Quando o título da empresa é estranho, como “Hero Analyst” ou “Specialist II”, coloque no campo de cargo o nome que o mercado usa para a mesma função. O recrutador busca pela função, não pelo título interno da sua empresa. O título interno continua no perfil, como primeira linha da descrição da experiência.

Por que o título interno não aparece na busca

Quando um recrutador procura um analista de suporte, ele digita “analista de suporte”, e não “hero analyst”. Títulos internos são criados para organizar uma estrutura de RH, com níveis, siglas e nomes de squad. Eles podem até soar bem, mas quase ninguém procura por eles. O resultado é que o perfil fica fora de uma lista inteira de buscas.

A tabela mostra como fica a troca. Os exemplos são ilustrativos e servem de modelo; use o seu título e a sua função.

Título internoCargo no campo de cargo (o que a busca encontra)
Specialist II, GrowthAnalista de Marketing de Performance
Hero AnalystAnalista de Suporte N2
Business Partner IIIBusiness Partner de RH
Dev Ninja PlenoDesenvolvedor Back-end
Pessoa Consultora de Sucesso IIIConsultor de Vendas
Coordenador Jr. Nível 2Coordenador Administrativo

Repare que o nome de mercado não inventa nada. Ele diz a mesma coisa que o título interno, na linguagem em que o recrutador procura.

Onde cada informação vai

  1. Campo de cargo: o nome de mercado da função. É ele que entra nos filtros de cargo e na headline.
  2. Primeira linha da descrição: o título interno, com o nome da empresa, por exemplo “Business Partner III na Empresa Exemplo Ltda.”. Quem confere encontra o título real sem que a busca dependa dele.
  3. Bullets da descrição: o que você fez, com resultado. É isso que o recrutador lê antes de ligar.

Esse arranjo responde às duas perguntas do recrutador: a função bate com a busca, e a experiência é verificável. Mais sobre o formato dos bullets em como descrever experiência no LinkedIn.

Como descobrir o nome de mercado

Não adivinhe. O nome de mercado é o que as empresas usam nas vagas, e você encontra ele em poucos minutos:

  • Procure vagas do seu nível em outras empresas, de preferência as que você gostaria de ter. Anote os títulos que aparecem mais de uma vez.
  • Compare com as suas atribuições. Se o título de vaga bate com o que você fazia, use ele. Se é parecido mas não igual, escolha o mais comum.
  • Use as palavras da busca que você quer aparecer.Se as vagas dizem “Analista de Dados” e o seu título interno diz “Data Specialist”, a primeira é a que vai no campo de cargo.
  • Confirme com alguém da área. Um colega que já trabalha em outra empresa aponta em um minuto se o nome faz sentido.

Passo a passo: trocar o cargo de uma experiência

  1. No computador, abra o seu perfil e clique no lápis da experiência.
  2. No campo de cargo (às vezes chamado de título), digite o nome de mercado.
  3. No campo de descrição, escreva a primeira linha com o título interno e o nome da empresa, e depois os bullets.
  4. Antes de salvar, confira a opção de compartilhar alterações do perfil. Se ela estiver ligada, desligue como descrito em como atualizar o LinkedIn sem avisar toda a rede.

No aplicativo, o caminho é tocar na sua foto, abrir o perfil e o lápis da experiência. Os campos são os mesmos. Os nomes de menus podem mudar com as versões do LinkedIn, então confira no seu perfil.

Quando manter o título interno no campo de cargo

Nem sempre a troca é a melhor escolha. Se o seu título interno já é conhecido no mercado, como um cargo sênior padrão ou um título de uma empresa famosa do setor, mantenha o título e acrescente a função entre parênteses: “Business Partner III (Recursos Humanos)”. A busca encontra a função e quem reconhece o título continua reconhecendo.

Outro caso comum é o nível. Júnior, pleno e sênior entram no cargo quando o mercado usa esses termos para a sua função. Se o nível não é usado no mercado, ele pode ficar na descrição, para não criar um cargo que ninguém procura.

O que não fazer

  • Cargo com cinco palavras e símbolos.“Analista ✦ Growth & Dados | Foco em Resultado” não entra em filtro nenhum.
  • Título de consultoria ou de terceiro quando você trabalhou como funcionário. Confunde o recrutador e não descreve o que você fazia.
  • Cargo que você não exerceu. Inflar o título é o erro que aparece na verificação de vínculo e na primeira conversa.
  • Cargos diferentes em cada seção do perfil. Se o cargo da experiência e o da headline não batem, o recrutador lê duas histórias. Use o mesmo nome nos dois lugares.

Um caso completo, antes e depois

Um exemplo ilustrativo, com nomes e números inventados. Use os seus. Uma analista cujo título interno é “Hero Analyst” numa empresa de software tinha esta experiência:

  • Antes, no campo de cargo: Hero Analyst
  • Antes, na descrição:“Atendimento de clientes, tickets e acompanhamento.”
  • Depois, no campo de cargo: Analista de Suporte N2
  • Depois, primeira linha da descrição: Hero Analyst na Empresa Exemplo Ltda., nível de suporte técnico com escalonamento.
  • Depois, bullets:“Resolvi em média 40 tickets por dia com ferramenta de base de conhecimento própria.” E “Reduzi o tempo de primeira resposta de 6 horas para 90 minutos, em seis meses.”

A mudança não inventou nada. O cargo ficou mais pesquisável, a descrição ganhou números, e o título interno continua lá para quem confere. Esse é o formato que a busca e a leitura humana conseguem usar ao mesmo tempo.

Cargo e headline precisam conversar

O cargo da experiência e a headline devem usar as mesmas palavras de mercado. A headline completa o cargo com a área e uma prova; a experiência mostra o período e o resultado. Se o perfil diz “Analista de Suporte N2” em um lugar e “Especialista em Atendimento” em outro, a busca acha um e o recrutador desconfia do outro. Veja headline do LinkedIn, exemplos prontos para montar a headline a partir do cargo que você escolheu.

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Perguntas frequentes

Posso usar o nome de mercado se a empresa usa outro título?

Pode, desde que ele descreva a função que você exerce de fato. O campo de cargo serve pra o recrutador achar você pela busca, e a busca usa o nome que o mercado usa. O título interno continua na descrição da experiência, então quem confere encontra os dois, sem que nenhum esteja inventado.

Mudar o cargo na experiência avisa a minha rede?

Pode avisar, dependendo da opção de compartilhar alterações que estiver ligada na hora de salvar. Antes de trocar o cargo, desligue essa opção. O passo a passo está em como atualizar o LinkedIn sem avisar toda a rede, e as regras mudam com frequência, então confira a caixa antes de confirmar.

O recrutador confere o cargo do perfil com a carteira de trabalho?

Na contratação, a empresa costuma conferir os dados do vínculo anterior, então o cargo do perfil precisa descrever a função real. Por isso o nome de mercado é uma tradução honesta do título interno, e não um cargo diferente. Inventar cargo que você não exerceu é o erro que volta na verificação.

Qual cargo usar quando a empresa tem nomes diferentes para a mesma função?

Use o nome que aparece nas vagas que você quer, porque é ele que o recrutador digita. Se o título interno for muito diferente, mantenha os dois: o de mercado no campo de cargo e o interno como primeira linha da descrição. Assim, a busca acha você e a leitura entende de onde veio o título.

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