Na experiência de RH, cada bullet diz qual processo você conduziu, com que volume ou prazo, e o que mudou pra empresa. O recrutador de RH busca por recrutamento, folha, treinamento e clima com resultado visível, então o título do cargo e o primeiro bullet de cada experiência precisam responder isso em uma linha.

O que o recrutador de RH lê na sua experiência

Quem contrata para RH quer saber três coisas em poucos segundos: em quais processos você atuou, qual o tamanho da operação e qual resultado sustenta o cargo. “Analista de RH” sem número parece assistente de rotina. O mesmo cargo com 240 colaboradores em férias controladas e zero atraso de pagamento parece alguém que responde pela área.

RH tem duas regras próprias. A confidencialidade vale: nada de nome de funcionário, salário individual ou caso de demissão. E o volume costuma ser o número mais forte, porque o resultado de RH demora a aparecer e quase sempre está no sistema de folha ou na planilha de vagas.

15 bullets antes e depois, por subárea de RH

Números ilustrativos, use os seus. Cada par segue a mesma forma: verbo no passado, o processo, o volume e o resultado.

  • Recrutamento. Antes: Realizei processos seletivos para diversas áreas.
    Depois: Conduzi 64 processos seletivos em 2025 para áreas operacionais e administrativas, com tempo médio de fechamento de 38 dias.
  • Triagem. Antes: Fazia triagem de currículos e entrevistas.
    Depois: Triei 300 currículos por vaga com roteiro de entrevista por competência, reduzindo a lista final de 40 para 6 candidatos.
  • Atração. Antes: Cuidava da atração de talentos.
    Depois: Montei um banco de 1.200 perfis por busca no LinkedIn e preenchi 18 vagas técnicas em seis meses, metade por indicação.
  • Folha. Antes: Fazia a folha de pagamento e admissões e demissões.
    Depois: Processei a folha de 180 colaboradores todo mês, com zero divergência no eSocial nos últimos 12 meses.
  • Férias. Antes: Cuidava de férias e afastamentos.
    Depois: Controlei férias e afastamentos de 240 colaboradores em três turnos, sem pagamento fora do prazo em 2025.
  • Atendimento interno. Antes: Atendia dúvidas de funcionários sobre folha e benefícios.
    Depois: Atendi 150 dúvidas por mês sobre folha e benefícios e reduzi em 30% os retrabalhos de correção de ponto.
  • Integração. Antes: Organizava treinamentos de integração.
    Depois: Desenhei a trilha de integração de 4 semanas para 90 contratados por ano, com nota média de 4,6 de 5 na avaliação.
  • Desempenho. Antes: Fazia avaliação de desempenho.
    Depois: Implantei o ciclo de avaliação em 12 áreas, com todas as metas cadastradas no sistema até o fim do primeiro trimestre.
  • Liderança. Antes: Elaborava planos de capacitação.
    Depois: Montei o plano de liderança para 35 gestores, com 80% de conclusão e três promoções internas no ano.
  • Clima. Antes: Aplicava o questionário de clima.
    Depois: Conduzi o questionário de clima com 900 respondentes e o plano de ação que subiu a participação de 62% para 88%.
  • Benefícios. Antes: Cuidava dos benefícios dos funcionários.
    Depois: Renegociei o plano de saúde de 400 vidas e reduzi o custo por colaborador em 11%, sem perda de cobertura.
  • Cargos e salários. Antes: Fazia análise de cargos e salários.
    Depois: Revisei a estrutura de 320 posições, com faixas por nível e alinhamento a dois benchmarks de mercado.
  • Turnover. Antes: Acompanhava o turnover da empresa.
    Depois: Reduzi o turnover voluntário de 6% para 3,5% ao mês em 8 meses com entrevista de desligamento e plano de carreira.
  • Desligamentos. Antes: Fazia os desligamentos.
    Depois: Conduzi 45 desligamentos com acordo revisado previamente pelo jurídico, sem ação trabalhista no ano.
  • Parceria com gestores. Antes: Apoiava as lideranças em questões de equipe.
    Depois: Atuei como parceiro de RH de 3 diretorias e levei o absenteísmo de 5,8% para 3,9% em um ano.

De onde tirar número em RH

  • Volume de processos: vagas fechadas por ano, currículos triados por vaga, entrevistas feitas.
  • Base atendida: colaboradores na folha, férias e afastamentos controlados, integrações por ano.
  • Tempo: dias para fechar uma vaga, prazo da admissão à primeira folha, duração do ciclo de avaliação.
  • Taxas que o sistema já mostra: turnover, absenteísmo, aprovação no período de experiência.
  • Custo: valor do plano de saúde por colaborador, custo médio por contratação, economia numa renegociação.
  • Participação: respondentes do questionário de clima, participantes de treinamento, nota de satisfação.

