Um perfil de designer é, antes de tudo, um portfólio com entrada. O recrutador clica no link, vê dois ou três casos com processo e decide se a conversa continua. Por isso a headline diz a área e a prova, e o link fica no topo do perfil.

O que o recrutador de design procura

A busca por designer junta cargos parecidos: UX Designer, UI Designer, Product Designer, Designer Gráfico. O recrutador digita a área, depois filtra por ferramenta (Figma, Adobe Illustrator) e por tipo de produto (app, site, marca). O perfil que aparece tem a área na headline e as ferramentas nas competências.

Na área, o texto costuma ser o ponto fraco. “Apaixonado por design” não diz qual problema você resolveu. O que o recrutador quer ler é o caminho entre o problema e a tela: o que você testou, o que mudou e o que aconteceu depois.

Headline: 3 variações

Números ilustrativos, use os seus.

  • Produto digital: Product Designer | UX e UI para apps financeiros | Onboarding de 41% para 63% de conclusão
  • Design gráfico: Designer Gráfico | Identidade visual e embalagens | 30 marcas atendidas em quatro anos
  • Júnior de interface: UX/UI Designer Júnior | Figma e design system | Protótipos validados com 12 usuários em dois ciclos

Fórmula da casa: cargo com nome de mercado, área, prova. Mais exemplos em headline do LinkedIn: 30 exemplos.

Sobre: 1 exemplo completo

Estrutura: que problema você resolve, como trabalha, prova com número, o que busca. Números ilustrativos.

Desenho produtos digitais para quem precisa resolver algo com pressa: abrir conta, pagar, agendar. Sou product designer há cinco anos, três deles em apps de finanças, na Empresa X. Parto de entrevistas com usuários e de dados de funil, não de referências visuais. Em 2025, redesenhei o onboarding de abertura de conta, que saiu de 41% para 63% de conclusão em um trimestre.

Trabalho no Figma, mantenho um design system com 80 componentes documentados e reviso contraste e acessibilidade seguindo as diretrizes WCAG em cada formulário. Gosto de trabalhar perto de produto e de engenharia desde a hipótese até a entrega.

Busco vaga de product designer pleno ou sênior em produto digital. Se o seu problema é um fluxo que perde gente no caminho, me chame.

Mais exemplos em Sobre do LinkedIn: 12 exemplos.

Portfólio: o caso que decide

O link do portfólio vai no topo do perfil, e onde o LinkedIn aceita mídia e links muda com frequência, então confira no seu perfil antes. Cada caso segue quatro passos: problema, processo, decisão e resultado. Dois ou três casos bem contados valem mais que dez telas soltas.

  • Onboarding de conta. Problema: muitos usuários desistiam no envio de documento. Processo: doze testes com usuários e três versões de fluxo. Resultado ilustrativo: conclusão de 41% para 63%.
  • Identidade de marca regional. Problema: três logos diferentes na mesma rede de lojas. Processo: workshop com a diretoria e manual de 40 páginas. Resultado: aprovação na primeira rodada em 80% das peças.
  • Design system. Problema: telas feitas do zero em cada projeto. Processo: 80 componentes com documentação. Resultado ilustrativo: 30% menos tempo por tela nova.

Experiência: 6 bullets de modelo

Verbo no passado, o que fez, resultado com número. Números ilustrativos.

  • Redesenhei o onboarding de abertura de conta, de 41% para 63% de conclusão em um trimestre, após 12 testes de usabilidade com usuários reais.
  • Mantive um design system com 80 componentes no Figma, o que reduziu em 30% o tempo para entregar telas novas.
  • Conduzi entrevistas com 30 clientes sobre pagamento e transferência, o que gerou três iterações do fluxo de Pix.
  • Revisei contraste e acessibilidade dos formulários conforme WCAG, com correções em 18 telas.
  • Criei protótipos de alta fidelidade pra validação com a engenharia antes do desenvolvimento, reduzindo o retrabalho no handoff.
  • Apresentei as decisões de design em revisões quinzenais com produto e negócios, com a métrica de cada tela no slide.

Pra design gráfico, troque a métrica de conversão por entrega: identidade criada, peças por mês, marcas atendidas, aprovação na primeira rodada. Se o currículo precisa acompanhar o perfil, o AjustaCV tem o montar currículo com modelos pensados pra leitura automática. Como escrever cada bullet: como descrever experiência no LinkedIn.

