Na experiência de logística, o bullet que funciona diz o que você movimentou, com que prazo ou custo, e o que mudou: volume de cargas, entregas no prazo, custo por entrega, acuracidade de estoque. O recrutador da área busca esses termos no título e nas primeiras linhas, e os números são os que a operação já mede todo dia.
O que o recrutador de logística procura
Quem contrata para logística quer saber três coisas: a operação (armazém, expedição, transporte, importação), a escala (pedidos, cargas, veículos, metros quadrados) e o indicador que você melhorou. “Coordenador de logística” sem escala parece cargo de planilha. O mesmo cargo com 4 mil pedidos por dia e 97% no horário de corte parece alguém que segura a operação.
A área tem uma vantagem: quase toda operação já mede prazo, custo e erro. O trabalho é achar o indicador certo e escrever o antes e o depois. Um bullet de logística sem número é o sinal de que a descrição foi escrita de memória.
15 bullets antes e depois, por operação
Números ilustrativos, use os seus. Cada par segue a mesma forma: verbo no passado, a operação, a escala e o resultado.
- Recebimento. Antes: Recebia mercadorias e conferia notas fiscais.
Depois: Conferi 1.500 notas de recebimento por mês em dois centros de distribuição, com divergência abaixo de 0,5% no ano. - Estoque. Antes: Controlava o estoque.
Depois: Elevei a acuracidade do inventário de 91% para 98% com contagem cíclica semanal em 3 mil SKUs. - Expedição. Antes: Organizava a expedição dos pedidos.
Depois: Coordenei a expedição de 4 mil pedidos por dia, com 97% das saídas dentro do horário de corte. - Entregas. Antes: Cuidava das entregas aos clientes.
Depois: Gerenciei 60 entregas diárias com frota própria e terceiros, reduzindo o custo por rota em 9% com nova roteirização. - Frota. Antes: Fazia manutenção da frota.
Depois: Organizei a manutenção preventiva de 40 veículos e reduzi as paradas não programadas de 11 para 4 por mês. - Layout. Antes: Trabalhava na organização do armazém.
Depois: Redesenhei o layout de um armazém de 8 mil m² e ganhei 22% de posições de palete sem ampliar a área. - Transportadoras. Antes: Negociava com transportadoras.
Depois: Renegociei o contrato de 9 transportadoras com tabela por rota e prazo de pagamento de 30 dias, sem perda de nível de serviço. - Nível de serviço. Antes: Acompanhava atrasos de entrega.
Depois: Levei o indicador de entregas no prazo (OTIF) de 88% para 95% em 6 meses com reunião diária das causas de atraso. - WMS. Antes: Usava o sistema de estoque.
Depois: Implantei o endereçamento de 2 mil posições no WMS e reduzi o tempo médio de separação de 14 para 9 minutos por pedido. - Separação. Antes: Separava pedidos.
Depois: Liderei 18 separadores em turnos de 12 horas, com 140 linhas por hora e zero pedido errado no mês de maior volume. - Avarias. Antes: Tratava avarias no transporte.
Depois: Reduzi as avarias de 1,8% para 0,9% das cargas com novo padrão de embalagem e checklist de carregamento. - Importação. Antes: Cuidava de importação.
Depois: Acompanhei 35 importações por ano, do embarque ao desembaraço, com 90% liberadas em até 5 dias úteis após a chegada. - Custos. Antes: Fazia o controle de custos logísticos.
Depois: Montei o painel de custo por pedido com 14 linhas de despesa e identifiquei R$ 220 mil de frete acima da tabela no ano. - Previsão. Antes: Fazia previsão de demanda.
Depois: Montei a previsão mensal por SKU com 85% de aderência ao realizado nos três últimos trimestres. - Equipe. Antes: Gerenciava a equipe do armazém.
Depois: Coordenei 25 pessoas em 3 turnos, com rotatividade de 2,5% ao mês e treinamento de empilhadeira conforme a NR-11.
De onde tirar número em logística
- Escala: pedidos por dia, cargas por mês, linhas separadas por hora, metros quadrados do armazém.
- Prazo: ciclo do pedido, lead time de fornecedor, horário de corte cumprido, dias para liberar importação.
- Indicadores que a operação já mede: OTIF, acuracidade de inventário, avarias, paradas de frota.
- Custo: frete por rota, custo por pedido, custo por quilômetro, custo por entrega.
- Capacidade: posições de palete, veículos da frota, turnos atendidos, pessoas na equipe.
