Idioma no LinkedIn vai na seção Idiomas, com um nível escolhido entre poucas opções. Marque o nível que você sustenta numa entrevista ou numa reunião, não o que gostaria de ter. Liste só os idiomas que a vaga pede ou que você usa no trabalho. Exagerar aqui é a forma mais rápida de perder credibilidade na primeira ligação.

Quais níveis o LinkedIn oferece

O campo tem cinco níveis, do mais alto pro mais básico. Os nomes exatos mudam conforme o idioma da sua conta, mas a escala é esta:

  • Nativo ou bilíngue
  • Proficiência profissional completa
  • Proficiência profissional
  • Proficiência limitada
  • Elementar

Confira no seu perfil, na própria lista de opções, porque o LinkedIn muda os rótulos com frequência. O que não muda é o princípio: a escolha descreve o que você faz no idioma, e a seção não tem como medir isso sozinha.

Tabela: como traduzir o nível pra sua realidade

A tabela abaixo é uma forma de conferir a sua escolha. Não é um teste, e a correspondência com a escala europeia de A1 a C2 é aproximada:

Nível no LinkedInVocê consegueEscala europeia aproximada
Nativo ou bilíngueTrabalhar, negociar e escrever no idioma sem esforço, em qualquer temaC2
Proficiência profissional completaConduzir reunião, escrever e-mail complexo, negociar sem apoioC1
Proficiência profissionalLer documentação, participar de reunião com alguma dificuldade e escrever e-mail claroB2
Proficiência limitadaEntender o essencial de uma conversa e responder com ajuda, ler textos simplesB1
ElementarFrases básicas, apresentação e perguntas do dia a diaA1 a A2

Se você fez um exame reconhecido, como Cambridge, IELTS ou TOEFL, o resultado recente é a melhor referência. Use a escala do exame com cuidado: o nome da prova e a data vão na seção de certificados, e a pontuação só entra se você tem o documento.

Idioma que a vaga pede, idioma que você tem

Abra quatro vagas do cargo que você quer e veja o que elas pedem em idioma. Três casos são comuns:

  1. A vaga exige inglês fluente. Se você tem o nível, marque proficiência completa ou nativo, e cite uma situação de uso no Sobre. Se não tem, é melhor saber agora do que na entrevista.
  2. A vaga pede inglês e o cargo é técnico. Leitura de documentação basta em muitos casos. Marque o nível de leitura e escrita, que é o que você usa de fato.
  3. A vaga pede outro idioma. Espanhol, por exemplo, aparece em operações com América Latina. Coloque com o nível real e cite o contexto no Sobre.

O erro do “fluente”

A palavra “fluente” não é um nível da seção. Ela aparece no Sobre, às vezes, e vira armadilha quando a conversa começa. Veja o contraste, com exemplos ilustrativos:

  • Antes:Idiomas: inglês (proficiência completa), espanhol (nativo). Sobre: “Fluente em três idiomas”.
  • Depois:Idiomas: inglês (proficiência completa), espanhol (proficiência limitada). Sobre: “Conduzo reuniões semanais com o time de Lisboa em inglês. Espanhol para leitura de contratos da operação mexicana.”

A segunda versão tem menos adjetivo e mais prova. Quando o recrutador chega a uma entrevista em inglês, ele já sabe o que esperar, e isso protege você tanto quanto protege a credibilidade do perfil.

Idioma dentro da experiência

O idioma também aparece na descrição do cargo, quando você o usava no dia a dia. Isso é uma prova que a seção não dá sozinha. Um exemplo ilustrativo, troque pelo seu caso:

  • Antes:“Atendimento a clientes internacionais.”
  • Depois:“Atendi clientes dos Estados Unidos e de Portugal por e-mail e videochamada, em inglês, e encaminhei os chamados técnicos para a equipe de engenharia.”

O segundo texto diz o idioma, o canal, o contexto e a responsabilidade. A seção de idiomas registra o nível; a experiência mostra onde ele foi usado. Juntas, as duas coisas sustentam o que você marcou.

Três erros de nível que aparecem na entrevista

  1. Marcar nativo ou bilíngue sem ter crescido ou vivido em contexto no idioma. A primeira pergunta costuma ser sobre isso, e a resposta vai te colocar num lugar desconfortável.
  2. Marcar proficiência completa por ter feito um curso de dois anos. Curso bom é ótimo, mas o nível se mede pelo uso: conduzir reunião, escrever e negociar sem apoio.
  3. Deixar o nível antigo depois de anos sem uso. Idioma sem prática cai, e a conversa mostra isso antes do currículo.

Como preencher, passo a passo

  1. Abra o seu perfil e encontre a seção Idiomas. Se ela não existir, adicione.
  2. Adicione o idioma que a vaga pede primeiro, depois os demais.
  3. Escolha o nível pela descrição da tabela acima, não pela sensação do dia.
  4. Salve e confira no PDF do LinkedIn como a seção aparece.
  5. Revise a cada seis meses. Quem não usa o idioma há muito tempo deve descer um nível.

Idioma no currículo e no LinkedIn

O idioma sai nos dois lugares, e com o mesmo nível. Se o currículo diz “inglês avançado” e o perfil diz “proficiência limitada”, a incoerência aparece na primeira leitura. Quem monta o currículo pode usar o montar currículo do AjustaCV, com modelos compatíveis com ATS, e manter a seção de idiomas igual à do perfil.

Para o perfil em inglês, quando a vaga é no exterior, a guia de LinkedIn em inglês mostra como a seção muda de tom quando o recrutador lê no idioma dele.

Quando o idioma vira competência

Inglês técnico, por exemplo, pode entrar na lista de competências, junto de ferramentas e métodos. Quando o idioma é um requisito que o recrutador filtra, ele aparece como competência, e o nível fica na seção de idiomas. As duas coisas são complementares, e nenhuma substitui a outra. O detalhe está em competências do LinkedIn: quais colocar.

Idioma no pacote do AjustaLinkedIn

O pacote de perfil do AjustaLinkedIn sai em seis idiomas: português, inglês, espanhol, francês, alemão e italiano. Isso vale para o texto do perfil, e a seção de idiomas segue o nível que você informa. A análise grátis mostra a nota atual do seu perfil em cinco categorias, sem cadastro, e diz o que falta para ele refletir o que você faz.


Perguntas frequentes

Qual nível de inglês colocar no LinkedIn se ainda estou aprendendo?

Escolha o nível que você sustenta numa conversa de trabalho sem preparação, não o que está estudando. Se você lê bem, mas ainda trava ao falar, o nível de leitura e escrita é o que vale na seção, e a entrevista confirma o resto. Subir um degrau por vontade é o erro mais comum.

Preciso colocar certificado de idioma como TOEFL ou IELTS?

Se você tem um resultado recente e a vaga pede comprovação, coloque na seção de certificados, com o nome da prova e a data. Não invente pontuação nem inclua prova que você não fez. Se a vaga não pede, o nível da seção de idiomas já informa o essencial.

Idioma que eu não uso no trabalho pode aparecer?

Pode, se você mantém o nível. Um idioma que você estudou há anos e não usa mais tende a cair pra um nível mais baixo, e isso é honesto. Idiomas que a vaga pede e você não domina ainda ficam de fora do perfil e entram no plano de aprendizado.

Vale colocar idioma na headline?

Só quando o idioma é o próprio cargo ou parte dele, como tradutor, professor de inglês ou analista com foco em mercado americano. Como detalhe da função, ele fica melhor no Sobre e na seção de idiomas, e a headline fica com o cargo e a área.

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