Trabalho fora do Brasil entra no LinkedIn como qualquer experiência: cargo real, empresa, cidade e país, período e o que você fez de fato. Se o cargo ficou abaixo da sua formação, não troque o título por um maior. Destaque a parte do trabalho que serve para a vaga no Brasil.

O que conta como experiência no exterior

Qualquer trabalho com rotina, entrega e alguém que confirme o que você fazia pode entrar no histórico. Isso inclui vagas formais, estágios e trabalhos informais que tiveram começo, meio e fim. O critério não é o tamanho da empresa nem o prestígio do cargo, e sim se você consegue explicar o que fez com clareza numa entrevista.

  • Emprego formal no exterior, com contrato, rotina e chefe direto, mesmo que o cargo tenha sido simples.
  • Estágio ou programa de formação, com tarefas reais e supervisão de alguém da área.
  • Trabalho informal com rotina e entrega, como atendimento, cuidados ou serviços para uma clientela fixa.
  • Freelance ou prestação de serviço recorrente, com clientes que você consegue citar pelo tipo de empresa.

O que muda no exterior é a forma de provar. Se o contrato não estiver mais com você, o recibo, a conversa com um ex-chefe ou um perfil de LinkedIn da própria empresa servem como ponto de partida para lembrar datas e funções. O guia de trabalho informal no LinkedIn trata do mesmo cuidado com o período sem registro formal.

Como preencher título, local e idioma

Cada campo da experiência responde a uma pergunta do recrutador. O cargo diz o que você fazia, a empresa diz onde, o local diz em que país, e o idioma diz em que língua o trabalho acontecia. A tabela mostra como preencher cada um.

CampoComo preencherExemplo
CargoO título que você exercia, como aparece no contrato ou no recibo de pagamentoAuxiliar de cozinha
EmpresaO nome oficial, sem tradução, com uma frase sobre o que ela faz se for pouco conhecidaRestaurante Porto Azul, Lisboa
LocalCidade e país, para o recrutador entender que a experiência foi foraLisboa, Portugal
Idioma de trabalhoEscreva na descrição em que língua você atendia, escrevia e negociavaAtendimento e reservas em português e inglês
PeríodoMês e ano de início e de fim, sem deixar lacuna que o recrutador tenha de adivinharMar. 2021 a Dez. 2022

Se você não sabe como transformar as tarefas em bullets com resultado, o guia de como descrever experiências no LinkedIn tem a estrutura que serve para qualquer área, inclusive para um trabalho fora.

Subemprego fora: o que mostrar e o que deixar de fora

Muita gente trabalhou abaixo da formação no exterior, porque o visto, o idioma ou a falta de reconhecimento de diploma limitou as opções. Não há vergonha nisso, e o perfil não precisa esconder o período. O que ele precisa é ser coerente: o cargo que aparece deve ser o que você exercia, e a parte que você destaca deve ser a que serve para a vaga que você busca agora.

  • Mostre o cargo real e a rotina real. A descrição pode ser curta, desde que seja verdadeira.
  • Escreva a formação na seção própria, com curso e instituição. Ela continua existindo mesmo que o trabalho não a use.
  • Destaque uma ou duas tarefas que servem para a vaga, como controle, atendimento em outro idioma ou organização de equipe.
  • Não use a palavra “gerente” ou “coordenador” para um cargo que não tinha essa responsabilidade. A entrevista descobre na primeira pergunta.

Se o período foi longo e a sua área mudou por causa dele, a headline pode dizer para onde você vai, e a experiência explica de onde você veio. O guia de LinkedIn para vaga no exterior trata do caso inverso, quando a vaga é que fica fora.

Exemplo: auxiliar de cozinha que virou atendente bilíngue (ilustrativo)

Uma pessoa com formação em administração trabalhou dois anos como auxiliar de cozinha num restaurante em Lisboa, porque a revalidação do diploma não saiu a tempo (ilustrativo). Quando voltou ao Brasil, quis trabalhar em atendimento e operações de um hotel. O histórico ganhou o cargo real e uma descrição que mostrava o que ela fazia além da cozinha: reservas em dois idiomas e controle de estoque semanal.

