A nota do perfil do LinkedIn, na análise grátis, vai de 0 a 100 e mede cinco categorias: headline, Sobre, experiências, competências e completude. Cada uma segue regras fixas, sem inteligência artificial. Nota baixa indica campo vazio ou fora da regra; nota no meio, campo que existe mas perde na busca; nota alta, regras atendidas.

O que a nota mede e o que ela não mede

A nota é uma leitura de regras: o campo está preenchido, o texto cabe no limite, o cargo aparece, a ordem das competências faz sentido. Ela não lê a sua carreira, não compara você com outras pessoas e não diz quem vai ser chamado. Por isso ela serve pra decidir o que mexer primeiro, e não pra dizer se o perfil está pronto.

Uma leitura útil da nota precisa de duas perguntas: em qual categoria o perfil está mais fraco e qual regra dela não foi atendida. A segunda pergunta é a que orienta a edição.

As cinco categorias, uma por uma

Cada categoria mede um pedaço diferente do perfil. A tabela mostra o que ela olha e o caminho mais curto pra subir a sua nota nela.

CategoriaO que ela olhaComo subir
HeadlineCargo, área, palavras que as vagas usam e o limite de 220 caracteres.Troque o título interno por um cargo que as vagas usam e acrescente uma prova curta.
SobrePrimeira pessoa, gancho nas três primeiras linhas, prova concreta e o limite de 2.600 caracteres.Abra com o que você faz e com quem, e termine com um convite para conversar.
ExperiênciasSe cada cargo tem descrição, se ela tem resultado e se cabe em 2.000 caracteres.Reescreva as descrições vazias em bullets que mostrem o que mudou por causa do seu trabalho.
CompetênciasQuantidade, ordem e se as primeiras da lista combinam com o cargo.Chegue a 50, ponha as 15 mais importantes no topo e escolha 3 para destaque.
CompletudeCampos básicos preenchidos: foto, banner, URL personalizada e recomendações.Preencha o que falta na lista de campos básicos, um de cada vez, começando pela foto e pelo banner.

Como ler cada faixa de nota

Os pesos exatos de cada categoria ficam na própria análise e podem mudar. Este texto descreve o sentido de cada faixa, não a conta. Em termos gerais, a leitura é esta:

FaixaO que costuma significarO que fazer
BaixaA categoria está vazia ou perde a maioria das regras dela.Comece por aqui. Um campo vazio pesa mais do que um campo bom mal ajustado.
MédiaO campo existe e tem conteúdo, mas não aparece bem na busca: falta cargo, palavra da área ou prova.Troque frases genéricas por fatos e termos que as vagas do seu cargo usam.
AltaAs regras da categoria estão atendidas. O texto ainda pode ser genérico, porque as regras não leem como um recrutador.Faça uma leitura humana: se a frase serve pra qualquer pessoa, reescreva.

Repare que a faixa alta não encerra o trabalho. Uma categoria pode passar nas regras e ainda assim soar genérica pra quem lê. Esse é o teste que nenhuma regra faz por você.

Headline: o título que a busca lê primeiro

A headline tem 220 caracteres e é o primeiro texto que quem chega ao perfil lê. Em termos gerais, a regra procura um cargo claro, a área e uma prova curta. Pra subir, troque o título interno da empresa por um nome de cargo que as vagas usam. O guia de headlines com exemplos por profissão mostra o formato.

Sobre: as três primeiras linhas decidem

O Sobre tem limite de 2.600 caracteres, mas o começo é o que aparece antes do “ver mais”, então é ali que o texto precisa ganhar a leitura. Em termos gerais, a regra procura primeira pessoa e um gancho no início. Pra subir, escreva as três primeiras linhas com o que você faz e pra quem, e finalize com um convite. Os ganchos prontos pras três primeiras linhas ajudam quando a página em branco trava.

Experiências: descrição não é só cargo

Cada experiência com descrição vazia derruba a categoria, e a descrição pode ter até 2.000 caracteres. Um erro comum é o bullet que só lista tarefas. Pra subir, transforme cada item em uma frase que mostre o que mudou, com número real quando você tiver um. O guia de como descrever experiências explica a estrutura de cada bullet.

Competências: quantidade e ordem

O LinkedIn permite até 100 competências. Recomendamos 50, com as 15 mais importantes no topo e 3 em destaque. Em termos gerais, a regra olha se a lista está cheia e se as primeiras combinam com o cargo. Uma lista de 50 com as competências do seu cargo no topo costuma ser melhor que uma de 100 misturada. O guia de competências explica quais entram na lista.

Completude: os campos que ninguém vê de cara

Completude é a categoria mais fácil de subir e a mais esquecida. Foto, banner, URL personalizada, localização e recomendações não são o texto do perfil, mas fazem parte da leitura que quem chega ao perfil faz. Pra subir, complete um campo por vez. O guia de foto e banner mostra os tamanhos e o que funciona.

Ordem prática pra subir a nota

Não tente mexer nas cinco categorias de uma vez. A ordem abaixo costuma poupar tempo porque começa pelo que mais pesa na primeira leitura e termina na medição.

  1. Meça o perfil atual e anote a categoria mais baixa.
  2. Troque o cargo do título interno por um nome que as vagas usam.
  3. Reescreva as três primeiras linhas do Sobre com fato e convite.
  4. Transforme cada experiência vazia em bullets com resultado real.
  5. Leve as competências a 50, com as 15 mais importantes no topo.
  6. Complete foto, banner, URL e recomendações.
  7. Meça de novo e compare as duas notas.

Nota do perfil não é nota do currículo

Quem tem um currículo pra vaga também vê uma nota ATS, e as duas são facilmente confundidas. A nota do LinkedIn mede o perfil; a ATS mede o currículo contra um filtro de vaga. O guia sobre como usar as duas notas mostra quando olhar cada uma.


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Perguntas frequentes

Uma nota alta no perfil garante que o recrutador me encontra?

Não. A nota mede se o texto e os campos seguem as regras de cada categoria, e isso ajuda a aparecer melhor na busca. Ela não mede a sua experiência real nem a concorrência pela vaga. Um perfil com nota alta e cargo errado continua fora da busca certa.

A nota do LinkedIn é a mesma coisa que a nota ATS do currículo?

Não. A nota do perfil mede os campos do LinkedIn: headline, Sobre, experiências, competências e completude. A nota ATS mede o currículo contra um filtro de vaga. São duas medições diferentes, e cada uma tem o seu site e o seu ponto de partida.

Preciso subir todas as cinco categorias?

Não precisa, e não existe uma nota certa. Comece pela categoria mais baixa que fala com o cargo que você quer. Muita gente começa pela headline e pelo Sobre, porque são os primeiros textos que quem busca lê, mas o seu caso pode pedir outra ordem.

Com que frequência devo medir de novo?

Meça depois de cada mudança relevante: troca de cargo, nova experiência, nova competência ou um Sobre reescrito. Não faz sentido medir todo dia, porque a nota só muda quando o texto muda.

A análise grátis guarda o meu perfil?

A análise grátis não exige cadastro e não usa IA na nota: ela pontua o perfil com regras fixas e mostra a regra que pontuou em cada categoria. Antes de colar informações pessoais em qualquer ferramenta, leia o que ela pede e use só o que você está disposto a compartilhar.

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