Perfil do LinkedIn pra médico precisa responder duas perguntas em dois segundos: qual a especialidade e em que tipo de serviço você atua. A especialidade vai na headline, junto do cargo e do contexto de atendimento. O CRM ativo entra nas licenças, onde o recrutador de saúde confere. O resto é prova: volume de atendimento, protocolo, gestão.

Headline: 3 variações

Nomes e números ilustrativos. Use os seus.

  • Clínica e urgência: Médico Clínico Geral | Pronto-socorro e atenção básica | 6 anos em hospital de referência e UBS
  • Especialista: Cardiologista | Ecocardiografia e hipertensão | Consultório e hospital, 9 anos de prática
  • Saúde ocupacional: Médico do Trabalho | PCMSO e NR-7 em indústria | Gestão de exames de 2 mil colaboradores

Fórmula: especialidade ou área clínica, tipo de serviço, prova. Se a sua especialidade não aparece nas variações, o raciocínio é o mesmo. Mais exemplos em Sobre do LinkedIn: 12 exemplos pra quem quer comparar o texto de apresentação.

Sobre: 1 exemplo completo

Exemplo ilustrativo, em primeira pessoa:

Sou médico clínico geral há seis anos, com atuação em pronto-socorro de hospital de referência e em duas unidades básicas de saúde. Atendo adultos em urgência e acompanho pacientes crônicos, com foco em hipertensão e diabetes.

O que faz diferença na minha rotina é o acompanhamento depois da alta: contato com o paciente em 48 horas e revisão do protocolo junto com a equipe de enfermagem. Uso prontuário eletrônico no dia a dia e participo da comissão de qualidade do serviço.

Busco vaga de clínica em hospital ou operadora de saúde, com plantões e chance de liderar escala. Se você monta um time assistencial, me chame.

Estrutura: quem é, onde atua, o que faz de diferente, o que busca. Sem nome de paciente, sem caso clínico descrito.

Experiência: 6 bullets de modelo

Números ilustrativos. Use os seus, sempre agregados e sem nenhum dado que identifique paciente.

  • Atendi cerca de 40 pacientes por plantão em pronto-socorro, com classificação de risco em menos de 10 minutos na média do turno.
  • Reduzi o retorno em 30 dias de pacientes com hipertensão de 22% pra 11%, com busca ativa e consulta de seguimento.
  • Estruturei o protocolo de dor torácica adotado pelas 3 unidades do grupo, aplicado em todas as admissões do setor.
  • Coordenei uma escala de 8 médicos e zerei as pendências de prontuário no fechamento mensal por 6 meses seguidos.
  • Conduzi cerca de 240 exames admissionais e periódicos por ano numa indústria de 1.200 colaboradores, com PCMSO cumprido em 100% das datas.
  • Treinei 12 residentes em raciocínio clínico e anamnese, com avaliação positiva na maioria das rodadas de ensino.

15 competências prioritárias

Clínica Médica · Pronto-Socorro · Atendimento de Urgência · Medicina de Família e Comunidade · Atenção Primária · Gestão de Equipe Médica · Prontuário Eletrônico · Protocolos Clínicos · Auditoria Médica · Telemedicina · Medicina do Trabalho · PCMSO · Segurança do Paciente · Acreditação Hospitalar (ONA) · Ensino Médico

As 3 em destaque: a especialidade, o tipo de atendimento e a competência de gestão que a vaga pede. Complete até 50 com procedimentos, idiomas e sistemas que você usa. O guia completo está em competências do LinkedIn: quais colocar.

Registro, RQE e títulos: o que colocar e onde

Registro é a prova que o recrutador confere antes de chamar. Coloque cada um na seção certa e com o emissor exato, como o conselho o publica.

ItemOnde colocarExemplo ilustrativo
CRMLicenças e certificaçõesCRM-SP 000000 (exemplo), Conselho Regional de Medicina de São Paulo
RQE (especialidade)Licenças e certificações, junto do CRMRQE 98765 em cardiologia
Título de especialistaLicenças e certificações ou formaçãoTítulo emitido pela sociedade da especialidade (confira no site oficial)
Residência médicaFormaçãoResidência em clínica médica, nome do hospital e ano de conclusão
Mestrado ou doutoradoFormaçãoPrograma, instituição e ano

RQE e título de especialista são coisas diferentes, e o recrutador de hospital costuma pedir os dois. Antes de publicar, confira cada número no portal do conselho e na sociedade correspondente. Número errado no perfil é o tipo de erro que o processo de contratação descobre na primeira checagem.

