Cite um cliente pelo nome só quando o contrato ou uma autorização escrita permitirem; sem isso, descreva o setor, o porte e o tipo de entrega. A prova do seu trabalho cabe na experiência e no Sobre sem revelar quem é a conta, e essa forma costuma ser a mais segura para agências, consultorias e quem trabalha por projeto.

Quando citar a marca é permitido

Citar um cliente é permitido quando alguém com poder para autorizar disse que pode. Na prática, isso significa um contrato que não proíbe a menção, uma autorização por escrito para aquele uso específico, ou uma marca que o próprio cliente já divulgou como parceira. A última hipótese é a mais fácil de confundir: estar no site da agência não significa estar liberado para o seu perfil pessoal.

Se você trabalha numa agência, a pergunta certa é para a diretoria ou para o responsável pela conta, e não para o colega que já citou a marca em um portfólio. Essa conversa protege você e também a agência, porque o perfil pessoal é uma vitrine que o cliente pode ver.

O que o contrato de sigilo costuma cobrir

Cláusulas de confidencialidade variam, mas costumam cobrir o nome do cliente, os valores, as metas, a estratégia e os resultados de conta. Algumas proíbem até a menção à relação comercial, mesmo sem detalhes. Por isso, leia o texto antes de escrever. Se a cláusula é vaga, trate-a como restritiva até que alguém com autoridade diga o contrário.

Nos casos em que você não tem contrato próprio, por exemplo quando trabalhou como funcionário de uma agência, o contrato da agência é o que vale. Peça uma cópia do trecho que trata de sigilo, em vez de confiar na memória de quem já trabalhou com o cliente.

As três formas de citar sem nomear

Quando não há autorização, a descrição faz o trabalho. Ela mostra o porte, o tipo de entrega e o setor, sem a marca. O recrutador entende a escala e a responsabilidade, e você não precisa explicar a carteira. A tabela mostra as três formas, com exemplos inventados.

FormaExemploQuando usar
Setor e porteGestão de tráfego para uma rede de farmácias com mais de cem lojasQuando o cliente não pode ser nomeado, mas o porte ajuda a entender o trabalho
Tipo de entregaRelatórios mensais de desempenho de campanhas para o time de vendasQuando o que importa é o que você produziu, não a marca
Nome, com autorizaçãoProjeto de identidade visual para a marca de uma cooperativa agrícolaSó com autorização escrita do cliente, ou com a marca já publicada pelo próprio cliente

A ordem da tabela importa. A descrição por setor é a padrão, e o nome só entra quando a autorização existe. Quem começa pelo nome e depois recua perde a credibilidade que precisava para a vaga.

Exemplo: uma designer de agência com cinco contas

Larissa (nome e carteira ilustrativos) é designer em uma agência de porte médio. Ela atendeu cinco clientes em dois anos, e nenhum deles autorizou a menção por escrito. No perfil, ela escreveu o tipo de peça que produziu, o setor de cada conta e o número de peças entregues por mês, sem nomes. Na seção do Sobre, explicou que trabalha com marcas de varejo e alimentos, e que a rotina inclui briefing, criação e revisão com o cliente.

Designer em agência de publicidade: identidade e peças para redes de varejo e alimentos, com entregas semanais para cinco contas (ilustrativo).

Quando uma das contas autorizou a menção, ela acrescentou o nome na descrição daquela experiência. Antes disso, o perfil funcionou sem ele, porque o recrutador já entendia o tipo de trabalho e a escala.

Freelancer e trabalho por conta própria

Quem trabalha por conta própria não tem uma agência para responder pela conta, e a responsabilidade pela citação é sua. O mesmo cuidado vale, com um detalhe a mais: sem agência no meio, a conversa com o cliente é direta, e pedir que o nome saia do perfil é um pedido normal. Se você ainda não sabe como registrar o trabalho autônomo, o guia sobre página de empresa para autônomo no LinkedIn mostra as opções, e o guia sobre trabalho informal no LinkedIn ajuda a listar sem inventar uma empresa.

O Sobre é o lugar mais útil para o portfólio sem nomes. Veja o modelo de Sobre para freelancer e o de headline para freelancer, que mostram como separar a oferta do cliente que você atendeu.

Checklist antes de publicar o nome de um cliente

  1. Confira se o contrato tem cláusula de confidencialidade e o que ela cobre.
  2. Peça autorização por escrito antes de nomear qualquer cliente.
  3. Descreva o setor, o porte e o tipo de entrega como alternativa padrão.
  4. Use número só quando puder confirmar que ele pode ser divulgado.
  5. Repita a mesma forma de citar no Sobre e nas experiências.
  6. Revise o perfil como se o cliente fosse ler, e veja se algo expõe o trabalho dele.

Os menus do LinkedIn mudam entre o aplicativo e o computador. A seção de experiência e a de projetos, quando você as usa, ficam no seu perfil, e a edição aparece no lápis de cada uma. Nada disso substitui a autorização do cliente.

Pra fechar: mostre a entrega sem expor a carteira

Se o seu perfil ainda não descreve o trabalho sem depender de nomes, o pacote do AjustaLinkedIn escreve o Sobre em primeira pessoa e reescreve cada experiência em bullets com resultado, por R$ 9,90, pagamento único. Você cola cada campo no perfil e decide o que pode ser dito. A análise grátis mostra a nota do seu perfil em cinco categorias, sem cadastro, e aponta o que está fraco.


Perguntas frequentes

Posso citar o nome de um cliente se ele já aparece no site da agência?

Não necessariamente. Um logotipo no site da agência não é, por si só, uma autorização para você usar o nome no seu perfil. Verifique o contrato com a agência ou com o cliente. Se a cláusula de confidencialidade é clara, o mais seguro é descrever o setor e o tipo de entrega até ter uma autorização escrita.

E se eu não puder citar nenhum cliente? O perfil fica fraco?

Não precisa ficar. O recrutador quer entender o tipo de problema que você resolve e o porte do trabalho. Descreva o setor, o porte do cliente e a entrega, como campanhas, relatórios ou processos. Isso mostra a experiência sem expor a carteira e costuma ser suficiente para a maioria das vagas.

Freelancer pode listar clientes como experiências separadas?

Pode descrever projetos, mas cuidado com o nome. Se cada cliente é uma empresa diferente, o formato precisa deixar claro que você trabalhou por conta própria. Use o nome do seu trabalho autônomo como empresa e descreva os projetos no texto. Assim o leitor entende a relação sem atribuir um vínculo empregatício que não existiu.

Como citar resultados de um cliente sem nomear a marca?

Use a forma do resultado e o porte do projeto, sem o nome. Por exemplo, aumento de tráfego orgânico em um e-commerce de moda com catálogo amplo. Se o resultado tem um número, confirme que ele pode ser divulgado. Quando não pode, troque o número por uma descrição do processo que você melhorou.

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