O perfil de estudante de design se destaca quando mostra o processo de um projeto, e não só a imagem final. Escolha a área na headline, UX, gráfico ou produto, aponte para um portfólio com três a cinco casos e escreva em cada um o problema, a decisão e o que mudou depois.

Por que a imagem final não basta

Quem contrata designer olha a imagem primeiro e o processo em seguida. A imagem chama a atenção; o processo mostra se você pensa antes de desenhar. Em uma entrevista, a pergunta quase sempre é sobre uma decisão: por que aquele fluxo, por que aquela cor, por que descartou a outra opção. Se o perfil não responde a isso, a conversa começa do zero.

Por isso o perfil tem que trazer o caminho e não só o resultado. Um caso bem escrito com quatro imagens convence mais que doze imagens sem texto. Veja o formato do arquivo em portfólio em PDF no LinkedIn, que vale também para quem usa site.

Área na headline: UX, gráfico ou produto

A área é a primeira palavra que o recrutador procura. Escolha a que os seus casos provam, e não a que você gostaria de ter. A tabela mostra o sinal de cada área e um modelo de headline ilustrativo.

ÁreaSinal no portfólioHeadline de exemplo (ilustrativa)
UXPesquisa com usuário, fluxo, protótipo e teste de usoEstudante de Design | UX e Pesquisa com Usuários | Protótipos e testes de fluxo em três projetos
GráficoIdentidade visual, editorial, cartaz e peça para mídia impressa e digitalEstudante de Design | Identidade Visual e Design Editorial | Sistemas de marca e peças para campanhas de disciplina
ProdutoObjeto, embalagem, serviço ou experiência com etapas de fabricação ou de usoEstudante de Design | Design de Produto e Prototipagem | Modelos físicos e estudo de materiais em projetos acadêmicos

Uma headline com duas áreas é possível, mas o portfólio precisa sustentar as duas. Sem casos para as duas, use uma área. Para o cargo de quem já trabalha na área, o modelo está em perfil do LinkedIn para designer UX/UI, e a headline do mesmo cargo em headline do LinkedIn para designer UX/UI.

Portfólio com processo: a estrutura de cada caso

Cada caso segue a mesma ordem, para que o recrutador compare um com o outro sem esforço. Esta é a estrutura de um caso de três a cinco parágrafos curtos, com as imagens entre eles.

  1. O problema, em duas frases, com quem sofre com ele e por quê.
  2. A pesquisa feita: entrevista, observação ou análise de concorrentes, com o número de pessoas ouvidas.
  3. As decisões, com a alternativa descartada e o motivo da escolha.
  4. A entrega final, em imagem, com a tela, a peça ou o objeto em contexto.
  5. O que mudou depois do teste, ou o que você faria na próxima versão.

Se um dos itens não existe no seu caso, diga isso. Um caso sem teste ainda é um caso, desde que você saiba o que faria a seguir. Um caso sem pesquisa precisa de uma nota honesta sobre o que faltou.

Behance ou site próprio: como usar cada um

Behance é uma plataforma de portfólio em que designers publicam casos com imagens e texto. É uma boa vitrine para quem está começando, porque o recrutador da área conhece o formato. Um site próprio pede mais trabalho, mas permite ordenar os casos como quiser e colocar o texto do processo em destaque. Se você tem os dois, o perfil linka o site, e o site linka o Behance para as imagens em alta. Não deixe um caso em um lugar e outro caso diferente no outro, porque o recrutador vai procurar o que falta.

Estágio e projeto acadêmico: bullets de modelo (ilustrativos)

Projeto acadêmico entra na seção de projetos ou na experiência, quando houve um papel e uma entrega. Os bullets abaixo são ilustrativos. Cada um diz o método, a sua parte e o resultado mensurável quando ele existe.

  • Conduzi seis entrevistas com estudantes sobre a matrícula em disciplinas, e o fluxo de cadastro foi reduzido de 7 para 4 telas no protótipo.
  • Criei o sistema visual de uma feira de bairro para o trabalho de disciplina, com logo, paleta e três aplicações em peças impressas.
  • Testei o protótipo com oito pessoas e revisei o rótulo de uma embalagem depois de três rodadas, com o ajuste de leitura registrado no relatório.

Para escrever uma experiência com pouca rotina, veja experiência em design no LinkedIn, que trata de projetos e freelas com o mesmo cuidado.

