Na indústria, o filtro começa pelo método, pela norma e pelo equipamento: Lean, 5S, TPM, PCP, NR-12 e CLP. O LinkedIn aceita até 100 competências. A recomendação é chegar a 50, com as 15 prioritárias no topo e três em destaque escolhidas pelo cargo que você quer, de supervisor de produção a analista de qualidade.
Como o recrutador da indústria filtra competências
Quem contrata na indústria digita o método e a norma que a vaga pede: “Lean”, “NR-12”, “PCP”, “CLP”. A busca mostra quem cadastrou essas palavras na seção de competências. A experiência descrita com detalhe também conta para a leitura humana, mas não entra no primeiro filtro. Quem tem a habilidade e não a cadastra fica fora da busca que mais importa para ela.
Indústria não é um setor só. Manutenção pesa em ativos, confiabilidade e norma de máquina. Produção pesa em planejamento, takt e indicador. Qualidade pesa em estatística e normas de sistema de gestão. A lista precisa escolher um centro. A regra geral de ferramenta e método antes de comportamental está no guia geral de competências do LinkedIn, e ela vale aqui com o vocabulário da fábrica.
As 50 competências de indústria, em ordem
A ordem começa pelo que o recrutador confere na entrevista técnica: método de melhoria, equipamento e norma. As 15 primeiras aparecem na maioria das vagas de produção, manutenção e qualidade. As 35 seguintes completam a lista com planejamento, automação, dimensionamento e ferramentas de gestão.
As 15 prioritárias
- Lean manufacturing
- 5S
- TPM (manutenção produtiva total)
- Planejamento e controle da produção (PCP)
- OEE (eficiência global de equipamentos)
- Six Sigma
- Kaizen
- Manutenção preventiva
- NR-12 (segurança em máquinas e equipamentos)
- NR-10 (instalações elétricas)
- CLP (controlador lógico programável)
- Controle estatístico de processo (CEP)
- Análise de causa raiz
- Gestão da qualidade (ISO 9001)
- SAP PP (planejamento da produção)
As 35 complementares
- Manutenção preditiva
- Manutenção autônoma
- Análise de falhas (FMEA)
- Kanban
- Takt time
- Mapeamento de fluxo de valor
- Balanceamento de linha
- Layout de fábrica
- Estudo de tempos e movimentos
- Gestão de estoques
- MRP (planejamento de necessidades de materiais)
- Compras industriais
- Ergonomia (NR-17)
- NR-35 (trabalho em altura)
- Metrologia
- Desenho técnico
- Soldagem
- Usinagem
- Automação industrial
- Instrumentação industrial
- Pneumática
- Hidráulica
- Inspeção de qualidade
- Indicadores de produção (KPI)
- Excel avançado
- Power BI
- Planejamento de capacidade
- Gestão de equipes de produção
- Logística interna
- Gestão de energia
- Lubrificação industrial
- SAP PM (manutenção)
- Inglês técnico
- Gestão de projetos industriais
- Gestão à vista (visual management)
Quais 3 fixar em destaque, por cargo
O destaque aparece no card do perfil, antes de qualquer clique. Ele responde “qual é a sua função na fábrica”, então segue o cargo, não a lista inteira. As três sugeridas são um ponto de partida: compare com as vagas que você lê e troque a que não aparece nelas.
| Cargo | 3 em destaque |
|---|---|
| Supervisor(a) de produção | Lean manufacturing · Planejamento e controle da produção (PCP) · 5S |
| Técnico(a) de manutenção | Manutenção preventiva · TPM (manutenção produtiva total) · NR-12 (segurança em máquinas e equipamentos) |
| Analista de qualidade | Six Sigma · Controle estatístico de processo (CEP) · Gestão da qualidade (ISO 9001) |
Erros comuns no perfil de indústria
- Abrir a seção com “Proatividade” e “Trabalho em equipe”. A busca da indústria filtra por método e norma; o adjetivo vem depois, na descrição da experiência.
- Cadastrar Kaizen e Lean sem dizer em qual linha ou processo você aplicou. Quem fez a melhoria numa célula de usinagem tem uma história que o recrutador consegue checar.
