Em TI, o recrutador filtra tecnologias com nome exato: Git, Docker, SQL, ITIL. A regra é chegar a 50 bem escolhidas, com as 15 prioritárias no topo e 3 em destaque. Abaixo: a lista na ordem, quais fixar por cargo de TI e os erros que mais derrubam o perfil.

Como o recrutador filtra TI

Quem recruta programador ou analista de infraestrutura no LinkedIn digita o cargo e, em seguida, uma tecnologia: “Kubernetes”, “React”, “ITIL”. O filtro lê a seção de competências do perfil. O que você escreveu no Sobre e nas experiências não entra nessa conta, então a tecnologia que você usa todo dia precisa estar cadastrada, com o nome que a vaga usa.

O nome importa. “JS”, “k8s” e “cloud” são abreviações que o filtro pode não reconhecer. Cadastre o nome por extenso ou o nome que a vaga usa, e deixe a abreviação para o Sobre.

A ordem da lista de TI

A ordem vale pelo que o olho vê: as três em destaque e as primeiras da lista. A área de TI é larga, então as 15 prioritárias são as de maior interseção entre cargos. Se você é de dados ou de segurança, troque as que não se aplicam pelas do seu nicho, mantendo o mesmo número.

GrupoExemplosPor que aparece aqui
Base que quase toda vaga pedeGit, Linux, SQL, APIs RESTEstão em desenvolvimento, infraestrutura e suporte. Abrem a lista porque cruzam quase todo cargo de TI.
Linguagens e entregaPython, JavaScript, TypeScript, Testes automatizados, CI/CDDizem o que você programa e como leva o código até produção.
Nuvem e contêineresDocker, AWS, KubernetesInfraestrutura moderna. Quem recruta DevOps e SRE filtra por aqui antes de qualquer outra coisa.
Operação e processoITIL, Active Directory, ScrumMostram que você trabalha dentro de um processo de suporte ou de time ágil, e não só com a ferramenta.

As 50 competências de TI, em ordem

As 15 prioritárias vêm primeiro. As complementares completam a lista e, se a sua vaga pede uma delas com frequência, ela sobe. Não cadastre o que você só leu no tutorial.

Prioritárias (1 a 15)

  1. Git
  2. Linux
  3. SQL
  4. APIs REST
  5. Python
  6. JavaScript
  7. TypeScript
  8. Docker
  9. AWS
  10. Kubernetes
  11. Testes automatizados
  12. CI/CD
  13. ITIL
  14. Active Directory
  15. Scrum

Complementares (16 a 50)

  1. React
  2. Node.js
  3. Java
  4. C#
  5. Go
  6. PostgreSQL
  7. MySQL
  8. MongoDB
  9. Redis
  10. Kafka e RabbitMQ
  11. Arquitetura de software
  12. Terraform
  13. Ansible
  14. Azure
  15. Google Cloud
  16. GitHub Actions
  17. Jenkins
  18. Nginx
  19. Redes TCP/IP
  20. Virtualização (VMware)
  21. Windows Server
  22. Microsoft 365
  23. Atendimento de chamados (service desk)
  24. Gestão de incidentes
  25. LGPD
  26. OWASP e segurança de aplicações
  27. Observabilidade
  28. Grafana e Prometheus
  29. Zabbix
  30. Jira
  31. Metodologias ágeis
  32. Code review
  33. Documentação técnica
  34. Inglês técnico
  35. Mentoria técnica

Quais 3 fixar em destaque, por cargo de TI

Os três destaques são o primeiro olhar do recrutador. Escolha pelo cargo que você quer, e confira contra três vagas reais antes de fixar: o que a vaga repete no requisito é o que deve estar no destaque.

CargoEm destaquePor que essas três
Desenvolvedor(a) back-endAPIs REST · SQL · GitServiço, dado e versionamento. Linguagem e framework ficam no Sobre e na experiência.
Desenvolvedor(a) front-endTypeScript · React · JavaScriptLinguagem e framework que a vaga pede. Repare que React está na lista complementar: ela sobe para o topo só se é o seu foco.
Analista de suporteITIL · Active Directory · Atendimento de chamados (service desk)Processo, identidade e atendimento. São os três termos que o recrutador de suporte busca primeiro.
DevOps ou SREDocker · Kubernetes · AWSContêiner, orquestração e nuvem. Se a vaga pede Terraform, troque um destaque por ele.

