No varejo, a experiência no LinkedIn funciona quando cada bullet mostra meta da loja, ticket médio, conversão ou quebra de estoque, com o período e o tamanho da operação. Escreva no passado: o que você fez e qual número mudou. Os números desta página são de exemplo; use os seus.
Os indicadores de varejo que o recrutador lê
Vaga de varejo é disputada por quem entende a loja por dentro. O recrutador procura os mesmos indicadores que o gerente acompanha no painel da rede. Se o bullet traz um deles, a leitura é rápida.
| Indicador | O que mede | Onde costuma aparecer |
|---|---|---|
| Atingimento de meta | Quanto a loja vendeu contra o plano, em percentual | Vendedor, supervisor e gerente |
| Ticket médio | Valor médio de cada compra | Vendedor, caixa e gerente |
| Conversão | Quantos visitantes da loja compraram | Gerente e supervisor |
| PA (peças por atendimento) | Quantas peças saem em cada atendimento | Vendedor e consultor de moda |
| Quebra de estoque | Perda entre o que o sistema diz e o que existe | Estoquista, gerente e coordenador |
| Acuracidade de inventário | Quanto do estoque bate com a contagem | Coordenador de estoque |
| Ruptura | Produto que falta na gôndola ou na loja | Repositor e gerente de categoria |
| Giro de estoque | Com que frequência o produto sai e é reposto | Comprador e gerente de categoria |
Como achar o número quando a loja não divulga
- Veja o relatório de vendas do PDV ou do ERP da loja, filtrando pelo seu período e pelo seu turno. Ticket e quantidade de cupons saem daí.
- Pegue o fechamento de inventário do ano, quando houver. Ele traz quebra e acuracidade da loja inteira.
- Peça ao gerente a meta da loja e o atingimento do mês. “Loja no topo da regional em 2025” já é um número.
- Sem nenhum relatório, conte a média de atendimentos ou de peças por turno em um mês típico. Volume diário também é número.
15 bullets antes e depois, por função de loja
Números de exemplo. Confira os seus antes de copiar a estrutura.
Vendedor de loja
Antes: Atendimento e vendas no piso.
Depois: Fechei 18 vendas por dia em média, com ticket de R$ 320 e um item extra em 35% dos atendimentos.
Operador de caixa
Antes: Recebimento de pagamentos no caixa.
Depois: Operei o caixa em turnos de pico, com tempo médio de fila abaixo de 4 minutos e uma quebra de caixa em 12 meses.
Repositor
Antes: Reposição de prateleiras.
Depois: Repus cerca de 400 itens por turno e deixei 98% das gôndolas abastecidas antes da abertura, em loja de 1.500 m².
Auxiliar de estoque
Antes: Recebimento e conferência de mercadoria.
Depois: Conferi 3.000 volumes por semana no recebimento e reduzi divergências de nota fiscal de 6% para 2% em seis meses.
Estoquista
Antes: Organização do estoque.
Depois: Reorganizei o depósito por giro e reduzi de 40 para 22 minutos o tempo de separação de cada lote de pedidos.
Visual merchandising
Antes: Montagem de vitrines e expositores.
Depois: Criei 12 vitrines por trimestre alinhadas à campanha da marca e elevei a venda das categorias expostas em 18%.
Gerente de loja
Antes: Gestão da loja e da equipe.
Depois: Liderei 14 pessoas em loja de shopping com meta mensal de R$ 1,2 milhão, bati 103% em 2025 e reduzi a quebra de 2,4% para 1,1%.
Supervisor de loja
Antes: Supervisão dos vendedores.
Depois: Supervisionei 6 vendedores e 2 caixas, com conversão da loja subindo de 31% para 36% em quatro meses.
Coordenador de estoque e inventário
Antes: Controle do estoque e contagens.
Depois: Coordenei o inventário anual de quatro lojas, com acuracidade de 97% e ajuste contábil de 0,8% do estoque.
Gerente de loja de conveniência
Antes: Operação da loja de conveniência.
Depois: Operei loja aberta 24 horas com ticket médio de R$ 28 e ruptura de gôndola abaixo de 3% no ano.
Comprador de varejo
Antes: Compras de produtos para as lojas.
Depois: Negociei com 60 fornecedores para nove lojas e elevei em dois pontos a margem bruta da categoria em 2025.
