do cargo e da área logo no começo, e fala de você em geral: o que faz, pra quem e com que resultado. Uma abertura como “Trabalho com controladoria de indústria há seis anos” já cumpre esse papel. Como o limite é de 2.600 caracteres, há espaço pra três ou quatro parágrafos curtos, mas abaixo de 600 caracteres o texto costuma ficar genérico.
O que a carta precisa ter e o Sobre não
A carta é escrita pra uma vaga. Ela cita a empresa, o cargo e o que a vaga pede, e responde à pergunta que o recrutador faz ao ler: por que essa pessoa pra essa função? O Sobre não responde isso, porque fica no perfil pra todas as vagas ao mesmo tempo.
- O nome da empresa e o cargo da vaga, escritos como estão no anúncio.
- Duas ou três exigências da vaga, com a sua prova para cada uma.
- Um fecho que pede a conversa, em uma frase, sem clichê de encerramento.
Reaproveitar sem copiar
Os dois textos usam os mesmos fatos, e isso é bom: quem lê o Sobre e depois a carta encontra consistência. O erro é colar um dentro do outro. O Sobre inteiro dentro da carta soa como currículo falado; a carta inteira no Sobre soa como resposta a uma vaga específica, e o perfil precisa servir a todas. Pegue um número e uma prova do Sobre, reescreva com o vocabulário da vaga e pronto.
Exemplo: o mesmo fato, dois textos
O fato usado nos dois é o de uma analista de logística que reduziu o prazo de expedição. Números ilustrativos, use os seus.
- No Sobre:“Coordeno expedição de e-commerce há oito anos. Reduzi o prazo de envio de cinco para dois dias num centro com 40 mil pedidos por mês, mantendo a taxa de avaria abaixo de 1%.”
- Na carta, pra uma vaga de operações:“A vaga pede experiência com alto volume de expedição. Nos últimos dois anos, reduzi o prazo de envio de cinco para dois dias num centro com 40 mil pedidos por mês, e acredito que essa experiência encaixa no desafio de vocês de crescer sem perder controle de qualidade.”
Quando você precisa dos dois
Quando a vaga pede carta, ela é obrigatória pra aquela candidatura. O Sobre continua valendo, porque o recrutador costuma conferir o perfil depois de ler a carta. Se o Sobre contradiz a carta, a dúvida aparece justamente no momento em que você queria passar confiança. O Sobre é o que faz a conversa começar; a carta é o que mostra que você leu a vaga.
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O Sobre pronto antes da carta
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O tamanho certo de cada um
O Sobre aceita até 2.600 caracteres, mas o tamanho útil é menor. Três ou quatro parágrafos curtos cabem bem, e o que importa é que as primeiras linhas se sustentem sozinhas, porque são as que aparecem antes do “ver mais”. A carta cabe numa página. Se a vaga pedir um limite, ele vale mais que qualquer regra geral, e um texto que ultrapassa o pedido mostra que a pessoa não leu o anúncio.
Estrutura do Sobre: gancho, prova e convite
O Sobre que funciona tem três partes curtas. O gancho é a primeira frase, que diz o que você faz. A prova é um parágrafo com um ou dois resultados com número. O convite é a última frase, que diz o que você busca. Um exemplo completo, em primeira pessoa, pra um profissional de logística. Números ilustrativos, use os seus:
Coordeno expedição de e-commerce há oito anos, com foco em prazo e custo. Num centro com 40 mil pedidos por mês, reduzi o prazo de envio de cinco para dois dias e mantive a taxa de avaria abaixo de 1%. Hoje busco uma posição de coordenação de operações em varejo digital, com volume alto e times que querem crescer sem perder controle.
Estrutura da carta: abertura, provas e fecho
A carta segue a mesma lógica, com a vaga no centro. A abertura diz qual vaga e por que você escreve. Os parágrafos do meio trazem duas ou três exigências da vaga, cada uma com a sua prova. O fecho pede a conversa. Sem o nome da empresa e sem as exigências do anúncio, a carta fica genérica, e é essa diferença que o recrutador sente.
- Abertura. Cite a vaga e a empresa, com o cargo escrito como está no anúncio.
- Provas. Pegue duas exigências do anúncio e responda cada uma com um fato seu e um número, se houver.
- Fecho. Uma frase que diz por que o desafio da vaga te interessa e pede a conversa.
Erros comuns nos dois textos
- Abrir com qualidade.“Sou dinâmico e proativo” não diz nada que o recrutador consiga verificar. Comece pelo que você faz.
- Repetir o anúncio sem a prova. Dizer que tem a experiência pedida não é prova. Mostre o caso.
- Escrever pra todo mundo. Um texto que serve pra qualquer empresa não convence nenhuma.
- Contradizer o perfil. Se a carta traz uma data ou um cargo diferente do Sobre, o recrutador confere, e a dúvida pesa mais que o texto.
Quando o Sobre precisa mudar antes de uma candidatura
Se a vaga é de outra área, o Sobre não precisa ser reescrito do zero, mas a primeira frase precisa mudar. É ela que o recrutador da vaga lê primeiro, e é ela que a busca usa. Troque o gancho pelo que a vaga pede e mantenha as provas, que são as mesmas. Um fato como “reduzi o prazo de envio de cinco para dois dias” serve em qualquer área que valorize processo, e a frase de abertura diz qual processo.
Mudar a primeira frase toda vez é mais barato que escrever uma carta nova. Quando a diferença entre as vagas é grande demais pra isso, o problema não é o Sobre: é o perfil tentando falar de duas carreiras ao mesmo tempo. Nesse caso, veja o guia de transição de carreira.
Perguntas frequentes
A carta de apresentação substitui o Sobre do LinkedIn?
Não. A carta vale pra uma vaga e acaba junto com a candidatura. O Sobre fica no perfil, aparece pra quem busca o seu nome ou o seu cargo e continua lá depois que a vaga fecha.
Posso colar o Sobre do LinkedIn na carta?
Não inteiro. Pegue os fatos e as provas, e reescreva com o vocabulário da vaga. Um Sobre colado na carta soa como currículo falado, e o recrutador percebe que o texto não foi escrito pra aquela empresa.
Quantas linhas tem uma carta de apresentação?
Costuma caber numa página. Se a vaga pedir um tamanho, siga o pedido. Sem pedido, três a cinco parágrafos curtos bastam: abertura com a vaga, duas ou três provas e um fecho.
Preciso de carta se a vaga não pede?
Não é obrigatória. Mas duas linhas de apresentação no e-mail de candidatura ajudam o recrutador a entender por que você se candidatou, principalmente quando o cargo não é o óbvio pro seu histórico.
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