Se o sistema de folha ou a planilha de vagas guarda o histórico, o número está lá. Se não houver número, escreva o resultado em palavra concreta: “passou a fechar a folha no quinto dia útil” é mais honesto que uma porcentagem inventada, e o recrutador pode perguntar como foi medido na entrevista.

Quantos bullets por cargo de RH

Quatro ou cinco no cargo atual, três no anterior, um ou dois nos mais antigos. Em RH, agrupe por processo, não por dia: um bullet de recrutamento, um de folha, um de treinamento, um de clima. O LinkedIn aceita até 2.000 caracteres por cargo, mas quem lê no celular para nos primeiros bullets, então o número vai no começo de cada um.

Cargo de RH que mistura áreas

Muita gente de RH faz folha, recrutamento e treinamento no mesmo cargo, sobretudo em empresas menores. Não some as tarefas: escolha os três processos de maior volume e transforme cada um em bullet. Os outros entram numa frase do Sobre ou numa linha de competência. Quem veio de atendimento ou de vendas e hoje está em RH pode transformar o atendimento interno em bullet: “atendi 80 colaboradores por semana, com resposta no mesmo dia útil”, que é exatamente a competência que o cargo pede.

Erros comuns no perfil de RH

  • Só lista de tarefas.“Responsável por recrutamento, folha e benefícios” diz o que existe no cargo, não o que você fez.
  • Caso identificável. Demissão de uma pessoa, salário de um colega ou conflito de equipe não entram no perfil, nem sem nome.
  • Título interno.“Assistente de Gente e Cultura” só aparece na busca de quem digita esse termo. Se o cargo real é de RH, use o nome de mercado no título.
  • Clima sem contexto.“Índice de clima de 78%” sem o número de respondentes nem a comparação com o ano anterior não diz nada.
  • Sigla sem explicação. A sigla do sistema ajuda a busca, mas escreva o processo por extenso na primeira vez.

Pra montar o perfil inteiro

A fórmula do bullet está no guia geral de experiências. A headline e o Sobre do analista de RH estão no perfil de analista de RH, e as competências que o recrutador filtra estão em competências do LinkedIn para RH.


Seu bullet de RH, pronto pra colar

O pacote de perfil do AjustaLinkedIn reescreve as experiências de RH com o volume e o resultado que você informar, em bullets dentro de 2.000 caracteres por cargo, sem inventar número, e entrega junto a headline e as competências da área. A análise grátis mostra a nota atual das suas experiências e diz quantos bullets ainda não têm resultado. Se o seu currículo também precisa passar no filtro de vagas, a análise ATS grátis do AjustaCV mostra o que falta nele.


Perguntas frequentes

Qual título usar: RH ou Recursos Humanos?

O título do cargo deve ser o que a empresa usou no contrato ou na carteira. Na descrição, use as duas formas uma vez, porque a busca do recrutador aceita as duas. O filtro de cargo lê o título da experiência, então ele precisa estar escrito do jeito que o mercado procura.

Posso colocar o tamanho da empresa e o número de colaboradores?

Pode, e ajuda. Diga quantas pessoas você atendeu ou administrou (folha, férias, vagas), não o faturamento da empresa. O número de colaboradores da base mostra escala sem expor ninguém.

Posso citar demissões, salários ou conflitos que resolvi?

Não. Nem com nome trocado, porque em uma empresa pequena a pessoa se reconhece. Fale do processo e do volume: “conduzi 45 desligamentos com revisão jurídica prévia” diz o que você fez sem contar um caso.

Como mostrar recrutamento e departamento pessoal no mesmo cargo?

Escolha os três processos de maior volume e escreva um bullet para cada um. O processo menor entra numa frase no Sobre. Quem faz tudo sem separar fica com uma descrição que não diz o que é o cargo.

Certificação de RH entra na experiência?

Não entra na experiência. Certificação é um item próprio do perfil, e o LinkedIn tem uma seção para isso. Na experiência fica o trabalho feito; a formação e os cursos ficam na seção de formação e certificações.

Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?

O AjustaLinkedIn devolve headline, Sobre, experiências e competências prontos pra colar, com sua nota antes e depois.

AJUSTAR MEU LINKEDIN — R$9,90