Pra vaga no exterior, o perfil precisa de três ajustes: principal em inglês, cargo no nome do mercado de destino e localização que diz onde você pode trabalhar. Portugal, Estados Unidos e vaga remota internacional pedem o mesmo filtro com detalhes diferentes. O que muda em cada caso está abaixo.

Antes de mudar qualquer coisa: qual é o mercado?

Perfil pra vaga no exterior não é um perfil só. Portugal, EUA e remoto internacional têm idioma, cargo e regra de localização diferentes, e cada recrutador filtra por coisas distintas. Escolha o alvo principal antes de escrever. Se o alvo é de fora, o principal fica em inglês e o português vai pra versão secundária, como explica LinkedIn em inglês.

Portugal: língua da vaga e português europeu

Em Portugal, as vagas de tecnologia, finanças e empresas internacionais costumam ser em inglês. Outras pedem português europeu. Confira a língua das vagas que você quer antes de decidir o principal. O texto em português que sai do pacote é em português do Brasil, então, pro mercado português, revise os termos antes de publicar:

Português do BrasilPortuguês europeu
EquipeEquipa
CelularTelemóvel
CurrículoCV
ContadorContabilista certificado
GerenteGestor
SalárioVencimento
Carteira assinadaContrato de trabalho

Pra Portugal, a localização do perfil deve ser a cidade real, como Lisboa ou Porto. O recrutador local filtra pela cidade, e uma cidade brasileira não aparece nessa busca.

Inglês britânico ou americano: escolha um

Portugal e o Reino Unido usam o inglês britânico, com “organisation” e “programme”, e os EUA usam a grafia americana. Escolha uma delas, conforme o mercado que você mira, e use a mesma no perfil inteiro: headline, Sobre, experiências e competências. Mistura de grafias é um sinal de texto montado às pressas, e o recrutador percebe. Se você mira vagas em Portugal que pedem inglês, o britânico costuma ser o caminho mais natural; se mira empresas americanas, use o americano.

Estados Unidos: inglês americano, cargo e autorização

Pra vaga nos EUA, use a grafia americana (“optimize”, “center”) e os títulos que as vagas americanas usam, como os da tabela de cargos em inglês. O ponto que nenhum perfil resolve é a autorização de trabalho. Se você ainda não pode trabalhar no país, isso fica na sua estratégia, não no Sobre. Leia o requisito no texto de cada vaga antes de se candidatar, e confirme as regras no site oficial do governo americano ou com advogado de imigração.

Remoto internacional: país, fuso e a frase que responde

Vaga remota pra empresa de fora costuma ser filtrada por país de residência e por fuso. O recrutador busca o cargo junto com a palavra remoto e confere de onde você trabalha. Por isso o perfil precisa dizer a cidade real no campo de localização, e o fuso e a disponibilidade no Sobre, numa frase. A disponibilidade pra trabalho remoto também pode ir ao Open to Work, junto com os cargos que você aceita. O recurso muda com frequência, então confira no seu perfil como ele está hoje.

Três frases que respondem essa dúvida no Sobre:

  • “Based in São Paulo (UTC-3). Open to fully remote roles with teams in North America or Europe.”
  • “Based in Brazil, working with US Eastern time daily. Open to remote roles in B2B software.”
  • “Currently in Brazil. Open to relocation to Portugal, or to remote roles in tech.”

Currículo pro exterior tem outro formato

O perfil abre a porta, mas o recrutador de fora pede o currículo, e o formato muda: EUA, Europa e Brasil não batem em tamanho, em seções nem em foto. O caminho completo pra vaga remota internacional está em currículo pra vaga remota internacional. Pra reescrever o currículo pra cada vaga, o AjustaCV faz esse trabalho, e o perfil do LinkedIn cuida do que o recrutador lê antes de abrir o documento.

Portugal na prática: três cuidados

  1. Cidade real, nome local. Lisboa vira Lisbon no campo em inglês; Porto segue Porto. Use o mesmo nome no campo de localização e no Sobre.
  2. Nome oficial de empresa e instituição. Se a sua formação ou um empregador tem versão oficial em inglês, use essa versão. Um nome traduzido à mão cria uma entidade que o recrutador não encontra na busca.
  3. Residência e contratação não se resolvem no perfil. As regras mudam; confira no site oficial do governo português ou com um advogado antes de contar com a vaga.

Como manter a versão brasileira em dia

O perfil principal em inglês e a versão em português precisam contar os mesmos fatos. Não é tradução de um texto só: a versão em inglês é escrita pro leitor de fora, com as mesmas provas e, se fizer sentido, outra ordem. O cuidado prático é de manutenção, porque a versão secundária não se atualiza sozinha. Cada mudança de cargo ou de número entra nas duas.

  1. Escreva a mudança em português, com o fato completo.
  2. Passe pra versão em inglês no mesmo dia, com o cargo no título de mercado.
  3. Confira os números: eles precisam ser iguais nas duas versões.

Checklist: perfil pronto pra vaga de fora

  1. Idioma principal em inglês, se o alvo é fora. O português fica na versão secundária. Detalhes em LinkedIn em inglês.
  2. Headline com o título que as vagas de destino usam, em inglês, dentro de 220 caracteres. Modelos em headline do LinkedIn em inglês.
  3. Localização real no campo, com a cidade onde você está, e a frase de fuso e disponibilidade no Sobre.
  4. Competências no nome do mercado de destino, com as 15 prioritárias no topo. Lista por área em competências do LinkedIn em inglês.
  5. Open to Work configurado com os cargos e o tipo de trabalho que você aceita. Confira o recurso no seu perfil, porque ele muda.
  6. Experiências em inglês com bullets de resultado, com números que você consegue explicar numa conversa.

Perfil em inglês pronto pra vaga de fora

O pacote do AjustaLinkedIn sai em um dos seis idiomas disponíveis, escolhido no pedido. O texto é escrito direto no idioma, não traduzido, com os cargos no nome que o mercado usa. A análise grátis mostra a nota atual do seu perfil em cinco categorias, sem cadastro.


Perguntas frequentes

Preciso de inglês fluente pra vaga remota internacional?

Você precisa do inglês que a vaga pede, e o perfil é a primeira prova disso. Declare o nível que você sustenta numa entrevista. Um perfil bem escrito com nível honesto vale mais que um perfil fluente que a primeira chamada desmente.

Posso me candidatar a uma vaga nos EUA sem autorização de trabalho?

O perfil não resolve essa questão, e a regra de visto muda com frequência. Leia o requisito de autorização no texto da vaga e confirme no site oficial do governo americano ou com um advogado de imigração antes de contar com a vaga.

Vale colocar open to relocation no perfil?

Vale, se for verdade. Ajuda o recrutador a não descartar você por localização na primeira triagem. Diga a cidade atual e a disposição pra mudar, sem prometer data.

Perfil em inglês ajuda numa vaga de empresa em Portugal?

Ajuda quando a vaga é em inglês, o que é comum em tecnologia e em empresas internacionais instaladas no país. Se a vaga é em português europeu, o perfil principal precisa usar os termos de lá.

Vale a pena ter o perfil em inglês se eu não pretendo me mudar?

Vale se você trabalha com empresas de fora ou com times remotos internacionais, porque o recrutador dessas vagas não lê português. Se o seu mercado é só brasileiro, o perfil principal em português continua sendo o que mais importa, e o inglês fica como versão secundária.

Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?

O AjustaLinkedIn devolve headline, Sobre, experiências e competências prontos pra colar, com sua nota antes e depois.

AJUSTAR MEU LINKEDIN — R$9,90