Em geral, o ATS não lê o seu perfil do LinkedIn. Ele lê o arquivo que você envia e as respostas do formulário da vaga. O perfil entra em duas situações: quando a plataforma oferece importar o LinkedIn naquela candidatura, e quando o recrutador abre o seu perfil depois. O que o filtro vê depende do arquivo; o que o humano vê depende do perfil.

O que é o ATS, em uma frase

ATS (o sistema de triagem de candidaturas) recebe o arquivo, converte o conteúdo em texto e compara com a descrição da vaga. Ele não lê como uma pessoa: lê ordem, palavras e formato. Para entender o funcionamento completo, vale o guia completo do que é ATS.

Como o perfil pode entrar no processo

São dois caminhos, e eles são diferentes:

  1. Importação no formulário. Algumas plataformas trazem um botão para puxar dados do LinkedIn para dentro da candidatura. Nesse caso, o que entra é o que a importação consegue ler, e nem tudo chega como você escreveu. O que se perde na importação está em importar o LinkedIn na Gupy.
  2. Link ou busca do recrutador. Se a vaga pede o link do perfil, ou se o recrutador encontra você na busca, ele abre o perfil e lê com outro olhar. Nesse momento, o ATS não está mais na conversa. Quem decide é a pessoa.

Por isso o perfil e o arquivo não competem. Cada um responde a um leitor, e o trabalho é fazer os dois dizerem a mesma coisa.

O que o filtro vê e o que só o humano vê

A tabela separa o que o arquivo da candidatura entrega ao sistema e o que o perfil mostra ao recrutador:

ItemArquivo da candidaturaPerfil do LinkedIn
Cargos, empresas e datasLidos como texto, na ordem do arquivo. Datas fora do padrão atrapalham.Lidos pelo recrutador em cards. As datas são o que ele confere primeiro.
HeadlineNão existe no currículo como campo. A linha de cargo no topo faz esse papel.Campo que a busca do recrutador usa. Cargo alvo, área e prova.
Palavras da vagaComparadas com a descrição da vaga, uma a uma. É onde a nota do filtro se decide.Entram na busca do recrutador por cargo e competência, sem comparação com vaga específica.
CompetênciasSó entram se estiverem no texto, em uma lista simples.Campo próprio. A casa recomenda preencher 50, e o recrutador filtra por ele.
Foto, banner e recomendaçõesNão ajudam a leitura do filtro. Foto costuma ficar de fora.Pesam na decisão do recrutador ao abrir o perfil.
Layout e coresColunas, caixas e ícones podem embaralhar a leitura. Layout simples lê melhor.Não se aplica. O LinkedIn tem o layout dele, e você só escolhe o conteúdo.

Repare na linha das palavras da vaga. No arquivo, elas valem pela comparação com a descrição específica. No perfil, valem pela busca geral do recrutador. Por isso a mesma palavra precisa aparecer nos dois, mas em frases diferentes: no currículo, dentro de bullet com resultado; no perfil, na headline e nas competências.

Teste o que o filtro lê

Antes de enviar o currículo, faça um teste simples. Abra o arquivo, selecione tudo, copie e cole num bloco de notas. O texto que aparece é aproximadamente o que o sistema recebe. Confira três coisas:

  • A ordem. Cargo atual antes do anterior, e cada empresa com seu período.
  • As datas.Mês e ano em todos os cargos, sem “atual” em lugar de data.
  • O cargo. Se o cargo alvo aparece na linha de topo e não grudado no nome da empresa.

Se alguma coisa sumiu ou se misturou, o layout está atrapalhando. Simplifique antes de enviar. A análise ATS grátis do AjustaCV faz essa verificação com as palavras da vaga, sem cadastro.

Passo a passo para alinhar os dois

  1. Ajuste a headline do LinkedIn. O cargo alvo, a área e uma prova. Ela é o que a busca do recrutador encontra, e o como o recrutador busca no LinkedIn explica por que ela pesa tanto.
  2. Preencha as competências com os termos do seu cargo. As 15 prioritárias no topo. Os termos vêm do seu histórico e da área, e o post sobre palavras-chave do LinkedIn ajuda a escolher.
  3. Monte o currículo pra vaga, em layout simples. Uma coluna, títulos padrão, sem caixas e sem ícones. O cargo no topo e o resumo com as palavras da descrição.
  4. Use as palavras da vaga nos bullets. Cada bullet com um verbo, o que você fez e o resultado. O texto da vaga guia a escolha, mas os fatos são os seus.
  5. Confira o texto colado no bloco de notas e a análise ATS antes de enviar.

Quando o perfil também vai pro processo

Algumas vagas pedem o link do LinkedIn junto com o currículo. Nesse caso, o recrutador abre o perfil e confere as datas, a foto e a rede. Se o perfil diz uma coisa e o arquivo diz outra, a diferença vira pergunta na entrevista. O post sobre LinkedIn ou currículo trata desse ponto com detalhe.

Dois arquivos, duas leituras

O pacote de perfil do AjustaLinkedIn escreve o lado que o recrutador lê no LinkedIn: três headlines dentro de 220 caracteres, Sobre em primeira pessoa, experiências em bullets com resultado e 50 competências, por R$ 9,90 de pagamento único. O lado do arquivo fica no AjustaCV: o ajuste do currículo pra uma vaga custa R$ 7,80, é pago por PIX e mostra o score ATS antes e depois. A análise grátis do perfil mostra a nota atual do LinkedIn antes de qualquer compra.


Perguntas frequentes

O Gupy lê o meu perfil do LinkedIn?

Depende da vaga. Em geral, o sistema lê o arquivo que você envia e as respostas do formulário. O perfil entra se a plataforma oferecer a importação do LinkedIn naquele formulário, ou se você colar o link. Confira o passo a passo da própria candidatura, porque o formulário mostra o que é pedido.

Se eu colocar palavras-chave no LinkedIn, o ATS encontra?

Não é o caminho. As palavras do perfil servem à busca do recrutador dentro do LinkedIn. O ATS compara o arquivo da candidatura com a descrição da vaga. Por isso o mesmo termo precisa estar no perfil e no currículo, cada um no seu lugar.

Vale colocar foto e banner pensando no ATS?

Pensando no ATS, não. Foto e banner são do recrutador humano, que vê o perfil. No arquivo do currículo, uma imagem a mais só pode atrapalhar a leitura, e por isso a foto costuma ficar de fora ou em um lugar simples do documento.

Como sei se o arquivo está legível para o filtro?

Copie todo o texto do arquivo e cole num bloco de notas. Se a ordem sumir, as datas se embaralharem ou o cargo grudar no nome da empresa, o sistema tem o mesmo problema. Uma análise de currículo mostra o resto, e a análise ATS grátis do AjustaCV aponta o que pode travar a leitura.

Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?

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