Em marketing, o bullet precisa ligar canal, verba ou volume ao resultado de negócio: visitas, leads, cadastros, vendas, custo por aquisição. Curtida e alcance só contam quando levam a alguma coisa. Escreva o verbo no passado, o canal e o número antes e depois da sua ação. Os exemplos abaixo são ilustrativos; use os seus.

Por que o número de marketing é o mais fácil de inflar

Marketing tem métrica para tudo: alcance, impressão, engajamento, seguidor, clique. Quase toda descrição escolhe a que sobe mais bonito. O recrutador de marketing faz a pergunta que vem depois: isso virou o quê? Se o bullet responde, ele acredita no resto do perfil. Se não responde, a métrica vira ruído.

A cadeia que o bullet precisa mostrar

  1. Ação: o que você fez (criou, testou, automatizou, lançou).
  2. Canal ou ativo: onde e com o quê (e-mail, busca, anúncio, página, evento, vídeo).
  3. Resultado de negócio: visita qualificada, lead, cadastro, venda, custo por aquisição, recompra.

Se o último elo não existe no seu trabalho, use o penúltimo com cuidado: “testes que subiram a conversão da página” é honesto; “aumentei o engajamento” sozinho não é.

Como achar o número no seu trabalho

  • Google Analytics e Search Console: visitas, conversões e posição dos artigos no período em que você publicou.
  • Gerenciador de anúncios (Google Ads, Meta): verba, cliques, custo por resultado e conversões do período.
  • Ferramenta de e-mail ou CRM (RD Station, HubSpot): taxa de abertura, cliques, cadastros e base limpa.
  • Planilha do calendário editorial ou do plano de lançamentos: quantas peças saíram, em que prazo, com que entrega.
  • Se você não tinha painel: conte peças produzidas, campanhas rodadas e a verba que passou pelas suas mãos. Volume de trabalho é número.

15 bullets antes e depois, por função de marketing

Números ilustrativos. Mantenha a estrutura e troque pelos seus dados.

Redes sociais

Antes: Gestão das redes sociais da marca.

Depois: Cresci o Instagram de 8 mil para 42 mil seguidores em 10 meses e dobrei os cliques para o site vindos dos stories.

Conteúdo e SEO

Antes: Produção de artigos para o blog.

Depois: Escrevi 60 artigos de SEO em 12 meses; 18 entraram no top 10 do Google e respondem por 35% dos leads orgânicos.

Mídia paga

Antes: Gestão de campanhas no Google Ads e Meta.

Depois: Administrei R$ 380 mil por ano em mídia paga e reduzi o custo por lead de R$ 92 para R$ 58 em seis meses.

E-mail marketing

Antes: Disparos de e-mail para a base.

Depois: Montei seis fluxos de automação no RD Station; a taxa de abertura subiu de 18% para 31% e a recompra cresceu 12%.

Growth e testes

Antes: Testes de conversão no site.

Depois: Rodei 24 testes A/B na página de cadastro e subi a conversão de 2,1% para 3,4% em um trimestre.

Branding

Antes: Criação e manutenção da identidade visual.

Depois: Reformulei a identidade para três linhas de produto e cortei de três dias para um o tempo de criação das peças.

Gerente de marketing

Antes: Gestão da área de marketing.

Depois: Liderei um time de 6 pessoas e orçamento anual de R$ 1,2 milhão; entreguei 11 dos 14 lançamentos de 2025 no prazo e no orçamento.

Product marketing

Antes: Lançamentos de produto.

Depois: Coordenei o lançamento de três módulos, com materiais para 180 vendedores; 40% das vendas do trimestre vieram dos novos módulos.

Eventos

Antes: Organização de eventos e feiras.

Depois: Organizei seis eventos presenciais por ano, com 2.400 inscritos e 310 leads qualificados só na última feira.

Influência

Antes: Parcerias com influenciadores.

Depois: Fechei 14 parcerias com criadores de conteúdo que geraram 1,8 mil cadastros a um custo de R$ 4 por cadastro.

