Para migrar para marketing digital, o perfil precisa mostrar um projeto que você mediu e a área de origem como vantagem. Quem vem de vendas, jornalismo ou varejo já sabe escrever para uma pessoa, conhece a objeção antes da compra e lê o cliente no balcão. Falta mostrar essa leitura com a linguagem de campanha e de métrica.

O que o recrutador de marketing procura na transição

O recrutador de marketing digital busca por campanha, conteúdo, tráfego e métrica. Um perfil que diz só “vendedor” ou “repórter” não aparece nessa busca, e um que diz tudo sem prova fica de fora na triagem. O meio-termo é um cargo de destino claro, duas ou três ferramentas e um projeto. Veja como a busca funciona em como o recrutador te encontra no LinkedIn.

Para quem vem de outra área, a prova mais curta é o trabalho de conteúdo ou de campanha que você fez por conta própria. Ele não precisa ser grande. Precisa ter hipótese, execução e leitura do resultado.

De onde você vem: o que já traz e o que falta

Cada origem traz uma base diferente. A tabela mostra o que você já tem e o que falta demonstrar.

OrigemO que você já trazO que falta demonstrar
VendasConhecimento de cliente, objeções, negociação e metaConteúdo, métricas de campanha e análise de funil
JornalismoRedação, apuração, fontes e ritmo de produçãoBriefing de campanha, SEO e leitura de desempenho
VarejoGiro de produto, promoção, vitrine e leitura do cliente na lojaTráfego pago, email marketing e relatório de resultado

Quem vem de vendas tem a ponte mais direta para performance. Quem vem do jornalismo tem a melhor escrita para conteúdo, e precisa mostrar o lado de campanha. Quem vem do varejo entende o cliente na prática, e precisa trocar a vitrine por um funil de anúncio.

Projetos próprios: três formatos que cabem num perfil

Você não precisa de uma agência para ter um projeto. Estes três formatos são pequenos o bastante para começar e grandes o bastante para aparecer na seção de projetos:

  • Um blog ou uma newsletter sobre um tema que você domina, com um texto por semana e a métrica de cada envio.
  • Uma campanha de teste para um negócio conhecido, com permissão, em que você escreve a hipótese antes de publicar.
  • Um relatório curto de um concorrente real, com o que ele faz bem e o que você faria diferente, sem dados confidenciais.

Para cada projeto, escreva a hipótese antes de publicar, o que foi feito, o que foi medido e o que você mudaria. Essa estrutura vira um bullet de experiência e uma resposta na entrevista.

Headline de transição: três modelos para adaptar

A headline de marketing precisa dizer o cargo, a ferramenta ou o canal e a área de origem. Estes são modelos para trocar pelos seus termos:

  • Analista de Marketing Digital | Conteúdo, SEO e métricas de campanha | Ex-jornalista, com foco em texto para busca
  • Gestor de Tráfego | Anúncios pagos e análise de funil | Ex-vendedor de varejo, com foco em conversão
  • Analista de Marketing | Email marketing e redes sociais | Ex-operador de atendimento, com foco em relacionamento

Mais exemplos em headline do LinkedIn: 30 exemplos por profissão. O perfil de referência para a função está em perfil do LinkedIn para analista de marketing.

Sobre: exemplo ilustrativo de quem vem de vendas

Exemplo ilustrativo. A pessoa, a empresa e os resultados são inventados.

Vendi em loja e em canal digital por seis anos, e aprendi que a dúvida do cliente é o melhor texto de anúncio que existe. Hoje estudo marketing digital com foco em conteúdo e em campanhas pagas.

Meu método: escrevo a hipótese antes da peça, testo uma variação de cada vez e leio o funil antes de mudar o orçamento. Numa campanha de teste, a versão que respondia à dúvida de preço converteu mais que a que falava de qualidade (ilustrativo).

Busco posição de analista de marketing digital em empresas de varejo ou de serviços com venda online. Aberto a conversar sobre conteúdo, tráfego e email.