Erros que mais derrubam a lista de TI

  • Cadastrar “Programação” ou “Tecnologia” no lugar das ferramentas. São nomes de área, e o filtro busca a tecnologia.
  • Abrir com “Trabalho em equipe”, “Proatividade” e “Comunicação”. Todo candidato tem, e o recrutador de TI procura o stack antes de procurar o perfil.
  • Listar a tecnologia da faculdade que você não usa há anos. A entrevista técnica começa exatamente por ela.
  • Colocar várias versões do mesmo item, como “AWS” e “Amazon Web Services”. Ocupa espaço e não aumenta a busca.
  • Esquecer o processo. Quem trabalha com suporte ou com time ágil e não cadastra ITIL ou Scrum perde uma entrada que o recrutador da área usa.
  • Deixar a lista parada. Stack muda; revise a lista a cada troca de projeto e tire o que saiu do seu dia a dia.

Como montar a sua lista sem inventar

  1. Abra quatro vagas do cargo que você quer e copie os requisitos técnicos que você de fato usa. O resto fica de fora.
  2. Liste as ferramentas dos últimos dois projetos, com a versão do nome que a equipe usava: “GitHub Actions”, não “CI”.
  3. Adicione os processos que você pratica de fato, como code review ou gestão de incidentes, mesmo sem certificação.
  4. Complete com comportamentais só quando tiver um caso para contar. Se não tem o caso, não cadastre.
  5. Corte o que você não conseguiria explicar em cinco minutos. O que sobra é a sua lista de 50.

Competências e o resto do perfil

A lista abre a busca, mas quem cai no perfil lê o Sobre e as experiências para decidir. Para ver como isso muda por cargo, leia o perfil do desenvolvedor, o perfil de DevOps e o perfil de suporte de TI. Se você ainda não cadastrou a lista geral, o passo a passo está em quais competências colocar no LinkedIn.

O que o LinkedIn muda e o que não muda

Validação de competência (uma conexão confirmando) ajuda quem já abriu o perfil a confiar, e não muda a busca: a competência conta cadastrada, validada ou não. Os testes de competência do LinkedIn foram descontinuados, e os selos saíram dos perfis em 2024. Os nomes de seção e de recursos mudam com frequência; se algum nome daqui não bater com o seu perfil, confira na central de ajuda.

As 50 pro seu cargo de TI, prontas pra colar

O pacote de perfil do AjustaLinkedIn devolve as 50 competências ordenadas pro cargo que você quer, com as 15 prioritárias marcadas e as 3 em destaque sugeridas, a partir do seu currículo ou do PDF do LinkedIn. A análise grátis mostra a nota atual do seu perfil, sem cadastro, e quantas competências você tem hoje. Se o seu currículo também precisa passar pelo filtro da vaga, a análise ATS grátis do AjustaCV está em ajustacv.com/ats.


Perguntas frequentes

Quantas competências de TI posso colocar no LinkedIn?

O LinkedIn aceita até 100, segundo a central de ajuda. A recomendação da casa é chegar a 50 bem escolhidas, com as 15 prioritárias no topo e 3 em destaque. Em TI a tentação é listar cada tecnologia que já viu; o recrutador filtra pelo que a vaga pede, e uma lista com 100 itens não diz qual é a sua área.

Preciso cadastrar todas as linguagens que já usei?

Não. Cadastre as que você usa no trabalho e consegue sustentar numa entrevista técnica. Um tutorial de Go de fim de semana não merece a vaga de competência; ele vira uma pergunta que você não consegue responder, e isso pesa mais do que a ausência do nome.

Certificação de nuvem conta como competência?

Conta como certificação, na seção própria, e a competência cadastrada (AWS, Azure, Google Cloud) é o que aparece no filtro. Use os dois: a certificação prova o estudo, a competência é o que o recrutador busca. Confira no seu perfil como o LinkedIn exibe a seção de certificações, porque o nome e a posição podem mudar.

Os testes de competência do LinkedIn ainda valem para TI?

Não. Os testes de competência do LinkedIn (os Skill Assessments) foram descontinuados, e os selos saíram dos perfis em 2024. Não vale gastar tempo com eles. Peça validação de colegas para as cinco ou seis competências mais importantes, depois de cadastrar a lista.

Vale colocar competências de dados e IA em um perfil de TI?

Se elas estão no seu dia a dia, sim, e entram depois das centrais da sua área. Um desenvolvedor que usa modelos de IA em produção tem uma competência real a mostrar. Se é só curiosidade, deixe de fora: a entrevista vai testar.

Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?

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