Para a maioria dos MEIs e autônomos, o perfil pessoal vem antes da página de empresa. É nele que o cliente procura o nome, que o recrutador confere quem você é e que a conexão começa. A página só faz sentido quando o negócio tem nome próprio, pessoas que vão citá-lo e alguém que publica com regularidade.

Se a sua dúvida é o cargo do perfil pessoal, o guia sobre cargo no LinkedIn mostra o que colocar no topo.

Perfil pessoal ou página de empresa: quem o cliente procura?

Quem contrata um autônomo costuma procurar a pessoa, e não a marca. Um designer, um contador ou um consultor é escolhido pelo nome e pela experiência de quem faz o trabalho. A página de empresa serve quando o cliente procura a marca: a loja que vende para outras empresas, a agência com equipe, a clínica com sócios.

Essa diferença muda o que você escreve. No perfil pessoal, a headline diz o que você faz e para quem. Na página, a descrição diz o que a marca entrega. Se você tenta fazer as duas coisas com o mesmo texto, nenhuma das duas fica clara.

Quando a página de empresa vale a pena?

Uma regra simples: a página vale quando as três condições abaixo são verdadeiras. Se faltar uma, o perfil pessoal com a seção de serviços faz mais pelo seu negócio.

  1. O negócio tem um nome que o cliente digita. Se a empresa só existe como “o meu nome”, a página repete o perfil e não acrescenta nada.
  2. Há outras pessoas que vão se ligar à empresa. Sócios, funcionários e prestadores que trabalham no mesmo projeto listam a empresa na experiência, e a página ganha ligação e logo.
  3. Alguém publica pelo menos uma vez por mês. Página sem atualização parece abandonada, e o cliente percebe antes de ler qualquer coisa.

Como a empresa aparece na sua experiência

Quando você lista um trabalho ou negócio na experiência e escolhe uma empresa que tem página, o LinkedIn mostra o logo e liga o nome à página. Por isso uma página pequena, bem preenchida, dá peso ao seu perfil: quem clica na experiência vê a empresa antes de ler o resto. Se você é o único dono, lista o próprio MEI como experiência e só cria a página quando houver algo para mostrar nela. Se você atende como PJ ou MEI, o guia sobre freelancer, PJ e MEI no LinkedIn mostra como listar essa atividade sem confundir o cliente.

A diferença entre uma experiência fraca e uma boa está no nome e na descrição. Um exemplo fictício:

  • Errado: “Consultoria de marketing”, cargo “Consultor”, sem período e sem descrição.
  • Certo: “Ana Lima Marketing para Clínicas”, cargo “Proprietária”, com mês e ano de início e uma descrição dos serviços entregues, como gestão de Instagram, Google Meu Negócio e relatório mensal para cada cliente.

Quando a seção Serviços faz o trabalho da página

A seção Serviços mostra o que você oferece, com a descrição de cada serviço, e não exige seguidores nem posts de rotina. Para o autônomo que vende serviço, e não marca, ela é a alternativa mais direta. O passo a passo está em seção Serviços do LinkedIn, com como preencher para ser encontrado. O princípio é o mesmo nos dois lugares: o nome do serviço tem que aparecer no texto que o cliente digita.

Como criar a página: passo a passo em termos gerais

Os nomes das telas do LinkedIn mudam com frequência, então descrevo as etapas e não os cliques exatos. Antes de começar, confira a versão atual na Central de Ajuda do LinkedIn.

  1. Entre com o seu perfil pessoal e procure a opção de criar uma página de empresa, geralmente dentro do menu de trabalho ou de empresas.
  2. Use o nome pelo qual o cliente procura você. Confira que ele bate com o registro do seu negócio, para não ficar uma marca diferente do que está no seu CNPJ ou nas notas fiscais.
  3. Preencha a descrição, o site e a localização. Se o LinkedIn pedir uma confirmação de vínculo com a empresa, siga o passo indicado na tela.
  4. Adicione logo e banner e publique o primeiro post antes de divulgar o link. Uma página sem nenhum conteúdo não convence quem chega por ela.

O que a página precisa ter para não parecer abandonada

  • Uma descrição de duas frases: o que você faz e para quem.
  • Um logo legível em formato quadrado, mesmo que seja só o nome do negócio em uma fonte limpa.
  • Um caminho para o contato: site, formulário ou WhatsApp comercial.
  • Pelo menos um post recente, com um caso real de trabalho e nenhum jargão.
  • Pessoas que listaram a empresa na própria experiência, para a página ter ligações verificáveis.

O que um visitante sem login vê do seu perfil depende da configuração de perfil público, que tem um guia próprio em perfil público no LinkedIn.

Erros comuns de MEI e autônomo na página

  • Página sem um perfil ativo por trás. Se o dono deixa de usar o LinkedIn, a página fica parada e o cliente percebe.
  • Nome diferente do que o cliente busca. Se o cliente procura “Ana Lima Marketing” e a página se chama “AL Digital Solutions”, a busca não acha nada.
  • Descrição com jargão. “Soluções integradas de performance” não diz o que sai do seu trabalho. “Gestão de anúncios para lojas de roupa” diz.
  • Site fora do ar. Uma página com link quebrado é pior do que uma página sem link.

Fechamento: o perfil pessoal primeiro

Se você ainda não tem página, faça o perfil pessoal bem feito antes. O pacote do AjustaLinkedIn entrega, por R$ 9,90, pagamento único, três headlines dentro de 220 caracteres, o Sobre em primeira pessoa, as experiências do seu trabalho reescritas em bullets com resultado e 50 competências, e você cola cada campo no seu perfil. Para medir o perfil atual antes de decidir, a análise grátis dá uma nota de 0 a 100 em cinco categorias, sem cadastro.


Perguntas frequentes

MEI pode criar página de empresa no LinkedIn mesmo sozinho?

Pode tentar, mas confira na Central de Ajuda do LinkedIn as exigências atuais para criar a página, porque elas mudam. Mesmo quando a criação é simples, uma página de um único dono costuma ter poucas atualizações e poucos seguidores. Para quem trabalha sozinho, o perfil pessoal segue como canal principal, e a página entra como complemento quando o negócio tiver nome e produto próprios.

Posso ter página de empresa e perfil pessoal ao mesmo tempo?

Pode. O perfil é seu, a página é da empresa, e você pode ser administrador dela. Os dois se conectam quando você lista a empresa na seção de experiência, e a página passa a aparecer ali com o logo. A página não substitui o perfil, porque quem administra a página precisa ter um perfil pessoal.

Se eu não tenho página, como listo meu MEI na experiência?

Liste como proprietário ou fundador, com o nome do negócio, o período e uma descrição dos serviços e dos resultados. Sem página, o nome aparece sem logo e sem link, e isso não é erro. Use exatamente o mesmo nome do negócio no perfil, no site e nas mensagens, para o cliente achar tudo com uma busca.

A seção Serviços substitui a página de empresa?

Para a maior parte dos autônomos, sim. A seção Serviços responde à pergunta que o cliente faz: quem faz isso e o que está incluído? A página de empresa responde quem é a marca, e precisa de posts para continuar viva. Se você não tem tempo de publicar com regularidade, a seção Serviços é o caminho mais honesto.

Vale pagar para divulgar a página da minha empresa?

Antes de pagar por qualquer divulgação, confira se a página tem o básico: descrição clara do que você faz, logo, site ou contato e pelo menos um post recente. Anúncio que leva gente para uma página vazia desperdiça o dinheiro. Os planos e os valores das ferramentas de anúncio mudam, então confira no site oficial de cada uma.

Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?

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