O relatório mensal do WMS ou do TMS, a planilha de custos e o painel de indicadores guardam quase todo esse número. Se o relatório não existe mais, reconstrua a média de um período com o gestor antes de sair da empresa, e escreva o intervalo: “em 2025” ou “nos últimos seis meses”.
Quantos bullets por cargo e o que fazer com cargo antigo
O cargo atual pede quatro ou cinco bullets, o anterior três, os mais antigos um ou dois. Cargo antigo de outra área, como atendimento ou caixa de loja, às vezes carrega a competência que a logística pede: negociação com fornecedor, controle de caixa, liderança de turno. Escreva esse bullet com o vocabulário da área alvo.
Se você é operacional: o LinkedIn é um canal, não o único
Conferente, auxiliar de armazém, operador de empilhadeira e motorista são vagas em que o recrutador ainda pede o currículo, e o LinkedIn entra como um canal entre outros. Escreva o bullet com o que você opera (tipo de carga, rota, equipamento, turno) e a habilitação ou o treinamento que tem, sem inventar número. Para essas vagas, o currículo carrega mais peso: o montar currículo do AjustaCV cria um com modelo compatível com ATS, e os exemplos de currículo mostram como outras pessoas da área organizaram o texto.
Erros comuns no perfil de logística
- Sigla sem contexto.“WMS, TMS, OTIF” numa lista não diz o que você fez. Use a sigla depois da ação.
- Só o cargo, sem a escala.“Coordenador de logística” sem número de pedidos, cargas ou pessoas fica igual ao de qualquer outra empresa.
- Dados de cliente. Nome de cliente, volume contratado com empresa específica e rota sensível não entram no perfil.
- Título de vaga interna.“Auxiliar de expedição nível II” só aparece na busca de quem digita esse termo. Use o nome de mercado e deixe o nível para a descrição.
- Período sem data. Um bullet com indicador precisa do intervalo, senão o recrutador não sabe se o resultado é de 2019 ou de ontem.
Pra montar o perfil inteiro
A fórmula do bullet está no guia geral de experiências. A headline e o Sobre do profissional de logística estão em perfil do LinkedIn para logística, e as competências que o recrutador filtra estão em competências do LinkedIn para logística.
Sua experiência de logística, pronta pra colar
O pacote de perfil do AjustaLinkedIn reescreve as experiências de logística com a escala e o indicador que você informar, em bullets dentro de 2.000 caracteres por cargo, sem inventar número, e entrega junto a headline e as competências da área. A análise grátis mostra a nota atual das suas experiências e diz quantos bullets ainda não têm resultado. Se o seu currículo precisa dos termos da vaga para passar no filtro, o montar currículo do AjustaCV monta um com o seu LinkedIn importado.
Perguntas frequentes
Quantos bullets de logística cabem por cargo?
Quatro ou cinco no cargo atual, três no anterior e um ou dois nos mais antigos. Agrupe por operação: recebimento, estoque, expedição, transporte. Um bullet por operação mostra que você conhece o fluxo inteiro, que é o que o recrutador de logística quer ver.
Vale escrever o nome do WMS ou do TMS?
Vale, dentro do bullet em que você usou o sistema. Ferramenta de armazém e de transporte é termo de busca na área. Escreva “WMS” ou “TMS” depois de dizer o que fez com ele, por exemplo “implantei o endereçamento no WMS”, e não como lista solta de sistemas.
Sem número de custo, o que escrever?
Use volume e prazo, que quase sempre existem: pedidos por dia, cargas por mês, entregas no horário, linhas separadas por hora. Se nenhum número estiver disponível, descreva o resultado em palavra concreta, como “passou a fechar a carga no horário de corte”, e nunca invente porcentagem.
Sou motorista ou conferente. O LinkedIn adianta?
Em vagas operacionais o LinkedIn é um canal entre outros, e o recrutador costuma pedir o currículo. Escreva o bullet com o que você opera (tipo de carga, rota, equipamento, turno) e a habilitação ou o treinamento que tem. Para essas vagas, o currículo pesa mais.
Em e-commerce ou em transportadora o bullet muda?
Muda o indicador. Em e-commerce, o bullet fala de pedidos por dia, prazo de entrega e devoluções. Em transportadora, fala de custo por rota, quilômetros, entregas no prazo e manutenção da frota. O processo é o mesmo; a unidade de medida é que muda.
Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?
O AjustaLinkedIn devolve headline, Sobre, experiências e competências prontos pra colar, com sua nota antes e depois.
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