Performance

Antes: Relatórios de desempenho das campanhas.

Depois: Criei o painel mensal de CAC e ROAS que passou a guiar a verba; o ROAS subiu de 2,1 para 3,4 em dois trimestres.

Conteúdo B2B

Antes: Materiais de apoio para vendas.

Depois: Produzi 12 cases de clientes usados pelo time comercial; nove deles apareceram em propostas do segundo trimestre.

Copywriter

Antes: Textos para anúncios e site.

Depois: Reescrevi as páginas de produto e os anúncios; o clique nos anúncios subiu 27% com o mesmo orçamento.

Estagiário

Antes: Apoio na área de marketing.

Depois: Publiquei 90 posts por mês em quatro redes durante o estágio e mantive o calendário editorial sem atrasos.

Marketing operations

Antes: Manutenção do CRM e das listas.

Depois: Limpei uma base de 80 mil contatos no HubSpot e cortei o envio para endereços inválidos de 14% para 2%.

Quantos bullets por cargo de marketing

  • Estagiário e analista júnior: três bullets, com volume produzido, um canal dominado e uma melhoria medida.
  • Analista e especialista pleno ou sênior: quatro ou cinco, misturando verba, conversão e um lançamento.
  • Gerente e coordenador: quatro bullets, com tamanho do time, orçamento e taxa de entrega no prazo.

Erros que aparecem nos perfis de marketing

  • Colocar só ferramentas (“Canva, Hootsuite, Mailchimp”) sem o que foi feito com elas.
  • Usar “criatividade” e “estratégia” como bullet. São competências, não resultados.
  • Misturar métrica de vaidade com métrica de negócio no mesmo bullet, o que faz a segunda perder força.
  • Esquecer o período. “Cresci o tráfego” sem data não se sustenta na entrevista.

Para o cargo de marketing de performance e o de social media, o perfil do LinkedIn para analista de marketing e o perfil para social media mostram headline e Sobre com a mesma lógica. Quem vende o produto que o marketing ajuda a lançar pode ler a versão da experiência para vendas.

O que o pacote faz com as experiências de marketing

O pacote de perfil do AjustaLinkedIn reescreve cada cargo de marketing em bullets com canal e resultado, sem inventar número, dentro dos 2.000 caracteres por experiência. A análise grátis mostra quantos dos seus bullets têm número hoje, sem cadastro. Se o currículo de marketing também precisa passar pelo filtro da vaga, a análise ATS grátis do AjustaCV fica em ajustacv.com/ats.


Perguntas frequentes

Seguidores e curtidas entram na experiência de marketing?

Entram só quando levam a alguma coisa: alcance que virou visita, comunidade que virou cadastro, conteúdo que virou lead. Seguidor sozinho é número de vaidade, e o recrutador de marketing percebe a diferença logo na primeira conversa. Use a métrica que aparece no funil da empresa.

Não sei o custo por lead da empresa. Como escrevo o resultado?

Peça ao gestor a faixa, ou divida a verba que você administrava pelo volume de leads do período. Se a verba é confidencial, o volume de leads sozinho já é um número forte. Diga o que for verdade e deixe a conta para a entrevista, onde você pode explicar a metodologia.

Posso citar as marcas que eu cuidei?

Pode, quando a marca é pública ou você tem autorização para citar. Quando não pode, descreva o setor e o porte: rede de academias com 30 unidades, marca de cosméticos vendida online, escola de idiomas com três cidades. O recrutador entende o tamanho do desafio sem o nome.

Trabalhei em agência ou como freelancer. Como descrevo os clientes?

Descreva o tipo de cliente e o resultado, porque nome de cliente de agência costuma ser confidencial. Se foi freelancer com vários clientes por um período longo, agrupe em uma experiência e use um bullet por cliente relevante. Período curto com um cliente só vira um cargo com um bullet.

Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?

O AjustaLinkedIn devolve headline, Sobre, experiências e competências prontos pra colar, com sua nota antes e depois.

AJUSTAR MEU LINKEDIN — R$9,90