- Listar NR-10 ou NR-12 sem o treinamento em dia. Na admissão, a data do certificado é uma das primeiras perguntas, e a dúvida derruba a candidatura.
- Confundir manutenção preventiva com preditiva. Uma segue agenda, a outra depende de análise de sinal, como vibração. O recrutador de manutenção percebe a diferença na primeira pergunta.
- Cadastrar TPM porque leu um resumo. Quem conhece TPM sabe citar os pilares e as perdas que atacou; quem não conhece, não consegue sustentar a palavra.
Headline e experiência para acompanhar a lista
A headline de indústria perde o leitor quando vira um título sem contexto. A conta é cargo, setor e uma prova. Exemplo ilustrativo, troque pelos seus números: “Supervisor de Produção | Lean manufacturing em linha de montagem | Redução de 9 para 4 paradas por turno em 6 meses (ilustrativo)”. Cabe nos 220 caracteres e leva a palavra da busca para o primeiro olhar.
Na experiência, cada planta, linha ou equipamento vira um bullet com o que você fez e o que mudou. “Apliquei 5S” não diz nada. “Organizei 3 células de usinagem com 5S e reduzi em 40 minutos o tempo de troca de ferramenta (dado ilustrativo)” dá ao recrutador algo para perguntar. Use o guia de descrição de experiência para montar cada bullet.
Como montar a lista sem inventar
- Abra quatro vagas do cargo que você quer e copie só as competências dos requisitos que você domina de fato.
- Liste os equipamentos, softwares e normas que você usou no trabalho real, com a versão quando ela importa.
- Coloque as normas com treinamento em dia. Se o certificado venceu, renove antes de cadastrar.
- Inclua os métodos de melhoria que você aplicou com meta e resultado, como Kaizen, FMEA ou CEP.
- Complete a lista com o que você sustentaria numa conversa com o gerente de fábrica, e corte o resto.
Se a conta não fecha em 50, não complete com qualquer palavra. Uma lista de 38 competências que você sustenta pesa mais que 50 com metade sem prova. A validação de competência também não substitui o que você fez: ela confirma a palavra, não a profundidade.
Como a lista muda no começo da carreira
Quem está entrando na indústria como técnico, estagiário ou aprendiz tem menos experiência para listar, e a tentação é encher a lista com cursos. O caminho melhor é o oposto: cadastrar as normas com treinamento concluído, os softwares de aula que você usou em projeto e os métodos que viu aplicados. Se você está nessa fase, o guia de headline para estágio mostra como a headline acompanha essa lista sem parecer maior do que é.
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Perguntas frequentes
Quantas competências de indústria devo cadastrar no LinkedIn?
O LinkedIn aceita até 100 competências, e a recomendação é chegar a 50, com as 15 prioritárias no topo da seção. Na indústria, a lista precisa dizer o setor: manutenção de usina e linha de montagem de autopeças pedem ferramentas diferentes. Passar de 50 só faz sentido se você atua em duas áreas e sustenta as duas na entrevista.
NR-10 e NR-12 entram na lista se eu não sou técnico de segurança?
Entram se você opera, projeta, mantém ou supervisiona equipamento que segue a norma, e se o treinamento exigido está em dia. A norma é um requisito legal que o recrutador de indústria confere na admissão. Não cadastre uma norma só porque leu sobre ela: a primeira pergunta costuma ser sobre o treinamento e sobre onde você aplicou.
Lean e Six Sigma valem se eu nunca fui green belt?
Valem como método que você aplicou, não como certificação. Se você nunca conduziu uma melhoria com meta, prazo e resultado medido, cadastre Lean ou 5S e descreva a ação na experiência. Cadastrar Six Sigma sem projeto leva a uma entrevista em que a conversa para no primeiro número que você não sabe explicar.
Preciso listar o modelo do CLP que eu programo?
Cite o fabricante ou a família só se a vaga citar esse nome. Caso contrário, use a competência geral, CLP (controlador lógico programável), e coloque o modelo na descrição da experiência. Assim a palavra bate com a busca e o detalhe fica para a conversa técnica, onde ele pesa mais.
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