Auxiliar de cozinha | Restaurante Porto Azul, Lisboa, Portugal | Mar. 2021 a Dez. 2022. Controle de estoque semanal e reservas por telefone e e-mail, em português e inglês (ilustrativo).

A headline ficou voltada para a área de destino, e a experiência continuou honesta sobre o cargo. Na entrevista, a pergunta sobre a mudança de área tinha resposta direta, e a candidata não precisou explicar um título que não existia.

Idioma e o mercado brasileiro: o que destacar

Vagas no Brasil leem a experiência no exterior com uma pergunta simples: essa pessoa consegue trabalhar aqui, em português, com a equipe e os clientes daqui? Por isso o idioma do trabalho estrangeiro deve aparecer como prova de atividade, e não como enfeite. Um atendimento em outro idioma, uma negociação com fornecedor estrangeiro ou a rotina com uma equipe internacional valem mais do que a palavra fluente sozinha.

O guia de idiomas no LinkedIn explica os níveis e como não exagerar. Se a vaga pede currículo anexado, a mesma experiência precisa estar lá, no mesmo formato, e o AjustaCV confere o currículo contra a descrição da vaga antes do envio.

Checklist antes de publicar a experiência

  1. Confira se o cargo e as datas batem com o contrato, a carteira de trabalho do país ou o recibo que você guardou.
  2. Use o nome oficial da empresa e acrescente uma frase sobre a atividade, se ela for desconhecida no Brasil.
  3. Escreva a experiência em português, com os termos que a vaga brasileira usa, e mantenha o nome do cargo original entre parênteses se ajudar.
  4. Declare o idioma com um nível que você consegue demonstrar numa entrevista.
  5. Reveja o Sobre e a headline para que a experiência no exterior apareça como ponto de força, sem ocupar o primeiro parágrafo inteiro.

Pra fechar: a experiência no exterior no perfil do Brasil

Se o seu perfil ainda trata o período fora como um buraco, o pacote do AjustaLinkedIn escreve headline, Sobre, experiências em bullets com resultado e 50 competências, por R$ 9,90, em pagamento único. Você cola cada campo no seu perfil em uns dez minutos. A análise grátis mostra a nota atual em cinco categorias, sem cadastro, e diz o que melhorar primeiro.


Perguntas frequentes

Trabalho fora precisa aparecer no perfil se eu voltei ao Brasil?

Se ele fez parte da sua trajetória, sim. Um período de trabalho no exterior explica uma mudança de área, uma lacuna no histórico e mostra idioma e adaptação. Se foi muito curto e não tem relação com a vaga, você pode deixá-lo de fora, desde que as datas que ficaram no perfil continuem fazendo sentido.

Posso colocar a empresa estrangeira com nome em português?

Use o nome oficial da empresa, como ele aparece no contrato, no site ou na carteira de trabalho do país. Não traduza o nome nem invente uma versão em português. Se a empresa é pouco conhecida no Brasil, acrescente uma frase na descrição da experiência dizendo o que ela faz.

Como mostrar um cargo que ficou abaixo da minha formação?

Coloque o cargo real que você exercia. Trocar por um título de especialista para encaixar no mercado é o tipo de ajuste que a entrevista desfaz em uma pergunta. Na descrição, destaque as tarefas que usam a sua formação ou as competências que você quer levar para a vaga no Brasil, como atendimento em outro idioma ou controle de estoque.

Trabalhar em outro idioma conta como competência?

Conta, mas precisa de nível. Coloque o idioma na seção de idiomas com o nível que você consegue demonstrar numa conversa ou num teste. Uma frase na experiência, como atendimento diário em inglês, ajuda a provar o nível declarado, mas não substitui a declaração.

Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?

O AjustaLinkedIn devolve headline, Sobre, experiências e competências prontos pra colar, com sua nota antes e depois.

AJUSTAR MEU LINKEDIN — R$9,90