Pra RH, a lista de competências começa pelo que o recrutador filtra: recrutamento e seleção, LinkedIn Recruiter, ATS, departamento pessoal e eSocial. O LinkedIn aceita até 100. A recomendação é chegar a 50, com as 15 prioritárias no topo da seção e três em destaque escolhidas pelo cargo de RH que você persegue.
Como o recrutador de RH filtra competências
Quem contrata na área de RH busca no LinkedIn Recruiter ou na busca comum, digita uma competência e recebe quem a cadastrou na seção. O texto do Sobre e das experiências não entra nesse filtro. Em RH, a busca se divide em dois tipos: o de processo (recrutamento, entrevista por competências, onboarding) e o de conhecimento técnico (departamento pessoal, eSocial, legislação trabalhista). Um perfil que só tem “gestão de pessoas” não aparece em nenhuma das duas.
Por isso a lista precisa ter cargo e processo juntos. Quem já leu o guia geral de competências do LinkedIn sabe a regra base: ferramenta e método antes de comportamental. Em RH, ela vale com uma ressalva, que é a legislação: quem cuida de folha e admissão tem nas normas trabalhistas uma competência tão objetiva quanto qualquer ferramenta.
As 50 competências de RH, em ordem
A ordem segue o que você precisa sustentar numa entrevista de RH: processo e legislação primeiro, comportamentais no fim. As 15 primeiras são as que a maioria das vagas da área pede. As 35 seguintes completam a lista com o que aparece em cargos próximos, de DP a T&D.
As 15 prioritárias
- Recrutamento e seleção
- LinkedIn Recruiter
- ATS (Gupy, Kenoby)
- Entrevista por competências
- Sourcing
- Departamento pessoal
- eSocial
- Legislação trabalhista (CLT)
- Remuneração e benefícios
- Gestão de desempenho
- Onboarding
- Treinamento e desenvolvimento
- Employer branding
- People analytics
- Cultura organizacional
As 35 complementares
- Descrição de cargos
- Avaliação de potencial
- Plano de carreira e sucessão
- Clima organizacional
- Pesquisa de engajamento
- Folha de pagamento
- Admissão e desligamento
- Benefícios (VT, VA, plano de saúde)
- Gestão de conflitos
- Diversidade e inclusão
- Saúde e segurança ocupacional (SST)
- NR-1 e gerenciamento de riscos
- Comunicação interna
- Programas de reconhecimento
- Entrevista comportamental
- Triagem de currículos
- Negociação de oferta salarial
- Excel avançado
- Sistemas de RH (Totvs, Senior, Sólides)
- Gestão por competências
- Mapeamento de talentos
- Planejamento de headcount
- Orçamento de pessoal
- Gestão de mudança
- Coaching de líderes
- Relacionamento com gestores
- Feedback estruturado
- Contratação de tecnologia
- Pesquisa salarial
- Cargos e salários
- Atendimento ao colaborador
- Ética e compliance
- LGPD aplicada a dados de RH
- Power BI
- Análise de turnover
Quais 3 fixar em destaque, por cargo de RH
O destaque aparece no card do perfil, sem clique. Ele deve responder à pergunta “o que essa pessoa faz”, e por isso segue o cargo, não a lista inteira. Os números abaixo são sugestões de partida; ajuste com as vagas que você leu.
| Cargo de RH | 3 em destaque |
|---|---|
| Recrutador(a) e analista de recrutamento | Recrutamento e seleção · LinkedIn Recruiter · Sourcing |
| Analista de departamento pessoal | Departamento pessoal · eSocial · Folha de pagamento |
| HR Business Partner | Gestão de desempenho · Relacionamento com gestores · Legislação trabalhista (CLT) |
| Analista de T&D e people analytics | People analytics · Treinamento e desenvolvimento · Gestão por competências |
Erros comuns na área de RH
- Abrir a seção com “Gestão de pessoas” e “Comunicação”. São genéricas e não respondem a nenhum filtro da busca.
- Cadastrar eSocial sem ter operado a rotina. Na entrevista de DP a primeira pergunta é o fluxo de admissão ou o fechamento.
- Esquecer o ATS que você já usou. Se trabalhou com Gupy ou Kenoby, cadastre: é o que o recrutador de RH procura.
- Transformar o cargo em competência. “Analista de RH” é cargo, e fica no título da experiência, não na seção de competências.
- Misturar três áreas numa lista só. Quem faz recrutamento, DP e T&D precisa escolher o cargo que quer e ordenar pra ele.
O que deixar de fora da lista
Cinquenta vagas cabem em qualquer perfil, mas nem toda competência de RH merece uma delas. Fique de fora o que você não consegue demonstrar com um caso real, mesmo que tenha lido sobre o assunto. Um curso de introdução a People analytics não te torna analista de people analytics, e quem abre o perfil e pergunta qual painel você montou quer uma resposta, não um certificado.
Também saem as competências que são só funções do dia a dia de qualquer escritório. “Atendimento ao colaborador” entra se você atende de fato, com volume e canal. “Pacote Office” não entra como primeira posição: o recrutador já presume que você sabe. Se a vaga pede Excel avançado, ele aparece na lista de ferramentas, não no topo.
Como montar a lista sem inventar
- Abra três ou quatro vagas de RH do cargo que você quer e copie as competências dos requisitos que você de fato tem.
- Liste as rotinas e sistemas que você operou nos últimos dois empregos, inclusive os que não são glamorosos, como a folha de uma filial.
- Inclua as normas que você aplica no dia a dia, mesmo sem título formal.
- Complete com comportamentais que você sustenta com um exemplo concreto, e só essas.
- Corte o que você não conseguiria explicar em cinco minutos numa entrevista.
Se a sua headline ainda não diz o cargo de RH, o guia de headlines com exemplos mostra a fórmula, e o o caminho do recrutador até o seu perfil mostra em que ponto da busca o termo precisa aparecer.
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Perguntas frequentes
Quantas competências um analista de RH deve cadastrar no LinkedIn?
O LinkedIn aceita até 100, segundo a central de ajuda. A recomendação aqui é chegar a 50 bem escolhidas: elas cobrem o que o recrutador de RH filtra sem diluir a lista com competência que você não sustenta. Passar disso só faz sentido se você tem duas especialidades de fato, como RH e departamento pessoal, e sustenta as duas numa entrevista.
Preciso ter a licença do LinkedIn Recruiter pra cadastrar essa competência?
Não. A competência é a ferramenta que você usa, e vale se ela faz parte da sua rotina. Não cadastre só porque a vaga pede: o recrutador vai perguntar qual foi a última busca que você fez e em que filtro parou.
Trabalho com eSocial e DP há anos, mas só cito isso na experiência. Preciso cadastrar na seção?
Sim. A busca por competência lê a seção de competências, não o texto das experiências. O que está só na descrição do cargo não aparece no filtro de quem procura eSocial, mesmo que você tenha feito a rotina todo mês.
Com que frequência devo revisar a lista de competências de RH?
Quando a legislação ou o seu dia a dia mudar, e pelo menos uma vez por semestre. Mudanças no eSocial e nas regras trabalhistas trocam o que vale a pena cadastrar. Confira também os requisitos de três vagas abertas do cargo que você quer: é a fonte mais atual que existe.
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