Como adaptar o modelo à sua especialidade

A estrutura acima serve pra qualquer especialidade. Mudam três coisas: o nome que as vagas usam, o tipo de serviço e as decisões que você toma sozinho. Antes de escrever uma linha, responda às três perguntas abaixo.

  1. Qual o nome que as vagas usam?Abra dez vagas do seu alvo e conte. Se “Clínico Geral” aparece em oito delas, esse é o termo da headline, mesmo que no consultório você se apresente de outro jeito.
  2. Onde o paciente chega até você? Pronto-socorro, ambulatório, internação, teleconsulta ou saúde ocupacional. Cada um pede uma linguagem diferente no Sobre e outro conjunto de bullets.
  3. Que decisão você toma sozinho? Escala, protocolo, indicação de exame, alta. O recrutador de hospital procura quem decide com segurança, e isso aparece num bullet com verbo de decisão, não num adjetivo.

Se você está terminando a residência ou acabou de se formar, a estrutura muda pouco. A headline leva a especialidade em formação, a residência entra como experiência com bullets de plantão e ensino, e o Sobre diz o que você quer aprender no próximo emprego. Não invente volume de atendimento: quem contrata saúde percebe rápido quando o número não combina com o tempo de formação. Quando o perfil cita um caso de ensino ou um protocolo que você ajudou a revisar, o recrutador entende a experiência sem precisar de número.

Erros comuns de perfil médico

  • Só o nome do hospital. Recrutador busca especialidade, não endereço. O hospital vai na experiência, o cargo e a especialidade na headline.
  • Diploma no lugar do cargo.“Graduado em Medicina” não diz o que você faz. Use o título da função e a área.
  • Caso de paciente descrito. Sigilo profissional vale no perfil. Use volume, protocolo e resultado agregado.
  • Promessa de resultado.Os conselhos regulam a publicidade médica. Frases como “melhor tratamento da cidade” ou “cura garantida” criam risco ético e enfraquecem a credibilidade.
  • CRM na headline. Ocupa o espaço da especialidade e não entra em nenhuma busca de cargo.

Perfil e currículo: cada um faz um trabalho

O perfil é a vitrine. O currículo é o documento que o hospital ou a operadora anexa à vaga e que, em muitos processos, passa por um filtro automático. Se você precisa de currículo pra vaga, o montador de currículo do AjustaCV cria um modelo compatível com ATS, e a análise ATS grátis mostra se ele passa pelo filtro. A diferença entre os dois está em LinkedIn ou currículo.

Checklist antes de publicar

  1. Confira o CRM e o RQE no portal do conselho e na sociedade da especialidade. Os dois precisam estar ativos.
  2. Troque todos os números deste modelo pelos seus. Número ilustrativo copiado sem trocar é o erro mais visível.
  3. Revise cada frase do Sobre pensando em sigilo: se alguém reconhecer um caso, tire o detalhe.
  4. Coloque a especialidade na headline e confirme que ela bate com o nome das vagas que você quer.
  5. Preencha as 15 competências prioritárias e complete até 50 antes de dizer que o perfil está pronto.
  6. Mande o perfil pra um colega da área ler. Quem trabalha com você percebe o que o recrutador não entende.

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Perguntas frequentes

Médico coloca o CRM no perfil do LinkedIn?

Coloque, mas na seção de licenças e certificações, com o conselho, o estado e o número. Recrutador de saúde confere esse dado. Na headline, a especialidade basta: número de registro não entra em nenhuma busca e ocupa o espaço do que você faz. Antes de publicar, confira se o registro está ativo no portal do conselho.

Posso colocar o RQE na headline?

Não é preciso. O RQE é o registro da especialidade e vai na seção de licenças, junto do CRM. O termo que o recrutador digita é o nome da especialidade, como cardiologia, pediatria ou medicina do trabalho, seguido do contexto de atuação, como UTI adulto ou ecocardiografia.

Médico precisa de Sobre ou basta o currículo?

Precisa. O recrutador de saúde quer saber o tipo de serviço (hospital, operadora, consultório, telemedicina, indústria) e o que você faz além da assistência, como gestão, ensino ou protocolo. Três parágrafos curtos com isso resolvem. Não cite caso de paciente: o sigilo profissional vale no LinkedIn também.

O que um recrutador de saúde filtra num perfil médico?

Especialidade, cargo (plantonista, diarista, corpo clínico, médico do trabalho), tipo de serviço (UTI, pronto-socorro, ambulatório, saúde ocupacional), registro ativo e competências clínicas e de gestão, como prontuário eletrônico, protocolo de atendimento e auditoria médica. A lista de 15 está no modelo acima.

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