Sobre de estudante de design: um exemplo (ilustrativo)

O texto a seguir é de uma estudante fictícia, em UX. Os detalhes são ilustrativos. A ideia é mostrar a voz do Sobre, não copiar as frases.

Projeto produtos digitais para estudantes. Faço a pesquisa com quem vai usar, desenho o fluxo e testo o protótipo antes de pensar na tela final.

Meu método começa na conversa: entrevisto cinco ou seis pessoas antes de desenhar qualquer tela. Num projeto de matrícula, a pesquisa cortou o cadastro de sete telas para quatro (ilustrativo). Tenho três casos com processo completo no portfólio.

Busco estágio em UX em empresa de produto digital ou em agência. Aberta a conversar sobre pesquisa e prototipação.

Competências que a busca de design filtra

Design · Design de Interação · Experiência do Usuário · Pesquisa com Usuários · Prototipação · Figma · Design Gráfico · Identidade Visual · Design Editorial · Design de Produto · Testes de Usabilidade · Arquitetura de Informação · Adobe Illustrator · Adobe Photoshop · Design Thinking

As três em destaque são a área escolhida, a ferramenta principal e o método, como pesquisa com usuários ou testes de usabilidade. Complete até 50 com as ferramentas e as etapas que aparecem nos seus casos. A lista de design, com as competências por área, está em competências do LinkedIn para design.

Erros comuns no perfil de estudante de design

  • Só imagem. Um portfólio de peças bonitas sem o processo deixa a recrutadora sem saber o que você decidiu.
  • Área indefinida. Design na headline, sem UX, gráfico ou produto, faz o perfil aparecer em buscas que não são suas.
  • Caso sem o seu papel. Projeto de grupo sem a sua parte destacada leva a perguntas na entrevista que você não consegue responder.
  • Ferramenta na lista sem caso. Figma ou Illustrator sem um arquivo por trás do que você escreveu não convence ninguém.

Checklist antes de publicar

Os menus do LinkedIn mudam entre o aplicativo e o computador. Confira os itens abaixo no seu perfil, do jeito que aparece para quem não é seu amigo.

  1. Headline com a área, uma ferramenta e uma prova, dentro de 220 caracteres.
  2. Três a cinco casos no portfólio, cada um com problema, decisão e entrega.
  3. Link do portfólio no perfil, funcionando em celular.
  4. Experiência ou projeto com o seu papel escrito, sem atribuir o trabalho do grupo a você.
  5. Até 50 competências, com as três da área no topo.

Feche com o pacote ou com a análise grátis

A análise grátis dá a nota do perfil em cinco categorias, com regras fixas e sem IA. Ela aceita o PDF do perfil ou o currículo, e não exige cadastro. Se quer o texto pronto para as headlines, o Sobre e as experiências, o pacote do AjustaLinkedIn custa R$ 9,90, em pagamento único, sem assinatura. Você cola cada campo no seu perfil, em uns dez minutos, e vê a nota antes e depois.

Para a versão em que a área já está definida, veja o guia do perfil de designer e as experiências de design que já estão no site.


Perguntas frequentes

Estudante de design precisa de Behance ou de site próprio?

Os dois funcionam, e a escolha depende do que você tem para mostrar. Behance é rápido para publicar casos com imagens e é conhecido na área. Um site próprio dá controle sobre a ordem e o texto de cada projeto. Escolha um, linke no perfil e mantenha o mesmo caso com o mesmo título nos dois lugares, para o recrutador não se perder.

Qual área de design colocar na headline se ainda não sei?

Olhe para os casos que você já tem. Se a maior parte é de tela, fluxo e pesquisa com usuário, a área é UX. Se é identidade visual, cartaz e peça impressa, é design gráfico. Se é um objeto, uma embalagem ou um serviço com etapas de fabricação, é design de produto. Use a área que você consegue provar com dois ou três casos.

Preciso de um caso real de cliente para o portfólio?

Não. Projeto acadêmico, projeto pessoal e redesenho de um produto existente servem, desde que você diga que é um exercício. O que a recrutadora quer ver é o processo: o problema, a pesquisa, a decisão e o que mudou. Um caso fictício bem escrito pesa mais que um caso real que aparece só como imagem final.

Quanto do portfólio deve ser processo e quanto deve ser imagem final?

Em cada caso, a proporção deve favorecer o processo. Uma imagem final bonita abre a leitura, mas o que decide a entrevista é a sequência de decisões: por que escolheu aquele fluxo, o que testou e o que descartou. Se precisar cortar, corte imagem antes de cortar a explicação de uma decisão.

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