Ensino médio entra no LinkedIn quando ele é a sua formação mais alta ou quando o curso técnico que você fez abre a vaga. Com faculdade concluída ou em andamento, a formação superior assume a seção, e o ensino médio pode sair sem fazer falta. Com curso técnico, ele aparece junto, porque é o técnico que o recrutador procura.

Quando o ensino médio entra no perfil

Há três situações em que ele ajuda. Fora delas, a seção de formação fica mais limpa sem ele.

  • Você não tem graduação, e o ensino médio é a sua formação mais alta, ou está em curso.
  • Você fez um curso técnico, que é o que a vaga pede, e o ensino médio foi a escola de onde ele vem.
  • Você é jovem, está saindo da escola para o primeiro emprego e a vaga de entrada pede escolaridade mínima.

A última é a mais comum em vagas de aprendiz e de primeiro emprego. O guia de LinkedIn para jovem aprendiz e o de LinkedIn para o primeiro emprego mostram o restante do perfil nesse caso.

Como preencher: instituição, curso e período

Na seção de formação, o ensino médio pede três informações: a escola, o tipo de curso e o período. Não é preciso detalhar matérias. Use o nome oficial da escola e o ano de conclusão, ou o ano previsto se ainda estiver cursando. Veja um caso ilustrativo de um jovem que fez o ensino médio integrado a um curso técnico:

CampoComo escrever (ilustrativo)
InstituiçãoEscola Técnica Dom Lúcio (ilustrativa), com o nome oficial da escola
CursoTécnico em Informática, integrado ao ensino médio
Período2021 a 2023 (ilustrativo), ou o ano previsto de conclusão, se ainda estiver cursando
DescriçãoManutenção de computadores e configuração de rede local no laboratório da escola

Se o curso técnico tem nome que o recrutador reconhece, ele pesa mais que o ensino médio em si. Veja o caso em curso técnico no LinkedIn.

Quando tirar o ensino médio do perfil

Tirar não é apagar a história. É deixar a formação que a vaga pede em primeiro plano. Três casos em que a remoção faz sentido:

  1. Você concluiu a graduação ou uma pós-graduação. A formação superior passa a ser a referência, e o ensino médio fica sem função no perfil.
  2. Você tem curso técnico e formação superior, e o técnico já cobre o que a vaga pede.
  3. A seção de formação tem mais de três itens, e o ensino médio é o mais antigo e o menos útil para o cargo.

Se o perfil ficou só com o ensino médio e a vaga pede graduação, o problema não é o campo vazio. É a falta de uma formação que cubra o requisito, e isso se resolve com o plano de estudo, não com um campo a mais. Veja como lidar com isso em formação incompleta no LinkedIn.

Qual ordem usar quando há mais de uma formação

A ordem muda com a situação. A regra é colocar primeiro a formação que a vaga procura, e o ensino médio sempre depois de qualquer formação que o substitua.

SituaçãoOrdem na seção de formação
Só ensino médio, sem curso técnicoEnsino médio, com a escola, o período e uma linha de descrição
Ensino médio e curso técnicoCurso técnico primeiro, com a escola de origem em uma linha
Graduação concluída ou em cursoGraduação primeiro; o ensino médio sai, a menos que a vaga peça o histórico escolar

Headline e Sobre sem histórico escolar

A headline diz o que você faz ou busca, e não o nível de escolaridade. Um modelo ilustrativo para quem fez técnico e está entrando na área de suporte: “Técnico em Informática | Suporte a computadores e redes | Atendimento ao cliente em loja de informática”. Troque pelo que você fez de fato.

O Sobre serve para o que você faz e para o que quer fazer. Um parágrafo de três linhas, em primeira pessoa, basta. O guia de Sobre do LinkedIn sem experiência tem a estrutura, e o de headline para estudante mostra as fórmulas para quem ainda está no começo.

Como o currículo acompanha o perfil

Se o ensino médio entra no LinkedIn, ele também entra no currículo, com a mesma escrita. Uma vaga que pede o currículo anexado lê os dois, e a divergência pesa. Em currículo de primeiro emprego, a formação costuma vir no topo, porque é o que a pessoa tem para mostrar. O AjustaCV monta o currículo a partir do que você já escreveu, e os exemplos de currículo por área mostram a ordem das seções.

Checklist para o perfil de quem está começando

  • Escola com o nome oficial e o ano de conclusão ou a previsão.
  • Curso técnico na seção de formação, com a escola e o período, se você fez.
  • Ensino médio retirado quando já houver graduação ou curso técnico que cubra a vaga.
  • Headline com o que você faz ou busca, sem o nível de escolaridade.
  • Sobre curto, em primeira pessoa, com o tipo de vaga que procura.
  • Currículo com a mesma escrita do perfil e a mesma ordem de formação.

Pra fechar: o perfil de entrada precisa ser legível

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Perguntas frequentes

Ensino médio precisa aparecer no LinkedIn?

Não é obrigatório. Ele entra quando é a formação que a vaga pede ou quando você está começando e não tem outra formação para mostrar. Com graduação ou curso técnico que cubra a área, a seção fica mais útil sem ele. A pergunta para decidir é o que o recrutador precisa ver para entender o seu caminho.

Curso técnico substitui o ensino médio no perfil?

Na prática, o técnico costuma ser a formação que o recrutador procura. Se ele foi integrado ao ensino médio, uma linha basta, com o nome do curso, a escola e o período. Se foi feito à parte, cite o técnico e, se quiser, o ensino médio separado. A vaga é quem decide o peso de cada um.

Ensino médio incompleto aparece no perfil?

Não precisa aparecer como lacuna. Se você está cursando, escreva o ano previsto de conclusão. Se parou, o perfil foca no que você aprendeu e fez. Se a vaga exige o ensino médio completo, a conversa com o recrutador é o lugar de explicar a situação, e não o campo de formação.

Dá para tirar o ensino médio depois de começar a faculdade?

Dá, quando a graduação já está na seção de formação e cobre a vaga. Antes disso, manter o ensino médio ajuda a mostrar a continuidade do percurso. Não há regra fixa. A escolha é de clareza para quem lê, e vale revisar o perfil sempre que a formação mudar.

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