Escreva o nome do conselho e a situação do registro, nunca o número. Quem busca advogado, médico ou engenheiro costuma digitar a sigla do conselho. Por isso ela pode ficar na headline ou no Sobre, ao lado do cargo. O número de inscrição é uma credencial: ele não precisa estar no perfil público, e não há motivo para ele aparecer ali.
Por que a sigla do conselho ajuda na busca
Em profissões reguladas, a sigla é parte do vocabulário. Um recrutador que procura advogado trabalhista digita o cargo e, muitas vezes, a área de atuação e a sigla. Um perfil que só diz “profissional jurídico” perde essas buscas, mesmo que a pessoa tenha a formação e o registro exigidos pela vaga. Por isso, a sigla certa funciona como uma palavra-chave verdadeira, e não como enfeite.
A regra vale para os conselhos mais comuns. Entre eles estão os seguintes, e a lista não é completa:
- OAB, para advogados
- CRM, para médicos
- COREN, para enfermeiros e técnicos de enfermagem
- CREA, para engenharia, agronomia e geologia
- CRC, para contadores e técnicos em contabilidade
Se a sua profissão tem outro conselho, use a sigla dele. Quando a profissão não tem conselho próprio, o registro pode não existir, e o perfil deve dizer a formação ou a certificação que de fato possui.
Onde pôr o registro: headline, Sobre e licenças
O registro entra em três lugares, e cada um tem uma função diferente. A headline diz o cargo e a sigla, para a busca. O Sobre explica a área e a experiência, para quem já chegou ao perfil. A seção de licenças e certificações serve de comprovação, para quem quer conferir a formação. O guia de exemplos de headline mostra como encaixar a sigla sem estourar o limite de 220 caracteres.
- Na headline, quando a profissão regulada é o cargo que você busca, como Advogado trabalhista ou Enfermeiro em UTI
- No Sobre, na primeira ou na segunda frase, com a sigla do conselho e a área de atuação
- Na seção de licenças e certificações, quando o seu perfil tiver essa seção e o registro for uma credencial formal
O que é dado sensível e o que é credencial
O registro tem partes que servem para a busca e partes que são dados pessoais. A Lei 13.709/2018 (LGPD) trata de dados pessoais, e o número de inscrição identifica uma pessoa. A tabela separa o que pode ficar público do que deve ficar fora do perfil.
| Item | Pode ficar público? | Onde |
|---|---|---|
| Sigla do conselho | Sim | Headline, Sobre e licenças |
| Situação do registro (ativo, quando verdadeiro e atual) | Sim, se você confirmou no site do conselho | Sobre, em uma frase |
| Número de inscrição | Não | Só em documentos que o pedem |
| Data de inscrição | Não é necessária | Fora do perfil público |
| Foto ou cópia da carteira | Não | Nunca em perfil público |
Os dados pessoais de contato e de documento têm regras próprias no perfil. Para o que pode e o que não pode ir ao currículo, veja dados pessoais no LinkedIn e no currículo.
Exemplo: uma enfermeira que volta ao mercado (ilustrativo)
Uma enfermeira, personagem inventada para este exemplo, tinha o registro no COREN há muitos anos, mas o perfil não dizia nada sobre isso. A headline falava apenas em cuidado ao paciente. Ao revisar, ela trocou a headline para Enfermeira com registro no COREN, experiência em UTI adulta, e colocou a sigla no primeiro parágrafo do Sobre. O número ficou só no documento que ela envia nas candidaturas.
Enfermeira com registro no COREN e experiência em UTI adulta. Atuo em plantões de terapia intensiva e em treinamento de equipes novas (ilustrativo).
Se a sua área é saúde, o modelo de perfil de enfermeiro no AjustaLinkedIn mostra como essas frases se montam, com as competências que a busca filtra.