Gerente de categoria
Antes: Gestão do mix de produtos.
Depois: Reorganizei o mix de 320 itens da categoria de higiene e cortei 18% dos itens de baixo giro sem queda de venda.
Líder de equipe de loja
Antes: Coordenação de turnos.
Depois: Montei escala de 11 pessoas para o pico de fim de ano, com caixa coberto em mais de 95% dos horários.
Consultor de vendas de móveis
Antes: Venda de móveis planejados.
Depois: Fechei 42 projetos de cozinha planejada em 2025, com ticket médio de R$ 38 mil e 85% das medições convertidas em venda.
Gerente de unidade franqueada
Antes: Gestão da unidade franqueada.
Depois: Gerenciei a unidade com faturamento de R$ 2,8 milhões em 2025, 110% do plano e NPS da loja acima de 70.
Quantos bullets por cargo de varejo
- Vendedor, caixa ou repositor: três bullets no cargo atual. Meta ou ticket, um indicador de operação e um caso de cuidado com cliente ou com o estoque.
- Estoquista, auxiliar e coordenador de estoque: três a quatro bullets. Volume recebido ou separado, divergência e acuracidade.
- Gerente ou supervisor de loja: quatro bullets. Atingimento, conversão ou quebra, tamanho da equipe e uma mudança de processo que você fez.
Cargo de loja sem o título interno
Rede de varejo costuma dar títulos internos como “Chefe de setor” ou “Gestor de experiência”. O filtro de cargo lê o nome de mercado. Escreva o cargo que a vaga usa e, se o título interno for diferente, coloque-o entre parênteses. Para os casos em que o título da empresa é estranho, o que colocar no cargo do LinkedIn mostra as alternativas.
Erros que mais aparecem em perfis de varejo
- Escrever “atendimento ao cliente excelente”. Varejo não mede excelência; mede ticket, meta e quebra.
- Listar só as tarefas (“repor, limpar, organizar”) e esquecer o resultado de cada uma.
- Pôr o faturamento da rede inteira como se fosse seu. Diga a sua loja, a sua categoria ou a sua parte.
- Não dizer o formato da loja. Shopping, rua, conveniência e atacado pedem perfis diferentes na busca.
- Deixar o cargo de caixa sem o tipo de operação. “Operador de caixa” em supermercado e em farmácia são vagas com exigências distintas.
Para o perfil completo de quem trabalha na loja, o perfil do LinkedIn para gerente de loja mostra a headline e o Sobre, e o perfil para operador de caixa traz o mesmo formato para o caixa. Quem vem do varejo para a logística encontra o caminho em perfil do LinkedIn para logística.
O que o pacote faz com as experiências de varejo
O pacote de perfil do AjustaLinkedIn reescreve cada cargo de loja em bullets com meta, ticket ou quebra, sem inventar número, dentro dos 2.000 caracteres por experiência. Antes de pagar, a análise grátis mostra a nota das suas experiências, sem cadastro. Se o seu currículo também precisa passar pelo filtro, a análise ATS fica em ajustacv.com/ats.
Perguntas frequentes
Trabalhei no caixa e nunca bati meta. Tenho o que escrever?
Sim. Caixa tem indicador próprio: quebra de caixa, tempo médio de fila e volume de atendimentos por turno. Se a loja não tinha meta individual, use o número da operação e diga o seu papel. “Operei o caixa de loja com 1.200 atendimentos por mês e quebra abaixo do limite” já mostra ritmo e cuidado.
Gerente de loja: qual número eu coloco primeiro?
O atingimento de meta da loja, em percentual e em valor. Depois, um indicador de operação, como quebra de estoque ou conversão, e um de equipe, como tamanho do time ou absenteísmo. O recrutador de varejo lê primeiro o atingimento, então ele vai no topo.
Preciso citar o nome da rede ou da loja?
Pode, quando a empresa é conhecida ou quando você tem autorização para citar. Se não pode, descreva o formato: loja de shopping, loja de rua, loja de conveniência, de 1.500 metros quadrados. O tamanho da operação já diz muito ao recrutador de varejo.
Quantos bullets por cargo de varejo?
Três a cinco no cargo atual e dois ou três no anterior. Gerente pode chegar a quatro no atual. O primeiro bullet deve ter meta, ticket ou quebra, porque é o que o recrutador procura antes de ler o resto.
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