Os modelos de Sobre para troca de área estão em Sobre do LinkedIn em transição de carreira: 6 exemplos.

Competências que o recrutador de marketing filtra

Marketing Digital · Gestão de Redes Sociais · SEO · Copywriting · Email Marketing · Tráfego Pago · Métricas de Campanha · Análise de Funil · Planejamento de Conteúdo · Briefing de Campanha · Google Analytics · Excel Avançado

Coloque as que você já praticou. As listas por área estão em competências do LinkedIn para marketing: as 50 em ordem, e a de vendas, que costuma sobrar na transição, em competências do LinkedIn para vendas.

Certificações e cursos: o que colocar e como

Certificação gratuita entra no perfil com o nome, a instituição e a data, desde que você confira o programa no site oficial antes. Ela não substitui o projeto. Use a seção de formação ou de licenças e certificações para o curso, e a seção de projetos para o que você fez com ele.

Os menus do LinkedIn mudam entre o aplicativo e o computador. Procure a seção pelo nome, no lápis do seu perfil.

Experiência de origem: como descrever sem apagar

A experiência de vendas, de jornalismo ou de varejo continua no perfil, com bullets que mostram o trabalho com o público. Um exemplo ilustrativo de varejo:

  • Ajustei a vitrine e a promoção de três categorias a partir das dúvidas que os clientes faziam no balcão (ilustrativo).
  • Registrei as objeções mais comuns numa planilha semanal, usada pela equipe de compras para decidir o sortimento (ilustrativo).

O guia para escrever cada bullet está em como descrever experiências no LinkedIn, e a versão para a área comercial em como descrever experiência em vendas no LinkedIn.

Erros comuns na transição para marketing

  • Colocar “marketing digital” na headline sem nenhum projeto que prove o uso das ferramentas.
  • Listar dez ferramentas de anúncio sem dizer qual problema cada uma resolveu.
  • Descrever a carreira anterior como se fosse irrelevante, quando a área de origem é a vantagem.
  • Publicar métricas de alcance sem explicar o que o número significa para o negócio.

Se a transição ainda está em aberto, o guia de transição de carreira no LinkedIn mostra como aparecer na busca do cargo novo sem apagar o passado.

Pra fechar: o perfil que mostra o projeto

Se o seu perfil ainda não tem projeto nem headline de transição, o pacote do AjustaLinkedIn escreve headline, Sobre, experiências e 50 competências por R$ 9,90, em pagamento único, e você cola cada campo no seu perfil. A análise grátis mede a nota atual em cinco categorias, sem cadastro, e mostra o que melhorar primeiro.


Perguntas frequentes

Certificações gratuitas de marketing digital valem no perfil?

Valem como estudo, desde que você mostre o que fez com elas. Cada plataforma de anúncio ou de análise oferece cursos próprios, com conteúdo e validade que mudam. Confira o programa e a data de validade no site oficial antes de publicar. O que convence o recrutador é um projeto próprio que use o que o curso ensinou.

Vendedor pode virar analista de marketing sem experiência na área?

Pode, e a experiência de vendas é um argumento forte. Quem conversou com cliente sabe qual mensagem converte e qual objeção aparece antes da compra. Mostre isso no Sobre e nas experiências, e leve um projeto de conteúdo ou de campanha pequena para a seção de projetos do perfil.

Jornalista precisa trocar o título de jornalista por marketing?

Não precisa trocar a formação, mas precisa deixar claro o cargo de destino na headline. Use “jornalista” como base de escrita e “marketing digital” como função. Descreva as matérias como conteúdo e as fontes como público, sem exagerar o alcance de cada texto, e mantenha o link de um portfólio de textos.

O que fazer se não tenho projeto próprio de marketing?

Crie um pequeno e documente. Um blog sobre um assunto que você domina, um perfil de conteúdo ou uma campanha de teste para um negócio conhecido, com permissão, já servem. Escreva a hipótese, o que você publicou, o que mediu e o que mudaria. Documentar é o que faz o projeto parecer trabalho.

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