Quando o registro é exigido e quando não é
Para algumas funções, o registro é condição para exercer a profissão. Para outras, ele é apenas uma credencial que dá peso ao perfil. Antes de escrever que você atua como profissional registrado, confirme qual dos dois casos é o seu, na sua área e no seu estado. A vaga também costuma deixar isso claro no texto do anúncio, e a leitura cuidadosa evita que você se candidate a uma função que exige o que você ainda não tem.
Se a sua formação é a exigida e o registro está em andamento, escreva a formação e deixe o registro para a conversa. Um perfil honesto sobre o estágio atual cria menos atrito do que uma sigla que não se sustenta na entrevista.
Erros que colocam o perfil em risco
Os erros mais comuns não são de digitação. Se a dúvida é o que vai em licenças e o que vai em cursos, o guia sobre certificações no LinkedIn separa cada coisa. São de afirmação. Eles aparecem quando o registro venceu e o perfil continua dizendo que está ativo, quando uma sigla de conselho aparece para uma atividade que não exige inscrição, ou quando o título de especialista é usado sem a titulação que o comprova. Nesses casos, o perfil passa a afirmar algo que o recrutador pode checar, e a checagem é simples.
Checklist antes de publicar
- A sigla do conselho está escrita certa, sem abreviação inventada
- A situação do registro foi conferida no site do conselho na data de publicação
- Nenhum número de inscrição, CPF ou cópia de documento aparece no texto
- O registro aparece na mesma forma na headline, no Sobre e no currículo
- Você só usa o termo que a sua inscrição permite, sem título de especialista sem base
- Se a situação mudar, o perfil é atualizado no mesmo mês
Os menus do LinkedIn mudam entre o aplicativo e o computador. Procure a seção pelo nome no seu perfil e use o lápis de edição dela. Se a tela não bater com o que você lembra, siga pelo nome da seção.
Pra fechar: sigla certa, texto que a sustenta
O registro abre a busca, mas quem fica no perfil é o texto em volta dele. O pacote do AjustaLinkedIn escreve três headlines dentro dos 220 caracteres, o Sobre em primeira pessoa e 50 competências, por R$ 9,90, pagamento único. Você cola cada campo no seu perfil. A análise grátis mede o perfil em cinco categorias, sem cadastro, e mostra o que melhorar. Se a sua dúvida é o cargo, o guia sobre o cargo no LinkedIn ajuda a escolher a forma certa.
Perguntas frequentes
Posso pôr o número da OAB ou do CRM no perfil do LinkedIn?
Não é preciso, e na maioria dos casos não é recomendável. A sigla do conselho e a situação do registro comunicam o que o recrutador precisa saber. O número é um dado pessoal que identifica você, e não ajuda a busca. Guarde o número para os documentos que o pedem, como uma proposta ou um contrato.
E se o meu registro estiver suspenso ou vencido?
Não escreva que você está ativo. Confira a situação no site do próprio conselho antes de publicar qualquer coisa. Se o registro está em regularização, diga isso com a palavra certa, ou não cite a situação. Um perfil que afirma um registro ativo quando ele não está expõe você num dos pontos mais sensíveis da sua carreira.
Quem não tem registro pode usar a sigla do conselho?
Não. Usar a sigla de um conselho sem inscrição é afirmar uma habilitação que você não tem. Se você estudou a área e ainda não é inscrito, escreva a formação, o curso concluído ou a experiência de apoio, sem sugerir que atua como profissional registrado.
Registro profissional deve aparecer no currículo também?
Em geral sim, porque o currículo é lido com mais atenção e costuma ser pedido na triagem. A forma deve ser a mesma: sigla do conselho e situação do registro, sem o número. Mantenha os dois documentos coerentes, para que a leitura do perfil e a do currículo não se contradigam.
Quer seu perfil LinkedIn escrito pro cargo que você quer?
O AjustaLinkedIn devolve headline, Sobre, experiências e competências prontos pra colar, com sua nota antes e depois.
AJUSTAR MEU LINKEDIN — R$9,90