As 15 competências que o filtro usa

UX Design · UI Design · Figma · Design System · Prototipagem · Testes de Usabilidade · Entrevistas com Usuários · Arquitetura de Informação · Design de Interação · Acessibilidade · Design Thinking · Wireframe · Design Responsivo · Identidade Visual · Design Gráfico

As três em destaque: UX Design, Figma e Prototipagem. Para design gráfico, troque por Identidade Visual, Tipografia e a ferramenta de arte-final que você usa. Complete até 50 com as ferramentas da vaga alvo, métodos (Jobs To Be Done, Double Diamond) e áreas vizinhas (Branding, Motion Design). Guia em competências do LinkedIn.

Como montar o portfólio em duas horas

Escolha os três casos que mais mostram o seu jeito de decidir, não os mais bonitos. Para cada um, escreva em cinco linhas: o problema, a hipótese, o que foi testado, a decisão e o resultado. Se o caso tem dados confidenciais, troque a marca por uma descrição (“rede de varejo com 200 lojas”) e exporte as telas em baixa resolução. Depois, suba tudo num link que abre sem login e teste o link numa aba anônima antes de colocar no perfil.

Erros comuns no perfil de designer

  • Portfólio com login ou só telas finais. Sem processo, o recrutador não sabe se você decidiu ou só desenhou.
  • Headline com “Designer” e nada depois. Aparece na busca, mas não diz o que você resolve.
  • Lista de softwares no Sobre. Photoshop, Illustrator, Figma e XD no texto não contam um caso.
  • Cargo de UX com experiência de gráfico, sem explicação. O recrutador não sabe em qual dos dois você se encaixa.
  • Projeto em grupo sem papel definido. Escreva o que foi seu: a leitura dos usuários, a tela, a decisão.

Antes e depois de um bullet de caso

Números ilustrativos. Em design, o bullet bom diz o que mudou no produto, não o que você desenhou.

  • Antes: Fazia telas no Figma para o time.
    Depois: Redesenhei o onboarding de conta, de 41% para 63% de conclusão, com 12 testes de usabilidade.
  • Antes: Criava identidades visuais.
    Depois: Criei a identidade de uma rede de quatro lojas, com manual de 40 páginas e aprovação na primeira rodada em 80% das peças.
  • Antes: Cuidava do design system.
    Depois: Mantive 80 componentes documentados, o que reduziu em 30% o tempo para entregar telas novas.

Escreva o caso no tempo verbal da decisão. “Decidi testar três fluxos e fiquei com o de menos campos” diz mais do que “trabalhei em fluxos de cadastro”.

Certificações: o que vale citar

Não há registro de conselho para a área. Vale citar o Google UX Design Professional Certificate, oferecido na Coursera, e cursos de UX e de design system de escolas reconhecidas. Para design gráfico, cursos de tipografia e de identidade visual. Confira o nome, o emissor e o ano no site oficial. Certificado de software é sinal fraco; a prova que pesa é o portfólio.

Mede e reescreve

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Perguntas frequentes

UX, UI ou Product Designer na headline?

O nome que as vagas do seu alvo usam. "Product Designer" é o termo de produto digital e costuma englobar UX e UI. "UX/UI Designer" aparece mais em agências e em vagas de interface. Se você faz as duas coisas, "Product Designer | UX e UI" cobre os dois filtros.

Designer gráfico e UX no mesmo perfil atrapalham?

Atrapalham se o perfil não explica a diferença. Escolha o cargo que você quer agora e deixe o outro como competência ou como um projeto específico. Dois cargos na headline, sem contexto, leva o recrutador a não saber em qual lugar te encaixar.

O que colocar no portfólio se os projetos são confidenciais?

Mostre o processo sem a marca: problema, hipótese, teste, decisão e resultado, com as telas em baixa resolução ou com nomes trocados. Um caso bem contado com a marca oculta convence mais do que uma pasta de telas finais. Confira com o empregador anterior o que pode ser exibido.

Certificado do Figma ou do Adobe ajuda?

Ajuda pouco. Certificado de ferramenta mostra que você sabe o software, e o recrutador presume isso pelo portfólio. O que pesa mais é um curso de UX reconhecido ou uma certificação de acessibilidade e de design system, quando forem da vaga. Confira o nome e o emissor no site oficial.

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