Recrutador de front-end busca a tecnologia pelo nome: React, Next.js, Vue, Angular ou TypeScript. Por isso o perfil precisa de stack com nome exato na headline, um produto visível como prova e um link de portfólio ou de deploy em Em destaque. Um perfil genérico de desenvolvedor só diz “desenvolvedor” e some na busca.

Headline: 3 variações por nível

A busca de vaga de front-end começa pela tecnologia, então a headline traz cargo, stack com o nome que o anúncio usa e uma prova. Estes são modelos para três momentos de carreira. Os números são ilustrativos; use os seus.

  • Júnior ou em transição: Desenvolvedor Front-end Júnior | React, TypeScript e Next.js | Painel de gestão de estoque no ar, com testes automatizados
  • Pleno: Desenvolvedor Front-end Pleno | React, TypeScript e acessibilidade WCAG | Design system com 25 componentes usados em três produtos
  • Sênior: Engenheiro de Front-end Sênior | React, Next.js e performance web | Páginas de e-commerce com LCP abaixo de 2,5 s

Três ou quatro termos na headline: cargo, stack e uma prova. Mais exemplos em headline do LinkedIn: exemplos.

Sobre: 1 exemplo completo

Números ilustrativos. Use os seus.

Construo interfaces para produtos que muita gente usa todo dia, com foco em velocidade, acessibilidade e código que outro desenvolvedor consegue manter. Trabalho com React e TypeScript há quatro anos e com Next.js nos últimos dois.

Meu método: componente antes da tela, teste junto com a funcionalidade e medição de Core Web Vitals antes e depois de cada mudança grande. No último ano, a página de produto caiu de 4,2 s para 1,8 s no LCP, e o design system que ajudei a documentar é usado por três produtos. Meus projetos estão no GitHub, com link de demo.

Busco vaga de desenvolvedor front-end pleno ou sênior em produto digital, em São Paulo ou remoto. Se o seu time está montando um design system ou melhorando performance, vamos conversar.

A estrutura: o que você constrói, o método com uma medida e o que busca. Mais em Sobre do LinkedIn: exemplos.

Experiência: 6 bullets de modelo

Cada bullet tem a tela ou o sistema, a decisão técnica e o resultado. Números ilustrativos, troque pelos seus.

  • Reduzi o LCP da página de produto de 4,2 s para 1,8 s com imagens em formato moderno, código dividido por rota e cache no Next.js (números ilustrativos).
  • Migrei 40 componentes de uma base antiga em jQuery para React com TypeScript, com testes de unidade em cada etapa e sem parar a entrega.
  • Documentei 25 componentes do design system no Storybook, usados por três produtos e revisados com o time de design a cada sprint.
  • Corrigi 18 problemas de acessibilidade em formulários de cadastro pelo WCAG 2.1 nível AA, com teste com leitor de tela antes da publicação.
  • Montei o pipeline de deploy com preview a cada pull request na Vercel, cortando de dois dias para uma hora o ciclo de homologação.
  • Criei um painel de métricas de conversão com o time de produto, revisado toda quinta-feira para decidir o que entra no próximo ciclo.

Não escreva “trabalhei com front-end”. Escreva a tela, a mudança e o número. Se você não tem o número exato, use a unidade que tem: componentes, telas, formulários ou páginas. Guia em como descrever experiência no LinkedIn.

As 15 competências que o recrutador filtra

React · Next.js · TypeScript · JavaScript · HTML e CSS · Tailwind CSS · Acessibilidade Web (WCAG) · Core Web Vitals · Performance Web · Design Systems · Storybook · Testes Automatizados · Responsive Design · Git · Figma

As 3 em destaque são a stack do cargo (React, com TypeScript), a especialidade que a vaga pede (acessibilidade, performance ou design system) e a ferramenta de design que você usa com o time, o Figma. Complete até 50 com as variações de nome e as bibliotecas que aparecem nos seus projetos. Guia em competências do LinkedIn para TI.

Erros comuns de perfil de front-end

  • Cargo genérico. “Desenvolvedor de software” na headline esconde a stack. Quem busca React não chega até você.
  • Framework sem uso. Angular na lista de competências e nenhum projeto em Angular na experiência é a primeira pergunta da entrevista técnica.
  • Tutorial vendido como produto. Um clone de tutorial sem usuário vale pouco. Mostre o que você mudou e por quê.
  • Link quebrado. Deploy fora do ar ou repositório sem README lê como projeto abandonado. Teste o link antes de publicar.
  • Lista de 30 bibliotecas. Na headline e nas competências, cite a stack principal. O resto entra no Sobre ou na experiência.

Em destaque: o link que o recrutador clica

Em destaque é o lugar do link. Coloque dois itens: a demo do produto, com um parágrafo de contexto, e o repositório com README claro. Se o trabalho é privado, faça um estudo de caso curto, sem código nem dado interno. Guia em GitHub e portfólio no LinkedIn, e em projetos no LinkedIn para escrever o projeto pessoal.

Como adaptar o modelo em 20 minutos

  1. Abra dez anúncios de front-end e anote as tecnologias que aparecem em todos. Elas vão na headline e nas três primeiras competências.
  2. Escolha a headline do seu nível e troque o número pelo seu. Se não sabe o número, conte componentes, telas ou formulários.
  3. Reescreva o Sobre começando pelo que você constrói, não pela lista de ferramentas.
  4. Escreva um bullet por entrega: tela, mudança técnica e resultado.
  5. Ponha a demo ou o portfólio em Em destaque e abra o link numa aba anônima para confirmar que ele funciona.

Checklist antes de publicar

  • Headline com cargo, stack e uma prova, em até 220 caracteres.
  • Sobre em primeira pessoa, com o método e uma medida.
  • Seis bullets com tela, decisão e resultado.
  • Até 50 competências, com as 3 em destaque no topo.
  • Dois links em Em destaque, testados numa aba anônima.
  • Foto profissional, banner e URL personalizada com o seu nome.
  • Recomendação de um gestor de produto ou de um designer com quem você trabalhou.

Meça e reescreva

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Se a vaga também pede currículo, o AjustaCV monta o currículo a partir do que você já tem.


Perguntas frequentes

React ou Next.js: qual eu coloco na headline?

Os dois, se a vaga pedir os dois. Next.js é um framework construído sobre o React, então “React e Next.js” mostra ao recrutador que você conhece a base e a ferramenta. Se a vaga pede só React, use React na headline e cite o Next.js nas competências.

A vaga pede Angular ou Vue e eu trabalho com React. O que faço?

Não invente. Quem busca Angular filtra pelo nome, e uma competência sem projeto por trás não se sustenta na entrevista técnica. Deixe React na headline, descreva o que você já construiu e diga quanto tempo levaria para migrar. Se estudou Vue por conta própria, cite como estudo, não como experiência.

Meu trabalho é privado. Como eu mostro o que fiz?

Com um estudo de caso curto: o problema, a decisão técnica, o resultado medido e uma captura de tela sem dado interno. Antes, confirme com a empresa o que pode ser divulgado, porque o sigilo do contrato vale no LinkedIn também.

Projeto de faculdade ou de tutorial entra no perfil?

Entra em Projetos ou em Em destaque, se tiver uma demo que funciona e uma decisão sua por trás. Como experiência, só entra trabalho pago ou projeto feito para cliente. Um clone de tutorial sem mudança própria não conta como projeto.

Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?

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